terça-feira, 4 de julho de 2017

Michibiki, Beidou, Galileo, Glonass, Gps: Sistemas de Posicionamento Global

O sistema de GPS (Global Positioning System), que já existe há mais de 30 anos, é fundamental em várias áreas: nos orienta no trânsito, ajuda na navegação marítima, no transporte aéreo, na segurança de cargas nas estradas. Ninguém se perde com os satélites enviando informações de posicionamento e tendo uma base de mapas carregada no aparelho.

Chamamos todos os sistemas de posicionamento global de GPS por um simples motivo: é americano e o mais popular de todos.

Em 2018, os japoneses vão inaugurar um sistema de localização por GPS muito mais preciso do que os já conhecidos GPS de origem americana, GALILEO de origem europeia e que possui uma configuração mais abrangente do que promover precisão em posicionamento e está longe ficar pronto. Em funcionamento pleno também tem o GLONASS de origem russa que também se popularizou por contribuir com o posicionamento global em smartphones e demais aparelhos com a função.

Todos esses outros “concorrentes” do GPS surgiram, pois todos os países querem ter grande precisão em tempo real, coisa que os americanos não fornecem, por exemplo, aos russos. E são sistemas semelhantes, com dezenas de satélites orbitando e contribuindo com a triangulação necessária para o calculo preciso de posição.
Obviamente a China não fica pra trás neste segmento. O BEIDOU aparece como mais uma alternativa ao GPS americano, com direito a tecnologia Made in China bem como todo o envio de material satelital feito pelos próprios. Nada de ajuda de nações amigas. É chinês e pronto. Este começou a ser construído em 2000 e ficará pleno em 2020.

“MICHIBIKI” o GPS Japonês

O Quasi-Zenith Satellite System (QZSS) ou mais carinhosamente chamado de Michibiki é na verdade um projeto governamental japonês com parcerias das gigantes Mitsubishi Electric e Hitachi.

O foguete que levou o novo satélite foi lançado da base de Tanegashima, no Sul do Japão.
Base de Tanegashima, Japão

O GPS que a gente conhece funciona bem, mas os japoneses acreditam que podem desenvolver um sistema melhor. O que existe hoje tem uma margem de erro de dez metros, ou seja, os satélites não fazem distinção se dobra uma esquina ou se está em outro ponto. O que os japoneses estão fazendo é reduzir essa margem de erro de dez metros para dez centímetros.

Michibiki e os satélites em movimento
O GPS hoje é possível com informações enviadas por satélites geoestacionários, que ficam parados orbitando sobre pontos fixos na Terra. O sistema japonês será diferente: serão quatro satélites ao todo, três sempre em movimento, fazendo um traçado em forma de oito.

Um ficará parado sobre Tóquio. Assim, mudando de posição, os especialistas garantem que não haverá área de sombra, sem sinal, por exemplo, em locais cercados por prédios muito altos.

Com a margem de erro praticamente zerada, também vai ser mais fácil desenvolver outras aplicações: os carros que rodam sozinhos, sem motorista, terão mais precisão; ficará mais segura a entrega de mercadorias por drones; e até encontrar pessoas desaparecidas, como idosos, problema grave num país com uma população que envelhece rápido. 


Por enquanto, dois satélites foram lançados, mas a promessa é que em 2018 o japonês já terá um GPS para chamar de seu.

Jonathan Kreutzfeld

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