domingo, 7 de julho de 2013

Hidrografia: Águas superficiais (continentais e oceânicas) e subterrâneas

Textos de Ana Carolina Bona Busarello,Ana Carolina Largura, Caroline Hoffmann, Emely Lais Tiegs, Fernanda Barma Leitzke e Jéssica Marcielly de Novaes. Orientado e revisado por Jonathan Kreutzfeld.

1.           INTRODUÇÃO

O estudo das águas é bastante abrangente, dentre eles se destacam as águas oceânicas, águas subterrâneas e as bacias hidrográficas. A água é um assunto de grande relevância pois a mesma faz parte do nosso cotidiano em inúmeras atividades. Neste trabalho veremos as principais características sobre os mais diversificados usos que fazemos deste importante recurso mineral que é a água. As águas oceânicas influenciam no clima e em nosso sustento como ser humano através do oxigênio e da pesca. As águas subterrâneas são encontradas expandidas no solo, no ar e nas rochas; ambos os temas estudados em geologia e presentes neste trabalho. As bacias hidrográficas por sua vez, são nosso principal contato com esse elemento vital para nossas vidas seja através da agricultura, pecuária, consumo direto, industrial entre outros inúmeros usos.
As pesquisas utilizaram como referência diversas fontes da internet.

2.      CONCEITO DE BACIAS HIDROGRAFICAS

Bacias Hidrográficas ou Bacias de drenagem,  são o conjunto de terras que fazem a drenagem da precipitação de uma determinada área. Sendo medida dentro de tais limites é uma área geográfica medida em Km².
A bacia hidrográfica é comumente definida como a área onde ocorre a  drenagem  de água para um rio principal e seus afluentes,  devido às suas características geográficas e topográficas.
A formação da bacia hidrográfica acontece em função do desnível do terreno que orienta determinado curso d’água sempre das áreas mais altas para as mais baixas. 
Essa área é limitada por um divisor de águas que a separa das bacias adjacentes, e que pode ser determinado nas cartas topográficas.
Podemos então concluir, que bacia hidrografia é uma are a drenada por um rio ou um sistema concentrado de cursos d’água (riachos e córregos), tal que toda a vazão efluente é descarregada a partir de uma simples saída.


2.1    TIPOS DE BACIAS HIDROGRAFICAS

As Bacias Hidrográficas podem ser classificadas, segundo especialistas em geografia como:
·                     Exorréica, quando as águas são drenadas para o mar.
·                     Endorréica, as águas caem em um mar fechado ou um lago.
·                     Arréica, quando as águas alimentam aquíferos e lençóis freáticos.
·                     Criptorreica, quando a água evapora ou infiltra-se no solo.
Ás vezes, as regiões hidrográficas são confundidas com “bacias hidrográficas”. Entretanto, as bacias hidrográficas são menores, porém passam a se fragmentar em sub-bacias, e as regiões hidrográficas podem engloba mais de uma bacia.

2.2    O CICLO HIDROLÓGICO EM UMA BACIA HIDROGRÁFICA

O ciclo hidrológico dentro de uma bacia hidrográfica dá-se pela  precipitação da água que evapora dos leitos dos rios, lagos, lagoas, e toda a água superficial pertencente a mesma.
A água precipitada, em parte infiltra-se no solo, e por sua vez abastece os aquíferos, que por sua vez fazem com que a água flua novamente para a superfície através das nascentes.
A água presente nas bacias hidrográficas tendem sempre a irem dos locais mais altos, nos morros, onde se encontram a maioria das nascentes, para os locais mais baixos, como o leito e posteriormente a foz dos rios, sempre deslocando-se para um rio maior, com o desígnio de chegar ao oceano.

Abreviações:
P = Precipitação
R = Escoamento superficial ou chuva excedente
B = Fluxo subterrâneo
F = Infiltração
E = Evapotranspiração
T = Transpiração
S = Alterações do armazenamento na zona saturada – solo ou água subterrânea

2.3    PARTES DE UMA BACIA HIDROGRÁFICA

Nascente: Segundo resolução do CONAMA nº 04, de 18.09.85, olho d’água ou nascente é o local onde se verifica o aparecimento de água por afloramento de um lençol freático, entretanto a resolução nº 303 de março de 2002, que substitui a precedente caracteriza o olho d’água como “local onde aflora naturalmente, mesmo que de forma intermitente, a água subterrânea.”
As nascentes localizam-se em encostas ou depressões de terrenos, podendo ser permanentes, de fluxo continuo, temporárias, de fluxo nas estações chuvosas, ou ainda efêmeras, que duram apenas algumas horas durante a chuva.
Pode-se ainda, dividir as nascentes em dois tipos quanto à sua formação. Segundo Linsley e Franzini (1978), “Quando a descarga de um aquífero se localiza em uma pequena área localizada, tem-se a nascente ou olho d’água”. E quando “A superfície freática ou um aquiferp artesianp interceptar a superfície do terreno e o escoamento for espraiando numa área o afloramento será difuso, formando um grande numero de pequenas nascentes”.
Divisores de Água: Podendo também ser conhecidos como espigões, são linhas imaginarias que separam as águas pluviais. Entende-se por uma linha de cumeada, ou seja, uma linha formada por altas montanhas.
Fundos de Vale: Ponto mais baixo de um relevo acidentado, por onde escoam as águas das chuvas. O fundo de vale forma uma calha, que recebe a água proveniente de todo seu entorno e de calhas secundárias.
Sub-Bacias: Sub-bacias: São áreas de drenagem dos tributários do curso d’água principal, entretanto pode levar conceitos diferentes que dependem da literatura. “Segundo Faustino (1996), por exemplo, são “- bacias com áreas maiores que 100 km2” e menores que 700 km2”. Já segundo Rocha (1997, apud Martins et al., 2005), caracteriza as bacias com áreas entre 20.000 ha e 30.000 ha (200 km2 a 300 km2).

2.4    BACIAS HIDROGRAFICAS E AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES

Desde as primeiras civilizações o ser humano tende por suas necessidades de consumo e pelo conforto que ela imprime ocupar regiões próximas a locais com água em abundância.
Os sumérios se desenvolveram na Mesopotâmia, banhada pelos rios Tigre e Eufrates, local onde hoje se encontra o Iraque.
O Egito, também floresceu ao longo do vale do rio Nilo, uma vez que o povo tinha características agropastoris, e o rio, nas cheias fertilizava as terras da bacia.
A China, outra grande civilização milenar, estabeleceu-se na bacia do rio Huang He, também sendo bastante desenvolvida em comparação as demais de sua época em relação ao uso da roda, seda, além das técnicas de criação de animais e agricultura.
Sendo assim podemos concluir que os povos desde o inicio das primeiras comunidads sedentárias, e posteriormente as primeiras cidades, procuram bacias hidrográficas e locais que tenham quantidades significativas de água para se estabelecer.

2.5    AS PRINCIPAIS BACIAS HIDROGRAFICAS DO MUNDO

Atualmente a maior bacia hidrográfica fluvial do mundo é a Bacia do Rio Amazonas, entretanto, ao redor do mundo existem várias outras bacias hidrográficas, que se encontram em todos os cinco continentes.

3.      AS BACIAS HIDROGRAFICAS BRASILEIRAS


3.1    BACIA DO AMAZONAS:
        
Está localizada no norte do Brasil, com uma área de aproximadamente 5.846.100km2. Corresponde a maior bacia hidrográfica do mundo, assim como o rio que ela comporta, o Rio Amazonas, e possui diversos divisores de águas, como a Cordilheira dos Andes, O Planalto da Guianas e o Planalto Central Brasileiro. A Bacia deságua no atlântico, e sua nascente encontra-se na Cordilheira dos Andes, que forma o Rio Solimões, que por sua vez encontra-se com o Rio Negro e forma o Amazonas propriamente dito.


 3.2    BACIA DO SÃO FRANCISCO

Tem presença marcante na história do território brasileiro.
Foi através do São Francisco que ocorreu a ocupação das terras mais distantes do litoral. 
Em sua nascente e foz o rio recebe muita água das chuvas, mas, na maior parte do seu curso, flui por áreas secas do sertão nordestino e mineiro. Daí a sua importância para a população sertaneja que vive perto da sua margem. Além da pesca, bastante comprometida com a construção de barragens para a produção de energia, as margens do São Francisco garantem à população sertaneja a prática da agricultura de subsistência.
Quando chega a estiagem (período mais seco) é feito o cultivo e a colheita é programada antes da nova cheia. Esse ciclo se repete a cada ano.

 3.3    BACIA DO TOCANTINS

Compreende todos os recursos hídricos que deságuam nos rios Tocantins e Araguaia, ocupando  uma superfície de 967.059 km2, o que a torna a maior entre aquelas que se encontram totalmente dentro do território brasileiro.
Envolve os estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará e o Distrito Federal.
Diversos lugares nos quais os rios Tocantins e Araguaia percorrem possuem um baixo povoamento, por isso os mesmos são de grande relevância para as pessoas, principalmente para a comunicação, apesar de não serem   Na bacia existe a Hidroelétrica do Tucuruí, de  que tornou-se a segunda maior usina hidrelétrica do Brasil.
Para que fosse executada, houve grandes impactos ambientais, como as represas e o lago de Tucuruí.

3.4    BACIA DO PARANÁ

Abastece o reservatório da Itaipu Binacional, abrange seis Estados brasileiros e o Distrito Federal, com uma área 820.000 km² inclui a região mais industrializada e urbanizada do Brasil.
Concentra um terço da população brasileira em centros urbanos como São Paulo.
 É a bacia hidrográfica com a máxima capacidade instalada de energia elétrica do país e também a de maior demanda.
As usinas com maior capacidade instalada são Itaipu, Furnas e Porto Primavera.
Seus principais afluentes são os rios Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema e Iguaçu.
Há um grande consumo de água para abastecimento, e também para indústria e irrigação. Já a poluição orgânica e inorgânica, efluentes industriais e agrotóxicos, e a eliminação da mata ciliar contribuem para a deterioração da qualidade da água de grandes extensões dos principais afluentes.

3.5    BACIA PLATINA
Com cerca de 3,1 milhões de quilômetros quadrados de superfície, quase metade em território brasileiro produz a maior parte da energia consumida no país.
As nascentes dos principais rios pertencem ao Brasil. Aqui, três bacias compõem a Bacia Platina: Paraguai, Uruguai e Paraná. Os nomes das bacias correspondem aos três principais rios que a formam.
A Bacia do Paraguai corre pelas terras planas no Pantanal. É navegável e tem como destaque o porto de Corumbá, no Mato Grosso do Sul que, combinado a outros meios de transporte, leva ferro e manganês explorado no Maciço de Urucum e é porta de entrada de outros produtos dos demais países da bacia platina.

3.6    BACIAS COSTEIRAS

Bacia Hidrográfica do Parnaíba: está presente nos estados do Piauí, Maranhão e na porção extremo oeste do Ceará, totalizando uma área de 344.112 quilômetros quadrados.
Bacia Hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental: com extensão de 287.348 quilômetros quadrados, a bacia hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental está presente em cinco estados nordestinos: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
Bacia Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental: seus principais rios são o Gurupi, Pericumã, Mearim, Itapecuru Munim e Turiaçu. Essa bacia de drenagem possui 254.100 quilômetros quadrados, compreendendo áreas do Maranhão e Pará.
Bacia Hidrográfica Atlântico Leste: com extensão de 374.677 quilômetros quadrados, essa bacia hidrográfica engloba os estados de Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Em sua região é possível encontrar fragmentos de Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e vegetação costeira.
Bacia Hidrográfica Atlântico Sudeste: presente nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, a região hidrográfica Atlântico Sudeste apresenta 229.972 quilômetros quadrados. Ela é formada pelo rio Doce, Itapemirim, São Mateus, Iguape, Paraíba do Sul, entre outros.
Bacia Hidrográfica Atlântico Sul: com área de 185.856 quilômetros quadrados, essa bacia hidrográfica nasce na divisa entre os estados de São Paulo e Paraná, percorrendo até o Rio Grande do Sul. Com exceção do Itajaí e Jacuí, os rios que formam essa bacia de drenagem são de pequeno porte.

4. DIVISÕES DO OCEANO

O Planeta Terra é, em grande parte, recoberto por água (hidrosfera) e, por isso, é comum que seja denominado Planeta Água. A área total da superfície terrestre é de cerca de 510 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 361 milhões de quilômetros são ocupados pela massa líquida (oceanos). 
As águas oceânicas, além de afetar o clima e a renovação do oxigênio na atmosfera, são importantes no transporte em vias marítimas e na obtenção de alimento por meio da pesca.
Na realidade, há somente um único e extenso oceano recobrindo o planeta Terra, o qual está dividido (por linhas imaginárias) em: oceanos Pacífico, Índico, Atlântico.
O oceano Pacífico é o mais extenso de todos os oceanos, com uma área aproximada de 165 milhões de quilômetros quadrados, tendo as maiores profundidades conhecidas. Localiza-se entre a Ásia, Austrália e as Américas.  
O oceano Atlântico situa-se entre a Europa, a América e a África, com área de cerca de 82 milhões de quilômetros quadrados, sendo o melhor para a navegação.
O oceano Índico possui área aproximada de 73 milhões de quilômetros, estando localizado entre a Oceania, Ásia, África e Antártica.

4.1    TIPOS DE MARES

Pode-se dizer que mar é a parte do oceano que está em contato com o continente, pois o primeiro é uma continuação natural do segundo. Os mares são classificados das seguintes formas:

·          Mares abertos ou costeiros Interagem de maneira ampla com os oceanos. Um exemplo é o Mar da China.
·           Mares continentais
Situam-se dentro dos continentes; sua ligação com os oceanos se dá por meio de canais e estreitos, como, por exemplo, o Mar Vermelho, cuja comunicação com o oceano Índico acontece devido ao estreito de Bab-El-Mandeb.
·          Mares isolados
Não possuem qualquer forma de comunicação com os oceanos ou mesmo com outros mares. Como exemplo, pode-se citar o mar da Galiléia.

4.2    CARACTERÍSTICAS DA ÁGUA DOS MARES E OCEANOS

4.2.1 Salinidade

Durante bilhões de anos, a ação erosiva das águas sobre os solos e rochas fez com que sais minerais se aglomerassem nos mares e oceanos, estando dissolvidos no meio líquido.
Os sais podem originar de determinadas fontes antes de aparecerem nos oceanos; há sais que ocasionam após ocorrer o desgaste de rochas da crosta através de fenômenos erosivos ou que derivam de gases poluentes; outras substâncias químicas podem surgir através de erupções vulcânicas, após vir à superfície águas antes encontradas em camadas no interior do planeta... processos que envolvem modificações na atmosfera, em rochas e entre rios e mares, mas que equilibram a concentração de sais nos oceanos. Além do cloreto de sódio, há mais uma série de fatores contribuem para que os mares e oceanos sejam salgados; depende da sua temperatura (que por sua vez depende dos raios de sol), quantidade de chuva e rios da região (que destinam nos mares). A quantidade de sais diluídos na água está sujeita também a evaporação que há na superfície dos mares e oceanos; onde há mais evaporação, maior a quantidade de sais assim como quanto mais alta a temperatura, menos rios e menos chuvas, maior é a salinidade.
         A concentração de sais na água do mar não é a mesma em todo o planeta. A água do Golfo da Finlândia é a menos salina de todas, enquanto que a do Mar Morto, no Oriente Médio, possui dez vezes mais salinidade do que a dos outros oceanos. Por esse motivo, as águas do Mar Morto são excelentes no tratamento de problemas respiratórios e doenças de pele, por exemplo.

4.2.2 Densidade

Dependendo da quantidade de sais presentes na água do mar, este pode ser mais ou menos denso. Considerando que a água salgada é mais densa do que a doce, se esta última fosse representada com densidade 1, por exemplo, a densidade da água salgada seria 1,3.

4.2.3 Temperatura

Pode variar conforme a latitude, as correntes marítimas e a profundidade do oceano. Quando a superfície da água está em contato com a atmosfera, a temperatura de ambos é a mesma. A partir de -2ºC para baixo, a superfície começa a se solidificar e o gelo flutua, sendo chamado de “banquisa”, pois é menos denso do que a água. É o que acontece nos mares glaciais. 
  
4.2.4 Cor

A coloração das águas oceânicas pode variar em função da origem e da quantidade de sedimentos presentes nelas. Próximo à foz de grandes rios, pela presença de sedimentos que se acumulam na água, esta costuma adquirir uma coloração amarelo-barrenta ou avermelhada. Em contrapartida, quando em alto mar, não há presença desses sedimentos, assim, a água possui uma coloração azul-escura. Quando próxima de costas, a água é de um tom esverdeado, pois ali se encontram sedimentos de origem vegetal e restos animais.
                
4.3    MOVIMENTOS DAS ÁGUAS OCEÂNICAS

         As águas oceânicas possuem três formas de movimento: ondas, marés e correntes marítimas.

4.3.1 Ondas

São movimentos decorrentes, principalmente, de abalos sísmicos no fundo dos oceanos e da ação eólica, os quais agitam a água, formando ondulações em sua superfície. As ondas são caracterizadas pela sua altura, por apresentarem uma parte mais elevada e outra menos elevada, denominadas, respectivamente, de crista e cavado. A distância entre duas cristas é o comprimento delas.

Existem as ondas:

·           Oscilatórias: têm origem no movimento em forma de círculo realizado pelas moléculas de água, devido à ação eólica; ocorrem em alto mar.

·       Transladativas: são formadas quando o cavado da onda se choca com o fundo do mar, gerando um desequilíbrio entre o cavado e a crista, o que, aliado à ação do vento, faz com que as águas sejam “empurradas” para frente, rumo ao litoral. Assim se formam as rebentações.

·           Ondas tsunami: são formadas em maremotos, decorrentes de vulcanismo, abalos sísmicos, deslocamento de terras submarinas, entre outros fenômenos, os quais podem formar ondas gigantes em comprimento, violentas e muito velozes. Em alto-mar, os tsunamis possuem pequenas amplitudes, mas quando se aproximam da costa (onde as águas são mais rasas) podem se tornar maiores; adquirem entre 10 e 500 quilômetros de comprimento de onda em cerca de minutos, podendo durar até meia hora. Outras ondas quaisquer ocorrem em espaços de tempo muito menores, de dezenas de segundos.
Na região do oceano Pacífico é muito comum a ocorrência de tsunamis, sendo que, os quinze mais catastróficos registrados desde os últimos vinte séculos mataram cerca de 330 mil pessoas, no período anterior a 26 de dezembro de 2004. Ao todo, têm-se o registro de mil e cem tsunamis nessa região.


4.3.2 Marés

São resultado da atração que o Sol e a Lua exercem sobre a Terra; por estar menos distante da Terra, a Lua tem maior influência sob as marés, as quais efetuam, diariamente, um movimento de “avanço e recuo” em um intervalo de tempo de cerca de seis horas. Quando as águas oceânicas recuam, diz-se que é maré baixa ou baixa-mar, e quando avançam, é maré alta ou preamar.
A diferença entre o nível da maré alta e da maré baixa é chamada de amplitude, sendo que as maiores são observadas nas fases de Lua cheia e nova.

4.3.3 Correntes oceânicas

Influenciadas por fatores como a radiação solar e presença de vento, as correntes oceânicas realizam o deslocamento de grandes porções de água a diferentes regiões do globo e, por isso, podem facilitar ou não o curso de navios e outras embarcações marítimas. Além disso, também atuam no clima, alterando a temperatura nas costas e precipitações.
A desigual distribuição dos raios solares provoca um maior aquecimento dos oceanos em alguns pontos da Terra e menor em outros. Isso gera variações de densidade da água superficial, o que envolve também temperatura e salinidade e, assim sendo, diz-se que há circulação termoalina.
O curso da água na circulação termoalina é, primeiramente, vertical, quando a água mais densa “desce” a médias ou grandes profundidades. Em decorrência do movimento que a Terra faz em torno de si mesma (rotação) e dos ventos, o curso da água acaba seguindo em sentido horizontal. No Hemisfério Norte, vai para a direita e, no Hemisfério sul, para a esquerda. Essas são as correntes de densidade.
A ação eólica e a pressão atmosférica também influenciam as correntes oceânicas, porém, diferentemente das correntes de densidade, esses dois fatores provocam apenas o deslocamento em sentido horizontal das águas. A pressão atmosférica atua aumentando ou diminuindo o nível das águas e, por isso, acaba formando correntes, chamadas correntes de descarga. O nível da água aumenta quando a pressão é menor, e diminui quando a pressão é maior.
Em profundidades maiores, as correntes sofrem um desvio de 45º e, lentamente, conforme diminui a profundidade, elas perdem velocidade. Isso significa que a intensidade do desvio se faz de acordo com a velocidade de um corpo no oceano e a latitude em que ele se encontra. Na Linha do Equador, é igual a zero e, nos Polos, atinge seu máximo. Se o corpo estiver em repouso ou estiver realizando exatamente o caminho Leste-Oeste no Equador, ele não será influenciado. Esse tipo de corrente, ocasionada pelo vento, chama-se corrente de impulsão.                                                                      
As correntes oceânicas apresentam, em sua trajetória, algumas semelhanças, mesmo em diferentes pontos da Terra. Na superfície, as correntes circulam no sentido horário, tanto no oceano Pacífico Norte, quanto no Atlântico Norte. No Pacífico Sul e no Atlântico Sul, a circulação das correntes é em sentido anti-horário. Esse sistema de circulação recebe o nome de giro, e cada oceano possui seu próprio giro de correntes (Figura 2), localizado nas zonas subtropicais dos hemisférios (aproximadamente 30ºN e 30ºS).
De acordo com os oceanógrafos, existem dois tipos de correntes oceânicas de superfície: as verdadeiras correntes (ou streams) e as derivas (ou drifts). As streams têm maior profundidade e são semelhantes a rios; já as drifts possuem aspecto de lençol de menor profundidade, como é o caso da corrente da região Antártica, que segue em direção oeste-leste. A partir da temperatura desses dois tipos de correntes, pode-se subdividi-las em correntes quentes, que surgem de uma região intertropical e adentram as zonas frias e temperadas, como é o caso da corrente do Brasil e da corrente do Golfo do México (ou Gulf Stream); e as correntes frias que, a exemplo da corrente do Peru e da do Labrador, surgem em altas latitudes, de onde seguem para regiões tropicais ou de grande profundidade e então emergem na superfície.
O intercâmbio de água entre áreas mais quentes e áreas mais frias, devido à circulação geral dos oceanos, possibilita a manutenção do equilíbrio das temperaturas na Terra.

5.      ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

As águas subterrâneas correm abaixo da superfície terrestre; ocupam os poros presentes nas rochas sedimentares e as falhas, rachaduras ou aberturas de rochas espessas que, devido à ação da gravidade e da capacidade de aderência da água, realizam a manutenção da umidade do solo, do curso dos lagos, rios e até de brejos. Além disso, também desempenham uma etapa importante no ciclo hidrológico, correspondente à precipitação, isto é, à água proveniente da chuva que, consegue se infiltrar no solo, realizando percolação. Percolação é a denominação para o movimento da água quando esta se encontra em meio subterrâneo.
O processo acima citado depende de algumas características, tais quais:

·       Porosidade do solo: facilita ou não a passagem da água, dependendo do tipo de solo. Por exemplo: o solo arenoso é mais permeável do que o argiloso, pois a areia é muito mais fina do que a argila, portanto, ela permite mais facilmente a passagem da água no primeiro caso.


Porosidade entre um solo arenoso e um solo argiloso. Fonte: marianaplorenzo.com 

·                    Tipo de chuva: dependendo da intensidade da chuva, isto é, da pressão que a água exerce no solo, maior será a sua capacidade de infiltração. Chuvas mais demoradas e finas tendem a levar mais tempo para se infiltrarem no solo.
·                    Cobertura vegetal: a permeabilidade de um solo com vegetação presente é maior do que a de um solo desmatado.
·                    Inclinação do terreno: quanto maior o declive, mais rápido corre a água e, sendo assim, mais difícil é a sua passagem através do solo.
Quando a água se infiltra no solo, passa a receber outro tipo de classificação, que é feita da seguinte forma:
·            Zona não saturada: também denominada zona de aeração ou vadosa. Nesse caso, por meio de forças de adesão, parte da água é armazenada no solo e distribuída de maneira uniforme. Acontece a transpiração por meio da filtração, da autodepuração da água e das raízes das plantas.
·                    Zona saturada: a água que não foi retida na zona não saturada chega à zona saturada, onde os poros são completamente preenchidos por água, formando um abundante reservatório desta. Isso acontece devido à ação da gravidade. Chega determinado ponto em que a água não consegue mais adentrar mais a rocha, pois elas já estão suficientemente saturadas.
A água que “sobra” da zona não saturada e chega até a zona saturada se movimenta lentamente para gerar realmente um manancial subterrâneo. Parte dessa água vai parar na superfície do solo, criando fontes de água, e a outra parte termina nos rios, onde, durante as épocas de estiagem, se tornam perenes, isto é, constantes, pois mesmo na ausência de chuva, não secam.

Da zona não saturada, fazem parte:

·                    Zona de umidade do solo: é a zona mais superficial de todas e ela atua como sustentação da biomassa vegetal e do intercâmbio entre a atmosfera e a litosfera. Grande parte da água da adesão é perdida para a atmosfera e, quando depois da evaporação há muita concentração de sais que se precipitam para a superfície do solo, formam-se os solos salinizados ou as crostas ferruginosas.
 ·                    Zona intermediária: encontra-se entre a franja capilar e a zona de umidade do solo, sendo assim, é uma região mais úmida em relação à superfície do solo, porém, em relação à franja de capilaridade, é menos úmida. Quando a franja de capilaridade chega à superfície do solo, é possível que a zona intermediária não exista, pois o nível freático (distância entre a zona saturada e a zona de aeração) também está perto da superfície.  
Onde a água subterrânea evapora mais facilmente, há brejos e alagadiços.
 ·                    Franja de capilaridade: possui maior umidade, pois abaixo desta região há a zona saturada; é a parte mais perto do nível da água do lençol freático.


Infiltração da água no solo a partir da precipitação, passando pela zona não saturada até a zona saturada, onde está o lençol freático. Fonte: ga.water.usgs.gov 

5.1    CARACTERIZAÇÃO ESQUEMÁTICA DAS ZONAS NÃO SATURADA E SATURADA NO SUBSOLO
  
Ocorrência e Volume das Águas Subterrâneas

Como a distribuição das águas superficiais é muito variável, a das águas subterrâneas também são, sendo que elas se inter-relacionam no ciclo hidrológico e precisam das condições climatológicas. Contudo, as águas subterrâneas são mais ou menos 100 vezes mais fartos que as águas superficiais dos rios e lagos.
Especialistas lembram que a quantidade de água subterrânea pode chegar até 60 milhões de km³. A quantidade de água apropriada pelas rochas e pelos materiais não consolidados depende da porosidade das rochas, que pode ser de até 45%, da difusão desses poros entre si ou da quantidade e tamanho das aberturas de fragmentos existentes. No Brasil, as reservas de água subterrânea são estimadas em 112.000 km³.

 Qualidade das águas subterrâneas

Durante o andamento no qual a água passa entre os poros do subsolo e das rochas, acontece a depuração pelo meio de uma série de processos físico-químicos e bacteriológicos que, agindo sobre a água, alteram as suas características apanhadas anteriormente, tornando-a particularmente mais adequada ao consumo humano.
Assim, a composição química da água subterrânea é o efeito compatível da composição da água que entra no solo e da evolução química influenciada diretamente pelas litologias atravancadas, sendo que o conteúdo de substâncias dissolvidas nas águas subterrâneas aumenta à medida que continua no seu movimento.
As águas subterrâneas apresentam algumas propriedades que fazem o seu uso mais benéfico em relação ao das águas dos rios: são filtradas e purificadas naturalmente pelo meio da percolação, não ocupam espaço em superfície, aturam menor influência nas variações climáticas, têm temperatura constante e têm maior abundância de reservas.

Uso das águas subterrâneas

De acordo com o site Portal São Francisco, Leal (1999) concluiu que a água subterrânea é muito explorada por conta de sua qualidade (para compor as rochas e a qualidade do clima), quantidade (para o armazenamento dos terrenos e facilidade com que a água de movimenta) e por conta também de seus fatores econômicos que estão sujeitos às condições do aquífero.
Após ter expandido a quantidade de fatores onde essas águas são utilizadas, passou a ser retirada a água em maiores profundidades, o que contribuiu para que tivesse quantidade suficiente para todas as casas, indústrias, entre outros. A utilização dessa água vai depender da necessidade da população e que o estado/país deve fornecer para uso na agricultura (a qual expandiu), indústrias, turismo, e regiões de solo excessivamente seco. A quantidade que é empregada para isso, retirada geralmente de poços profundos, poderia ser aproveitada para produção de comida que alimentaria milhões de pessoas a cada ano. De acordo com levantamento de dados do ano de 2000 em média 64% dos brasileiros têm água subterrânea para uso doméstico.

5.2    AQUÍFEROS

 Aquífero é qualquer formação geológica capaz de armazenar águas subterrâneas. As rochas propensas a isso fornecem a água aos poços e rios, a qual o ser humano está apto a consumir.
Existem dois tipos de aquíferos: cativo e livre. Os aquíferos cativos  são os que estão restritos por duas camadas que impedem a passagem de água e que possuem a pressão atmosférica inferior à pressão da água.

Já os aquíferos livres, são os que têm somente a camada de apoio incapaz de ser atravessada pela água, como a argila por exemplo. Esses aquíferos também possuem a pressão atmosférica igual à pressão da água.

Quaisquer aquíferos proporcionam vantagens para o ser humano. Por ser capaz de armazenar a água, deixa a circulação da mesma de modo que o homem consiga retirá-la sem obter maus impactos ao meio ambiente, mas em condições que alcançarão um lucro economicamente. O aquífero mais conhecido é o Aquífero Guarani que é a maior fonte de água doce subterrânea do mundo com 1,2 milhões de Km2 de área e está situado na América do Sul.

 CONCLUSÃO

A água, essencial para a vida dos seres no planeta, encontra-se nele distribuída de diversas formas. Duas delas, as quais constituíram o interesse do grupo e foram então trabalhadas, são as águas oceânicas e as águas subterrâneas.
As águas oceânicas, como o próprio nome infere, correspondem à massa líquida que recobre o planeta, na forma de oceanos. Por estarem sob a influência constante de fatores internos e externos, como o Sol, a própria Terra, clima, ventos, etc., as águas podem se deslocar de um ponto do globo para outro, caracterizando as correntes oceânicas. As correntes realizam dois tipos de movimento: vertical, quando a densidade da água é maior e ela “afunda”; e horizontal, quando os ventos e/ou a rotação da Terra deslocam as águas para a direita ou para a esquerda.
Outros tipos de movimentos das águas oceânicas são as marés e as ondas, movimentos estes perceptíveis na superfície da água. As marés são decorrentes da influência do Sol e da Lua sob a Terra, o que ocasiona movimentos de avanço e de recuo das águas. Já as ondas são provocadas por dois fatores: abalos sísmicos no fundo do oceano (interno) e ventos (externo). Por vezes, devido a esses fatores, formam-se ondas enormes e potencialmente destrutivas ao meio ambiental, social e econômico.
No interior da Terra, também existe água. Quando chove e a água entra em contato com o solo, dependendo da intensidade da chuva e do tipo de solo, ela consegue se infiltrar mais ou menos facilmente. Em solos arenosos, a permeabilidade é muito maior, assim como em solos argilosos há menor permeabilidade da água, pois a areia é muito mais fina do que a argila. A intensidade da chuva também determina essa capacidade de infiltração, pois, quando é muito forte, a pressão com o solo é maior e, por isso, a água penetra o solo com mais facilidade. Quando a água se infiltra no solo, parte dela é armazenada nas zonas não saturadas, onde o restante dele segue até a zona saturada, abastecendo um reservatório de água.
A água subterrânea é considerada muito melhor para o consumo do que a de rios, pois é filtrada naturalmente. Felizmente, mais da metade da população brasileira, de acordo com pesquisas, possui água proveniente de aquíferos para o consumo doméstico. O grande problema em relação a isso é o desperdício e a má utilização da água, que geram transtornos diversos e de razoável simplicidade de solução. Como todos sabem, basta consciência e atitude da população e o apoio de instituições maiores para resolvê-los.

REFERÊNCIAS




















2 comentários:

  1. vou pegar 10 no meu trabalho de geografia sobre a aguas oceanicas .... enfim .... parabens ... mt obg msm ... bjs /eduarda

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  2. Gostei do blog professor, atualmente estou no curso de Lice. em Geografia, no IF - Baiano Campus Santa Inês, situado no território do vale do Jiquiriçá.

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