quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Enchente 1983 Blumenau - Itajaí Açú


Assista documentário sobre as Enchentes de 1983 e 1984


Vista aérea Blumenau 1983


Relembre todos os dias da enchente de 1983 em Blumenau

(CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR)



A enchente que atingiu o Vale do Itajaí em 1983 durou 32 dias. Trinta anos depois, o Santa relembrou a cheia com o Diário da Enchente. Confira todas essas matérias do projeto especial O Vale Não Esquece: 
































Fonte:
http://jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/noticia/2013/08/relembre-todos-os-dias-da-enchente-de-1983-em-blumenau-4223837.html
http://blog-do-charles.blogspot.com.br/2013/07/30-anos-da-enchente-de-1983.html
http://www.youtube.com/watch?v=dZVx94Yup4s

Duplicação da BR 470


Jornal de Santa Catarina lança infográfico animado da duplicação

infográfico animado explica todo o processo de duplicação da BR-470


O Santa preparou um infográfico animado para explicar todo o processo de duplicação da BR-470. O trabalho pode ser conferido no  santa.com.br e na página especial da campanha Duplicação BR-470: Todos de olho.

Com desenhos do ilustrador Marcelo Camacho, roteiro do repórter Cristian Weiss, edição e narração da assistente de conteúdo Suellen Venturini, a ferramenta mostra de forma simples as etapas até a assinatura da ordem de serviço em 2013.

Assista ao infográfico animado: 


Além de narrar a importância econômica da BR-470 para escoar produtos do Oeste ao Litoral do Estado, a animação detalha a extensão da rodovia e as ruas próximas da BR.
O infográfico animado também mostra como a capacidade de tráfego ficou ultrapassada e o número de mortes ocorridas na rodovia.

Fonte: http://jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/noticia/2013/10/jornal-de-santa-catarina-lanca-infografico-animado-da-duplicacao-4308799.html

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Temas de Atualidades 2013/2

ATUALIZADO EM 07/11/2013


Olá Alun@s e demais visitantes do Blog!

Segue abaixo links sobre os principais temas de atualidades que foram abordados este ano neste Blog, vale ressaltar que não necessariamente tudo que diz respeito aos principais temas atuais está aqui. Nada substitui diariamente ler ou assistir um jornal, esse é sempre o principal meio de obtenção de informação, assim como sua página inicial com algumas notícias! Boas provas, para aqueles que vão fazer vestibulares de inverno!

Jonathan Kreutzfeld





















Alguns temas como por exemplo crise europeia já são abordados desde o ano passado então seria legal relembrar alguns temas importantes desde lá!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Prova Enem 2013 - Geografia comentada

Analisando as questões do Enem 2013 de Ciências Humanas, encontrei 12 questões que pode se dizer que são de Geografia ou envolvem a disciplina. Muitas questões realmente envolvem conceitos de Filosofia, Sociologia, História e Geografia ao mesmo tempo ou algumas delas. Na verdade há bastante de atualidade que tanto cai pra Geopolítica, História ou Sociologia. Essa sempre foi a ideia do ENEM. Até gosto da prova mas cada vez ela parece mais com vestibular tradicional no tipo de pergunta.

Geografia Física praticamente poderia deixar de ser ensinada na escola? Num ano só uma coisa noutro bem mais outra, melhor estudar tudo mesmo!

Importante citar que as questões abaixo foram retiradas do site:


Jonathan Kreutzfeld





Obs: forçado esse texto da Folha de São Paulo, depende da demanda da cidade, uma cidade fortemente industrializada consome bem mais energia do que isso, mas não compromete a questão.








quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Enquetes do Blog Novembro 2013

Resultados

O QUE VOCÊ ACHA DA VINDA DE MÉDICOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL, NAS CONDIÇÕES DO ATUAL PROGRAMA DO GOVERNO?

Ótimo               (34%)
Bom                 (40%)
Ruim                (14%)
Péssimo            (10%)

VOCÊ ACREDITA QUE A COPA DO MUNDO VAI CONTRIBUIR CONSIDERAVELMENTE COM A INFRAESTRUTURA DO BRASIL?

Sim           (27%)

Não           (73%)

Jonathan Kreutzfeld

Crescimento econômico Vs eletricidade no Brasil

Nos últimos 10 anos ou mais obtivemos um razoável crescimento econômico reconhecido por organizações internacionais importantes. Até fomos incluídos no seleto grupo dos BRICS. No entanto durante todo esse período tivemos um grande desafio estrutural para acompanhar tal desempenho, a energia elétrica. O Brasil teve grandes problemas no começo dos anos 2000 com o famoso “apagão”, daí vieram as lâmpadas eletrônicas, investimentos em gás natural, algumas fontes alternativas e a tradicional hidroeletricidade.

E é aí que vem o dilema. Primeiro que os maiores investimentos em energia neste período no Brasil não foram feitos pelo governo e sim por empresas privadas. Tudo bem, somos uma economia neoliberal tentando ser bem sucedida. O problema é que nossa burocracia atrapalha o funcionamento do setor energético, principalmente na questão ambiental. Temos aerogeradores aguardando anos pela autorização de construção de rede de transmissão, e isso acontece em outros segmentos também. Nossas maiores hidroelétricas estão sendo construídas (Belo Monte, Jirau e Santo Antônio) onde há baixíssima demanda por energia e pra piorar não temos a menor infraestrutura no entorno delas pra garantir uma futura industrialização ou urbanização decente. Ou seja, fazemos as coisas de traz pra frente e sem boas justificativas e pra piorar falamos mal dos chineses.


Quando falo que a questão ambiental atrapalha não estou dizendo que devemos destruir nossas florestas e sim ter regras claras e justificativas plausíveis para grandes impactos (ou mesmo os pequenos) ambientais gerados por elas. O Brasil não possui uma política energética organizada, muito menos eficiente. Se eu fosse um investidor estrangeiro teria medo de investir no Brasil, isso sem falar dos portos, aeroportos, rodovias e ferrovias.

Jonathan Kreutzfeld

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Manifestações Populares 2013 e Passado

No primeiro semestre de 2013, uma série de manifestações populares ocorreu nas ruas de centenas de cidades brasileiras. Tendo inicialmente como foco de reivindicação a redução das tarifas do transporte coletivo, as manifestações ampliaram-se, ganhando um número imensamente maior de pessoas e também novas reivindicações. A violência policial aos atos também contribuiu para que mais pessoas fossem às ruas para garantir os direitos de livre manifestação.


Já no segundo semestre de 2013 tivemos importantes protestos e greves no país, especialmente a dos professores da rede municipal do Rio de Janeiro, que teve grande repercussão e apoio de outras manifestações em outros estados.

Em virtude da grande repercussão que essas manifestações alcançaram nas ruas e nos meios de comunicação de massa, é possível que elas sejam utilizadas como ponto de partida para avaliar o vestibulando, possivelmente testando seus conhecimentos em relação a outras grandes manifestações que ocorreram na história do Brasil. E isso pode ocorrer tanto nas provas de história quanto nas redações dos vestibulares e do Enem.

Fazendo uma retrospectiva histórica, podemos perceber na história brasileira que algumas manifestações conseguiram alcançar seus objetivos após reunirem milhares de pessoas.

Em 1992, grandes manifestações ocorreram nas ruas do Brasil pedindo o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Frente aos fortes indícios de corrupção em seu governo, a juventude conhecida pedia a saída do presidente, que havia sido o primeiro eleito por voto direto após o fim da ditadura civil-militar. Esses jovens ficaram conhecidos como “Caras Pintadas”, pelo fato de pintarem em seus rostos pequenas faixas com as cores da bandeira do Brasil. Após forte pressão popular, Collor pediu a renúncia do cargo, assumindo em seu lugar o vice-presidente Itamar Franco.


Quando não alcançaram os objetivos pretendidos, as manifestações proporcionaram um debate sobre a situação política do país e estimularam a participação política de um número maior de pessoas. Foi o caso da campanha pelas “Diretas Já!”, iniciada a partir de 1983. O objetivo do movimento era a provação de uma lei que possibilitasse a eleição direta para Presidente da República. O país ainda vivia os últimos anos da ditadura civil-militar, o que não impediu que milhares de pessoas saíssem às ruas para participar de comícios e exigir a abertura democrática, depois de anos de controle político por parte das Forças Armadas. Apesar da pressão, a lei não foi aprovada e o presidente posterior foi ainda eleito de forma indireta pelo Colégio Eleitoral. Apesar dessa derrota, um novo cenário político abriu-se ao país, com uma maior liberdade de participação política.


Na década de 1960, o conturbado contexto político também gerou manifestações nas ruas. Durante o governo de João Goulart, havia uma intensa polarização política no Brasil entre os que apoiavam seu mandato de presidente e os que lutavam por sua saída. O estopim para o fim de seu governo ocorreu no mês de março de 1964. Após a realização de um comício na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, onde aproximadamente 150 mil pessoas escutavam o presidente e seus apoiadores a defender as Reformas de Base, as forças políticas ligadas aos setores conservadores da sociedade iniciaram uma série de manifestações contra o presidente.

Essas manifestações eram denominadas como “Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade” e levaram às ruas centenas de milhares de pessoas que se opunham ao pretenso comunismo de João Goulart. Na verdade, elas opunham-se às reformas que poderiam ter subtraído parte do poder econômico das classes dominantes do país. Essas marchas foram o argumento necessário aos militares para derrubarem o presidente, afirmando ter apoio popular para isso. Esse é um exemplo de uma manifestação que contribuiu para que a participação política fosse restrita, abrindo caminho para uma ditadura militar.

Outras manifestações de rua ocorreram na história do Brasil em diversos momentos. Cabe ao vestibulando, caso seja um tema presente nas provas, conhecer o contexto e os motivos que levaram as pessoas às ruas, principalmente suas reivindicações, bem como os desdobramentos dessas ações na história do Brasil. Essas observações têm por objetivo auxiliar o vestibulando na interpretação dos textos que podem ser expostos nas questões e redações, mas cabe ao candidato um estudo do contexto histórico que motivou essas manifestações políticas e sociais.

Fonte:




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

"O Brasil não é um país sério"

Já faz algum tempo que não escrevo, nem posto muita coisa por aqui. O motivo: falta de tempo, isso mesmo, falta de tempo. O que é supernormal para quem trabalha, todos que trabalham possuem esse problema.

Dia desses, ouvindo noticiário pelo rádio no carro ouvi uma notícia: há mais de 400 pessoas que trabalham no senado ganhando salários acima do teto previsto em 28 mil, isso logicamente sem contar os próprios senadores. O presidente da casa Senador Renan Calheiros não faz absolutamente nada para verificar os porquês disso. Fiquei ainda mais revoltado do que o normal. Fiz um cálculo simples logo que ouvi: digamos que estes salários estejam na faixa de 40 mil reais (otimista), vezes 400 pessoas, vezes 12 meses, o resultado seria 192 milhões de reais. Se multiplicarmos por cinco anos teremos 960 milhões de reais, sem correção da inflação, nada. Então iniciei uma pequena pesquisa sobre o PIB de alguns municípios e na nossa região encontrei Timbó com cerca de 40 mil habitantes e um PIB de 983 milhões de reais em 2010.

Timbó pra quem não sabe é uma cidade fortemente industrializada e com o setor terciário da economia bastante desenvolvido. Aí eu pergunto: É justo pensar que 400 pessoas que não sabemos nem pra que servem ganhar em cinco anos o equivalente à toda riqueza gerada em uma importante cidade durante um ano? Óbvio que não. Existem inúmeros cargos no governo que merecem bons salários, mas provavelmente nenhum dos merecedores trabalha por ali e sim no INPE, ANAC, ANEEL, ANTT, IBGE, Universidades entre muitas agências e institutos nacionais. E provavelmente também não possuem cargos políticos e sim técnicos, com mais de 20 anos de estudo e nunca, nunca com salários perto desses. Perto desses salários só nossos queridos políticos, ministros do supremo tribunal federal e alguns poucos merecedores dos mesmos.

Sério, olhando os professores apanhando no Rio de Janeiro, nossas universidades com poucas vagas para médicos, escolas e hospitais sucateados, greve nos bancos, entre muitos outros problemas e injustiças desse país só consigo pensar na frase “O Brasil não é um país sério” do francês Charles de Gaulle.

Jonathan Kreutzfeld


História da frase “O Brasil não é um país sério” 

Ranking dos Políticos Brasileiros

Achei bem interessante este site:

Tem o ranking dos políticos por estado e geral, pena que só tenha a avaliação de deputados federais e senadores mas já é alguma coisa.

Há alguns probleminhas de falta de atualização mas... Brasil!

O link: RANKING DOS POLÍTICOS BRASILEIROS

Jonathan Kreutzfeld

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Monitoramento bacia do Rio Itajaí: rios, ribeirões, precipitação, previsões

Segue abaixo lista com vários links para monitorar diversos tipos de informações sobre a região do Vale do Itajaí. Em negrito coloquei o que considero melhor referência para controlar nível e volume de chuva. Informações importantes para quem corre riscos.

Jonathan Kreutzfeld


CHUVA E NÍVEL VÁRIAS CIDADES DO VALE DO ITAJAÍ

BOLETIM DEFESA CIVIL BLUMENAU
(BAIXAR COTAS DE ENCHENTE DAS RUAS, VERIFICAR NÍVEL ATUAL, ABRIGOS...)

DEFESA CIVIL ESTADUAL – SC

MAPA COM NÍVEL DOS RIOS (TIMBÓ, BLUMENAU, RIO DO SUL...)

DADOS DE CHUVA E DE NÍVEL DOS RIBEIRÕES EM BLUMENAU

PREVISÃO DO TEMPO BLUMENAU

PREVISÃO DO TEMPO RIO DO SUL

MAPA BACIA ITAJAÍ COM COTAS

TABELA BACIA ITAJAÍ COM VOLUMES DE CHUVA ACUMULADOS






segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Imigração - Estrangeiros no Brasil

De acordo com o IBGE o número de imigrantes cresceu 86,7% em dez anos no Brasil.

Total passou de 143.644 para 286.468, entre 2000 e 2010.



Número leva em conta apenas imigrantes que vivem no país há 5 anos.

O Censo Demográfico 2010 registrou 286.468 imigrantes que, vindos de outros países, viviam no Brasil há pelo menos cinco anos e em residência fixa. O número foi 86,7% maior do que o encontrado pelo Censo Demográfico 2000, quando foram registrados 143.644 imigrantes na mesma situação. Os dados do Censo Demográfico 2010 foram divulgados nesta sexta-feira (27/08/2013) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São Paulo, Paraná e Minas Gerais, juntos, receberam mais da metade dos imigrantes internacionais, seguidas de Rio de Janeiro e Goiás.


Os principais países de origem dos imigrantes, segundo o Censo de 2010, são Estados Unidos (51.933), Japão (41.417), Paraguai (24.666), Portugal (21.376) e Bolívia (15.753).

Obs: Como as informações são referentes ao Censo de 2010, ainda não incluem valores significativos de imigrantes cubanos, haitianos e bolivianos que estão vindo para trabalhar no Brasil.

Fonte:

Migrações brasileiras - Bahia e Santa Catarina extremos migratórios

Bahia deve ter maior saldo migratório negativo e Santa Catarina, o maior saldo positivo.

A tendência dos volumes migratórios é de redução, em termos de saldo migratório (entrada de imigrantes menos a saída de emigrantes), a projeção indica que, em 2020 e 2030, a Bahia deve ter o saldo migratório com os maiores valores negativos, -46,6 mil e -39,3 mil, respectivamente. Nos mesmos anos, Maranhão, Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas, Piauí e Pernambuco também terão saldos migratórios negativos ainda expressivos, acima de 10 mil emigrantes. Já as unidades da Federação que devem ter os maiores saldos positivos, acima de 10 mil imigrantes, nos dois anos são Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Espírito Santo. Santa Catarina deve se manter na liderança, com um saldo de 37,1 mil imigrantes s em 2020 e 34,3 mil em 2030.

Vídeo sobre a dinâmica atual das migrações brasileiras



IBGE fez projeções sobre o fluxo migratório entre os estados, que está diminuindo. Mas ainda é do Nordeste que sai a maioria dos migrantes. E a Bahia aparece no topo da lista.

Bahia foi o estado que mais perdeu população para outras regiões do país. Segundo o IBGE, em 2013 sairão mais 50.700, a maioria do semiárido, que sofre com a seca, onde ficam mais da metade municípios.

Depois da Bahia, o estado que mais deve perder população em 2013 é o Maranhão. O terceiro é o Rio Grande do Sul. Na outra ponta, São Paulo é o que mais recebe migrantes.

Mas, segundo o IBGE, a tendência é que o fluxo de migração tenha uma queda nos próximos anos.

“À medida em que as condições forem melhorando, seja no sentido da infraestrutura, seja nas oportunidades de trabalho, seja também na transferência direta de renda que, em alguma medida, permite que a família se mantenha unida, essa demanda por buscar essas condições fora do estado tende a diminuir", ressalta Joilson Rodrigues, coord. do IBGE-BA.

Veja como ao longo das últimas décadas ocorreram mudanças na dinâmica dos movimentos migratórios internos do Brasil


 Em 2010 observamos certa estabilidade

Mapa mostra áreas que receberam (vermelho) e perderam (azul) moradores, em 2010

Brasília e Goiânia são as capitais brasileiras com maior atração de migrantes no Brasil, segundo o Atlas do Censo Demográfico 2010, lançado nesta sexta-feira (28), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As duas metrópoles se destacam por apresentarem os maiores resultados de saldos migratórios, isto é, mais pessoas vão viver nesses municípios do que se mudam deles para outros lugares.

São Paulo e Rio de Janeiro, por outro lado, deixaram de ser os principais polos de atração do país, embora seu volume de imigrantes e emigrantes seja significativo. E outras metrópoles, como Belém, Fortaleza, Recife, Salvador e Porto Alegre, também apresentam fraco desempenho na atração de migrantes.
Segundo o IBGE, os fluxos de migrantes estão associados às mudanças no mercado de trabalho e não são mais de pessoas com baixa qualificação. Há uma diversidade de tipos de pessoas que mudam de cidade pelo país, e o migrante com mais escolaridade tem mais possibilidades de deslocamento e opções profissionais. Brasília, por exemplo, apresenta um forte peso das atividades de administração pública no total dos empregos oferecidos.

Mudança histórica

Na década de 70, o Sudeste e, particularmente, o interior paulista registravam os maiores volumes de movimentos populacionais do país, devido à industrialização e à urbanização. Depois, começou a haver uma desconcentração industrial, e outros centros passaram a atrair migrantes, como as capitais regionais.
Em São Paulo, destacam-se os fluxos para Campinas, Santos e Sorocaba, devido à economia. Outras capitais, como Vitória, Porto Velho e Palmas recebem migrantes pelas suas funções administrativas.
A publicação revela ainda que o Nordeste, tradicionalmente associado a uma região de saída de habitantes, hoje não apresenta perdas populacionais significativas.

Migração de retorno

O levantamento aponta que os migrantes de retorno, que voltam aos seus estados de origem, somaram mais de 1,1 milhão de pessoas entre 1995 e 2000. No período de 2005 a 2010 foi registrado um total de 1,2 milhão de migrantes. Os estados do Norte tiveram aumento na proporção de retorno, com exceção do Acre, que manteve praticamente no mesmo patamar na taxa de 21% entre 1995 e 2000 e 20% entre 2005 e 2010.

Rondônia passou de 7,4% de 1995 a 2000 para 13,1% entre 2005 e 2010. 

Roraima registrou 2,1%, entre 1995 e 2000, para 8% entre 2005 e 2010.

Os estados do Nordeste, tanto em 2000 quanto em 2010, apresentaram as maiores proporções de retornados, passando de 40% do total de imigrantes na maioria de seus estados, com exceção do Rio Grande do Norte e Sergipe.

No Sudeste, Minas Gerais e Espírito Santo tiveram redução na proporção de retornados, que permaneceram acima dos 30% em 2000 e em 2010.
Em São Paulo houve aumento de retornados, nos períodos de 1995 a 2000 e de 2005 a 2010, com registro de 9,6% e 18,9% do total de imigrantes, respectivamente. O Rio de Janeiro apresentou uma proporção de retornados de 15,6% e de 20,3%, respectivamente.

No Sul, Paraná e Rio Grande do Sul apresentaram altas proporções de migração de retorno, passando dos 30% nos dois períodos.


No Centro-Oeste foi registrado pelo IBGE o aumento dos retornados em todos os estados, principalmente no Mato Grosso e no Distrito Federal.

Fonte: 




População brasileira deve chegar ao máximo (228,4 milhões) em 2042


Atualmente a população brasileira já atingiu a marca dos 200 milhões de habitantes (2013).


A população brasileira continuará crescendo até 2042, quando deverá chegar a 228,4 milhões de pessoas. A partir do ano seguinte, ela diminuirá gradualmente e estará em torno de 218,2 milhões em 2060.

Esse é um dos destaques da publicação “Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000/2060 e Projeção da População das Unidades da Federação por Sexo e Idade para o período 2000/2030”, que o IBGE disponibiliza hoje (29/8/2013) na internet.

Além da projeção da população para o país e das unidades da Federação, a publicação traz projeções da fecundidade feminina por faixa etária, da mortalidade, da esperança de vida ao nascer para o país e para as unidades da Federação e do saldo migratório (imigrantes menos emigrantes) internacional e interno, entre outros indicadores.

Observa-se, por exemplo, que a idade média em que as mulheres têm filhos, que está em 26,9 anos em 2013, deve chegar a 28 anos em 2020 e 29,3 anos em 2030.

A esperança de vida ao nascer deve atingir os 80,0 anos em 2041, chegando a 81,2 anos em 2060. Já entre as unidades da Federação, a esperança de vida em Santa Catarina deve alcançar os 80,2 anos já em 2020. Nesse mesmo ano, o Maranhão deve ser o estado com esperança de vida mais baixa (71,7 anos), mas deve chegar a 74,0 anos em 2030 e, assim, ultrapassar Rondônia e Piauí, que estarão com esperanças de vida em 73,8 e 73,4 anos, respectivamente.


Em termos de saldo migratório interno, em 2020 e 2030 a projeção indica que Bahia, Maranhão, Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas, Piauí e Pernambuco deverão ter os maiores saldos negativos (maior número de pessoas saindo do estado), todos acima de 10 mil emigrantes, mantendo a tendência observada nas últimas décadas. A projeção aponta que o estado da Bahia continuará a ter as maiores perdas populacionais na comparação com estes estados citados, com -46,6 mil e -39,3 mil, respectivamente. Já Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Espírito Santo devem ter os maiores saldos positivos, todos acima de 10 mil imigrantes. Santa Catarina deve se manter com o maior saldo migratório, 37,1 mil em 2020 e 34,3l em 2030. Essas tendências são as mesmas observadas nos últimos anos.

O conjunto das projeções incorpora as informações mais recentes sobre as componentes do crescimento demográfico (mortalidade, fecundidade e migração), obtidas através dos resultados do Censo Demográfico 2010 e dos registros administrativos de nascimentos e óbitos. Os resultados atuais substituem os da “Projeção da População do Brasil por sexo e idade: 1980-2050 - Revisão 2008”. Essas informações possibilitam uma visão atual da dinâmica demográfica nacional e estadual, considerada na elaboração das hipóteses futuras para as projeções.

A evolução das componentes demográficas no período 2000/2030 resultam em um significativo envelhecimento da população em todas as Unidades da Federação. Contudo, espera-se que em 2030 ainda existam importantes diferenciais regionais na estrutura etária da população. Em 2027 o Rio Grande do Sul já teria um número maior de idosos do que de crianças, ao passo que Acre, Amazonas, Roraima e Amapá ainda teriam cerca de 30 idosos para cada 100 crianças, valores semelhantes aos observados nas Regiões Sul e Sudeste em meados da década de 2000.

A publicação completa pode ser acessada pelo link

O IBGE também divulga, hoje, as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2013. As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Esta divulgação anual obedece à lei complementar nº 59, de 22 de dezembro de 1988, e ao artigo 102 da lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992. A tabela com a população estimada para cada município foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de hoje, 29 de agosto de 2013. Está previsto, no artigo 102 da lei nº 8.443, acima citado, que, até 20 dias após a publicação das estimativas, os interessados poderão apresentar reclamações fundamentadas ao IBGE, que decidirá conclusivamente. Em seguida, até 31 de outubro, o IBGE encaminhará as estimativas definitivas ao Tribunal de Contas da União. Os resultados das Estimativas de População 2013, publicados no D.O.U, também podem ser acessados na página




Em 2060, população terá voltado a um patamar próximo ao de 2025

A população total projetada para o Brasil em 2013 foi de 201,0 milhões de habitantes, atingindo 212,1 milhões em 2020, até alcançar o máximo de 228,4 milhões em 2042, quando começará a decrescer, atingindo o valor de 218,2 em 2060, nível equivalente ao projetado para 2025 (218,3 milhões).


Idade média em que as mulheres têm filhos deve chegar a 29,3 anos em 2030

A redução esperada no nível de crescimento da população é decorrente, principalmente, da queda do número médio de filhos por mulher, que vem decrescendo desde a década de 1970. A taxa de fecundidade total (número médio de filhos por mulher) projetado para 2013 é de 1,77 filho por mulher; a projeção é de 1,61 filho em 2020 e 1,50 filho em 2030.


Além da queda do nível de fecundidade, projeta-se que o padrão etário de fecundidade por idade da mulher também se altere, conforme já vem sendo observado na última década, em direção a um envelhecimento da fecundidade no Brasil. Segundo a projeção, a idade média em que as mulheres têm seus filhos, que está em 26,9 anos em 2013, deve chegar a 28 anos em 2020 e 29,3 anos em 2030.


Acre deve manter a maior taxa de fecundidade em 2030: 1,75 filho por mulher

Enquanto, em 2013, algumas unidades da Federação apresentam taxas de fecundidade muito superiores à média nacional, como o Acre, com 2,59 filhos em média por mulher, o Amazonas e Amapá, com 2,38 e 2,42 filhos em média por mulher, respectivamente, em 2030, os valores máximos da fecundidade serão de 1,75 filho, em média, para o Acre e 1,45 filho em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Esperança de vida ao nascer para ambos os sexos deve chegar a 80,0 anos em 2041

A projeção indica que a esperança de vida ao nascer, que em 2013 chegou a 71,3 anos para homens e 78,5 anos para mulheres, em 2060, deve atingir 78,0 e 84,4 anos, respectivamente, o que representa um ganho de 6,7 anos médios de vida para os homens e 5,9 anos para as mulheres. Para ambos os sexos, a esperança de vida ao nascer do brasileiro chegará aos 80,0 anos de idade em 2041.

Razão de dependência deve atingir valor mínimo em 2022

A queda da fecundidade, acompanhada do aumento na expectativa de vida, vem provocando um envelhecimento acelerado da população brasileira, representado pela redução da proporção de crianças e jovens e por um aumento na proporção de idosos na população.

O envelhecimento afeta a razão de dependência da população, que é representada pela razão entre os segmentos economicamente dependentes (abaixo de 15 e acima de 64 anos de idade) e o segmento etário potencialmente produtivo (15 a 64 anos de idade), ou seja, a proporção da população que teoricamente deveria ser sustentada pela parcela economicamente produtiva.

As razões de dependência, que eram de 46,0 em 2013 (ou seja, cada grupo de 100 indivíduos em idade ativa teria que sustentar 46 indivíduos) atingirão o valor mínimo em 2022 (43,3) quando voltarão a subir, chegando em 2033 no mesmo nível verificado em 2013, até atingir 66,0 em 2060. O processo de redução das razões de dependência, conhecido como “bônus demográfico” ou “janela de oportunidade”, proporciona ao país oportunidades decorrentes de uma menor parcela da população a ser sustentada pelo grupo economicamente ativo. Contudo, quando as razões de dependência voltam a subir, esta “janela” começa a fechar-se. No caso, a principal parcela da população a ser sustentada, anteriormente composta majoritariamente por crianças, agora passa a ser de idosos. Em 2060, o percentual da população com 65 anos ou mais de idade será de 26,8%, enquanto em 2013 esse percentual era de 7,4%.

Santa Catarina deverá manter a maior esperança de vida ao nascer

Na projeção para as unidades da Federação, Santa Catarina, que hoje já é a que tem a maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos, deve se manter nessa posição, com 80,2 anos já em 2020, chegando a 82,3 anos em 2030. No outro extremo, o Maranhão terá a menor esperança de vida ao nascer em 2020, 71,7 anos. Já em 2030 essa posição deve ser ocupada pelo Piauí, com 73,4 anos.

Entre os homens, os valores de esperança de vida mais elevados, projetados para 2030, serão observados em Santa Catarina, de 79,1 anos e São Paulo, de 78,1 anos. Os valores mais baixos serão os do Piauí, de 68,8 anos e do Pará, de 70,4 anos. Entre as mulheres, os valores mais altos também serão de Santa Catarina, de 85,4 anos, seguida de Espirito Santo, com 84,7 anos. Rondônia, de 77,2 anos e Roraima, de 77,5 anos experimentarão as mais baixas esperanças de vida feminina.

Bahia deve ter maior saldo migratório negativo e Santa Catarina, o maior saldo positivo

A tendência dos volumes migratórios é de redução, em termos de saldo migratório (entrada de imigrantes menos a saída de emigrantes), a projeção indica que, em 2020 e 2030, a Bahia deve ter o saldo migratório com os maiores valores negativos, -46,6 mil e -39,3 mil, respectivamente. Nos mesmos anos, Maranhão, Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas, Piauí e Pernambuco também terão saldos migratórios negativos ainda expressivos, acima de 10 mil emigrantes. Já as unidades da Federação que devem ter os maiores saldos positivos, acima de 10 mil imigrantes, nos dois anos são Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Espírito Santo. Santa Catarina deve se manter na liderança, com um saldo de 37,1 mil imigrantes s em 2020 e 34,3 mil em 2030.



Fonte: