quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sudão do Sul - Após Independência Permanecem os Conflitos


Conflito tribal matou 900 em três meses no Sudão do Sul, diz ONU

Quase 900 sul-sudaneses morreram durante uma onda de violência envolvendo tribos pecuaristas rivais entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012, afirmou a Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira, criticando o Exército do recém-criado país por sua incapacidade de proteger civis.
O Sudão do Sul, que se separou do Sudão há um ano, vem tentando impor a sua autoridade num país subdesenvolvido do tamanho da França e inundado por armas de fogo.
Num dos episódios mais sangrentos desde a independência, cerca de 7.000 jovens fortemente armados da tribo Lou Nuer atacaram aldeias pertencentes à tribo rival Murle, no Estado de Jonglei (leste), roubando dezenas de milhares de cabeças de gado e sequestrando mulheres e crianças.
Dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas devido ao incidente, que matou 612 pessoas e desencadeou uma onda de retaliações que provocou outras 276 mortes, segundo relatório da divisão de direitos humanos da Missão da ONU no Sudão do Sul.
A cifra de mortos estimada pela ONU é inferior à apresentada inicialmente por autoridades locais, que falaram em 2.000 a 3.000 mortos. O relatório disse que a missão da própria ONU também não conseguiu controlar a violência por estar carente de soldados e equipamentos.
Em nota, a alta comissária de Direitos Humanos da entidade internacional, Navi Pillay, disse ser vital que "os perpetradores e instigadores de todos os lados sejam responsabilizados".
Nos últimos tempos, a região sul do Sudão (país africano) era referida como Sudão do Sul, uma região autônoma que lutava pela independência política. Também conhecido como Sudão Meridional, o processo de independência foi iniciado em 2005, quando o governo sudanês concordou em conceder à autonomia à região a partir do Tratado de Naivasha.

Histórico Sudão do Norte – Sudão do Sul 
Mapa mostra a nova fronteira entre Sudão do Norte e Sudão do Sul
O tratado foi assinado em 9 de janeiro de 2005, na cidade de Nairóbi, capital do Quênia, como forma de acabar com a Segunda Guerra Civil do Sudão. A decisão seria finalizada por meio de um referendo com os eleitores da região.
A maior cidade e capital da região é Juba. O referendo ocorreu no início de 2011, no dia 7 de fevereiro, foi publicado o resultado no qual confirmou a vontade de mais de 98 % dos votos favoráveis à independência. O resultado foi recebido com grande alegria pela população.
No Sudão do Norte a população é, predominante, mulçumana de origem árabe, enquanto que no  sul, a população é de origem negra, cristã e animista.  O novo país é rico em petróleo, mas grande parte da infraestrutura está na região norte.
Para afastar qualquer ameaça de novos conflitos armadas, o presidente do Sudão, Omar Hassan al Bashir, havia dito pela televisão que aceitaria e apoiaria o resultado da votação. Com esse resultado, o EUA já planejou retirar o Sudão da lista de países mantenedores do terrorismo no mundo.
O Sudão do sul nasce como uma nação pobre, carente de infraestrutura e energia elétrica, apesar de ser uma região rica em petróleo. Hoje, o novo país herda mais de 2 milhões de mortes causadas por mais de 40 anos de guerra civil travada entre os exército sudanês e o Exército de Libertação do Povo Sudanês.
Imagem do dia da vitória do referendo que dividiu o Sudão em Norte e Sul.
O novo país tem o tamanho do estado de Minas Gerais, com cerca 8,5 milhões de habitantes. O Sudão, maior país da África, com a separação, perderá 25 % de seu território.
Apesar dos conflitos terem terminado, a situação social não melhorou, considerando a população feminina, 92 % das mulheres são analfabetas. A água potável é distribuída por uma empresa privada que disponibiliza caminhões tanque, mais da metade da população não tem água potável. O país não possui estradas e ruas pavimentas, o que prejudica o trabalho de auxílio social de ong´s e da ONU.

Jonathan Kreutzfeld

TRAILER DE FILME INTERESSANTE SOBRE O TEMA, BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL. LANÇADO NO ANO DA INDEPENDÊNCIA DO  PAÍS


Fontes:


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Barraco de Ministra Brasileira na Rio+20


Ministra Izabella Teixeira em um "barraco ambiental"


A ministra representava o Estado brasileiro num debate dos muitos dos eventos paralelos da Rio+20. Pelo visto, o estado de nervos.
Era um evento que tinha tudo para ter conteúdo sustentável. Até que virou um insustentável barraco. Discutiria economia com o BNDES, Banco Mundial, ministros da Alemanha, Noruega. O tema era o que o Brasil tem feito de combate ao desmatamento.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, não gostou quando uma pessoa da plateia levantou um cartaz com um desenho de uma motoserra.
Ela passou dez minutos aos gritos para a perplexidade dos estrangeiros. Mostro no vídeo abaixo apenas os dois minutos finais.
Há um momento em que até o tradutor de libras (linguagem dos sinais) desiste. Não tinha mãos para traduzir toda aquela eloquencia.
Estavam lá o presidente do BNDES, Luciano Coutinho; Maria A. Barton-Dock, diretora do Departamento de Meio Ambiente da Rede de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial; Dirk Niebel, ministro da Cooperação e Desenvolvimento Econômico da Alemanha; Bård Vegar Solhjell, ministro do Ambiente da Noruega; Tasso Azevedo, consultor ambiental. A Noruega é a financiadora do Fundo Amazônia.


Ditadura e "Democracia" em Mianmar (Birmânia)


Birmânia, ou Mianmar, como é chamado pela Junta Militar, é um país onde magníficos e antigos templos budistas olhar para fora serenamente sobre uma nação incansável para a mudança. A Birmânia tem abundância de maravilhas para os olhos. Sinuosas, que dão vida as cidades rios, florestas montanhosas luxuriantes, e primorosamente desenhada, mas também pode perturbar a alma


História da Ditadura Militar em Mianmar (Birmânia)

Em 1962, quando o General Ne Win comandou um golpe de Estado militar iniciou-se um temeroso e longo governo militar no país. Ele governou por quase 26 anos e suas políticas foram implementadas com o mote "o caminho birmanês para o socialismo". Em 1974, as forças armadas reprimiram com violência protestos contra o governo durante o funeral de U Thant.
Em 1988, a má gestão econômica e a repressão política provocaram manifestações pró-democracia generalizadas. As forças de seguranças sufocaram as manifestações com a morte de centenas de pessoas. O General Saw Maung chefiou um golpe de Estado e criou o Conselho de Estado para a Restauração da Lei e da Ordem (na prática, o governo do país). Em 1989, o Conselho declarou lei marcial para lidar com mais protestos e alterou o nome oficial do país em inglês para Union of Myanmar.


Em maio de 1990, o governo promoveu eleições livres pela primeira vez em quase 30 anos. A Liga Nacional pela Democracia, partido de Aung San Suu Kyi, ganhou 392 dos 489 assentos da Assembleia Popular, mas os resultados foram anulados pelo Conselho, que se recusou a deixar o poder. Chefiado por Than Shwe desde 1992, o regime militar logrou negociar acordos de cessar-fogo com a maioria dos grupos de guerrilha étnica. Em 1997, o Conselho passou a ser denominado Conselho de Estado para a Paz e Desenvolvimento.
Em 23 de junho de 1997, Myanmar aderiu à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Em 27 de março de 2006, a junta militar transferiu a capital de Rangum para um local próximo a Pyinmana, dando-lhe o nome de Naypyidaw, que significa "cidade dos reis".
Em novembro de 2006, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou que procuraria processar na Corte Internacional de Justiça os membros da junta militar de Myanmar por crimes contra a humanidade, devido à prática de trabalho forçado de seus cidadãos. Em agosto de 2007, surgiram novos protestos pela democracia no país, chefiados por monges budistas e reprimidos com força pelo governo. Em 3 de maio de 2008, um devastador ciclone tropical atingiu o litoral do país e, segundo algumas estimativas, deixou pelo menos 134 000 mortos e desaparecidos,[25] e talvez um milhão de desabrigados.[26] De 1962 a 2011, o país estava sob regime militar e no processo tornou-se uma das nações menos desenvolvidas do mundo. A junta militar foi dissolvida em 2011 após uma eleição geral em 2010 e um governo civil instalado.
A ditadura que perdurou até 2011 era uma mutação do regime militar iniciado há 49 anos, quando os militares isolaram o país e lançaram o que chamaram de um caminho próprio rumo ao socialismo. Sucederam-se golpes dentro do golpe, enquanto vicejavam o isolamento e a corrupção, destruindo uma economia primitiva, mas que era capaz de colocar o país entre os maiores exportadores de arroz do mundo.
Hoje, Mianmar tem metade dos 53 milhões de habitantes vivendo na miséria e, fora da África, é o recordista de pobreza. O governo é formado por generais obscuros e supersticiosos: em 2003, eles decidiram mudar a capital de Yangun para Naypyidaw, supostamente a conselho de astrólogos. A população só ficou sabendo dois anos depois, quando os funcionários públicos receberam ordens de mudar de cidade.
Em setembro passado, protestos de monges budistas contra o regime militar foram reprimidos com violência. Apesar da situação catastrófica no país, o governo manteve o plebiscito constitucional marcado para sábado 10. Mas se alguém, em meio ao desastre indescritível, quisesse saber o que diz a nova Constituição, inteiramente criada pelo regime, precisaria pagar para ler.

Breve história antiga e recente


Em algum momento nos primeiros séculos antes de Cristo, um povo chamado Mons ferir seu caminho para fora da Ásia Central e até o Thanlwin e rios Sittoung. Eles falavam um dialeto da família Mon-Khmer de línguas, e eles foram os primeiros moradores de que é agora Birmânia. O Mons chamada de região a terra do ouro, praticou Budismo, e comercializados com grande rei da Índia, Ashoka.
O Dom não eram para ser as únicas pessoas na Birmânia por muito tempo.Alguns séculos mais tarde, o povo chegou UPJ do Tibete, e eles foram seguidos pelos Bamars que se estabeleceram ao longo do rio Irrawaddy ricos, que eles controlavam de Pagan.
Foi o Bamars que estabeleceu o Império birmanês First. Sob o Rei Anawrata, eles conquistaram a capital seg de Thaton e tomou um lendário 30.000 prisioneiros para Pagan. O apelo sutil do Budismo seg a prática tornou-se um canal poderoso de sua cultura (a padrão observado na Índia, bem) e Anawrata se convertido ao budismo. Os Bamars mesmo adotaram a língua seg. O Dom não foram, aparentemente, muito apaziguado por estes sinais de valorização cultural, à medida que mais tarde se rebelou e matou o filho do Anawrata. Eles foram rapidamente esmagados pela Kyanzitta, um general Bamar que logo assumiu governo.
Aumento Kyanzitta marcou o início da época de ouro da Birmânia, quando a generosidade do arroz irrigado pela civilização Irrawady nutrido como nunca teve antes. Milhares de templos foram construídos, e as artes floresceram. Saúde do reino não durou muito, entretanto. Dentro de um século, Kublai Khan apareceu no horizonte, à frente de exércitos mongóis que estavam em seu tempo as forças militares mais poderosas do planeta.A demanda de Khan para o tributo foi recebido com desconfiança pelo rei birmanês Narathihapate, ea invasão mongol começou a rolar dentro Ironicamente, não foi o mongóis feroz que fez a maior ameaça à Narathihapate: ele foi envenenado por seu filho, que depois perdeu o reino para os mongóis em 1287 na batalha de Vochan.
O Mons eo Bamar retirou-se para o Sul, onde fundaram a encantadora cidade de Bago. No Norte, os descendentes do povo Tai, o chamado Shan, fundou um reino em Innwa. Logo, o Mons eo Shan foi para a guerra, quase exatamente o tempo que os europeus começaram a se mover em direção à Ásia.
Foi Nicoto di Conti, um veneziano, que foi o primeiro europeu a encontrar Birmânia. Di Conti visitou Bago em 1435 e permaneceu por quatro meses.Em 1498, o Portugeuse Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia, abrindo caminho a gama para a Ásia. Logo a Portugeuse tinha uma colônia na Índia, em Goa, que eles usaram como base para o comércio oriental. De compatriota Gama Anthony Correa fez o primeiro acordo comercial na Birmânia com o vice-rei da Martaban em 1519. Rei do vice-rei, Tabinshweti, desaprovou o acordo, que foi resolvido sem o seu consentimento. Tabinshweti atacado Martaban em 1541, e, surpreendentemente, 700 Português lutou ao seu lado. O Português Loyalist recuou para Rahkine, outro dos reinos da região, e aliaram-se com o monarca de Myohuang.
Em 1600, um Português grumete chamado Philip de Brito y Nicote veio para a Birmânia, começando um dos contos mais lendários da história da Birmânia. De Brito começou a trabalhar com o rei de Rahkine, que tinha por esse tempo conquistou Bago, e logo começou a construir fortes na cidade.De Brito, em seguida, fez uma viagem a Goa, casou com a filha do vice-rei, e voltou para Bago com homens e armas. Como presente de casamento para si mesmo, ele conquistou a Birmânia, declarou-se rei, e começou a destruir templos budistas. De Brito governou por 13 anos, até que finalmente os moradores cercaram a sua fortaleza. Depois de 34 dias, o bastião caiu, eo tirano estrangeiro foi friamente empalado em uma estaca de madeira, sua execução cansativa que durou três dias.
Apesar da queda do reino de pessoal De Brito, a presença européia na Birmânia estava ali para ficar, especialmente a do britânico. Ao longo do com o francês e holandês, as colônias britânicas tiveram na Birmânia por meados do século 17, apesar de um rei chamado Bamar Alaungpaya expulso tanto os franceses e os britânicos no final do século. Alaungpaya conquistou Rahkine, estendendo a fronteira por todo o caminho até a fronteira Bengala, até que o Raj britânico na Índia vizinha decidiu que havia chegado perto demais para o seu conforto. Os britânicos invadiram a Birmânia em 1819, conquistando Rahkine, Tanintharyi, Assam, Manipur e.Em 1852, eles estenderam seu controle a Baixa Birmânia. Em 1886, eles haviam anexado todo o país como uma província da Índia e governou por meio do Raj.
Como os movimentos de independência asiáticos começaram a causar problemas para o império britânico por volta da virada do século, os britânicos decidiram que poderia ser sábio para conceder algum grau de autonomia na Birmânia. O gesto simbólico foi, sem surpresas insuficiente, e em 1930 um birmanês chamado Saya San liderou uma rebelião armada contra o major britânico. A revolta foi anulado e San executado, mas a experiência o inspirou a Grã-Bretanha para fazer Birmânia uma colônia separada. Este ligeiro aumento de status não foi suficiente, entretanto, para thakin Aung San, um líder estudantil que falou eloquentemente para a independência.
San acabou por ser preso por suas declarações, mas ele fugiu para a China, onde colaborou com os japoneses. O japonês fez promessas de independência, desde que ajudá-los a expulsar os britânicos. Em 1941, os japoneses e San fez exatamente isso. Em um retiro de lendário, os britânicos perderam milhares de homens, prometendo voltar. Os aliados puderam finalmente retomar a Birmânia, mas só depois de quatro anos de luta incrivelmente árdua e mortal. Aung San, que percebeu que os japoneses tinham seus próprios interesses imperialistas em seu país, eventualmente juntou-se aos aliados.
O britânico concedeu a independência à Birmânia em 1947, embora eles estavam preocupados que os combates locais explodiria logo depois. Aung San, que foi ostensivamente ter sido o novo líder, foi assassinado no mesmo ano, e seu colega Thankin Nu tornou-se presidente. Thankin Nu ficou no poder apenas brevemente, pedindo o general Ne Win para assumir o controle assim que os primeiros sinais de inquietação civil estourou em 1958. Nu voltou ao poder em 1960, em parte porque ele prometeu a Mon e Rakhine semi-autonomia. Nu recusa de conceder o mesmo estatuto à Shan e os Kayins solicitado outra rebelião em 1962, e desta vez o general Ne Win assumiu o controle sem esperar ser convidado.
Ne Win, um comunista radical, teve Nu presos e isolados do país, ao mesmo tempo, declarar o Tatmadaw, ou o governo militar. Depois Nu foi lançado em 1966, ele fugiu do país e começou a organizar uma rebelião. Suas forças conseguiu segurar um terreno em 1971, mas eles acabaram sendo expulsos. Em 1981, Ne Win desceu, concedendo anistia a todos os inimigos políticos. Nu voltou para casa e morreu em paz.
Em 1988, uma grande manifestação liderada por estudantes resultou numa violenta repressão pelo Tatmadaw, que concordou em eleições democráticas em 1989. Quando a Liga Nacional pela Democracia (LND) ganhou 60 por cento dos votos, no entanto, o Tatmadaw declarou que as eleições inválido, já que nenhum acordo foi alcançado sobre o papel dos novos líderes. Desde então, o governo militar fez gestos repetidos em relação ao governo democrático, embora tenham de fato tomaram quaisquer medidas reais nessa direção. Atual líder do movimento da democracia, Aung San Suu Kyi (filha de Aung San), foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 1991, enquanto sob prisão domiciliar. Suu Kyi continua a liderar o movimento de hoje.

Aung San Suu Kyi Nobel da Paz é eleita deputada


A opositora Aung San Suu Kyi conquistou um lugar de deputada, pela primeira vez na sua carreira política, nas eleições parciais em Myanmar (antiga Birmânia), afirmou o seu partido, a Liga Nacional para a Democracia. "Aung San Suu Kyi conseguiu 82 % dos votos" na circunscrição rural de Kahwmu, declarou à agência noticiosa francesa AFP um elemento da LND, Tin Oo, antes da divulgação dos resultados oficiais. Diante da sede da Liga em Rangum, centenas de partidários da prémio Nobel da Paz exprimiam a sua alegria gritando e cantando.
Segundo Tin Oo, Aung San Suu Kyi venceu em todas as assembleias de voto daquela circunscrição a duas horas de Rangum. Um outro responsável do partido indicou que a LND conseguiu pelo menos 11 lugares, entre os quais o da conhecida dirigente. Nestas eleições intercalares estavam em disputa 45 lugares (44 dos quais contavam com candidatos da LND): 37 na câmara baixa do parlamento (de um total de 440), seis na câmara alta e dois em câmaras regionais.
A comunidade internacional encara estas eleições como um teste às reformas do governo "civil" birmanês, que substituiu a junta em março de 2011, embora os militares continuem a controlar o país.

Localização, geografia e clima


A costa da Birmânia define a costa oriental da baía de Bengala, funcionando a partir da fronteira de Bangladesh, no noroeste até a Península Malaia e território tailandês no sudeste. Birmânia Sul consiste em grande parte das encostas ocidentais da Faixa de Bilauktaung, que constitui a base norte da Península Malaia. Birmânia do Norte, que compreende a grande maioria da área do país, consiste em grande parte do vale do rio grande do Irrawaddy. 
Originário alto na extremidade oriental muito do Himalaia, o Irrawaddy corre para baixo através de gargantas montanhosas do norte da Birmânia antes espalhando-se em um dos maiores deltas de rios na Ásia. Ambos principais cidades de Mianmar - Rangoon e Mandalay - estão situados ao longo do Irrawaddy, ea 1.000 km do rio (1.600 km) é navegável por quase dois terços do seu comprimento. O vale do Irrawaddy é cercada por uma grande ferradura de cadeias de montanhas, que se elevam no leste para as terras altas do Planalto Shan.


A grande maioria das pessoas da Birmânia vivem nas regiões de planície do vale do rio, na bacia do Irrawaddy. Esta extensão fértil, que fica dentro do cinturão de monção tropical, é um arroz de cultivo de grande regiões do mundo. População da Birmânia inclui dúzias de diferentes grupos raciais e étnicos, incluindo o Mon, birmaneses e Kachin, queixos, Shans e Rakhine, e Karen, cada um dos que historicamente dominaram uma determinada área do país. Apesar da Birmânia é a língua principal e oficial, mais de cem dialetos locais e regionais são faladas em todo Birmânia.


Fontes:

http://www.geographia.com/myanmar/ (Traduzido com Google Tradutor)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Impressões Distintas - Rio+20



De um lado o ex Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc diz que o texto da Rio+20 é um suicídio planetário, de outro o atual secretário geral da ONU, Ban Ki-moon diz que a Rio+20 é o evento que vai mudar o mundo. Embora Ban diga que esperava um documento mais ambicioso.

Veja abaixo síntese dos discursos.

BAN KI-MOON

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abriu oficialmente a reunião dos chefes de Estado e de governo na Rio+20 na manhã desta quarta-feira. Ao eleger Dilma Rousseff como presidente da conferência, ele destacou a necessidade de avanços 20 anos após a realização da Eco92, em 1992. "É um prazer estar no Brasil mais uma vez em um evento que vai mudar o mundo 20 anos depois da Eco92. Nesse período o progresso foi muito lento, por isso precisamos do empenho de todos".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, admitiu nesta quarta-feira que esperava um documento final mais ambicioso para a Rio+20. Ele, no entanto, ressaltou que a conferência não é o fim, e sim, o início do que pode ser um novo caminho em busca de um mundo menos pobre, mais igualitário e sustentável nos próximos anos.

CARLOS MINC

O ex-ministro e atual secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou nesta quarta-feira o texto final da Rio+20 como suicídio planetário. Ele criticou principalmente a falta de uma política para substituir os combustíveis fósseis por fontes renováveis. "Esses combustíveis são responsáveis pela febre do nosso planeta. Não eliminá-los já é ruim, agora, manter os subsídios para sua produção é péssimo. O que o texto apresenta é um incentivo ao suicídio planetário. Não podemos aceitar."

O ambientalista também criticou a ausência de uma política específica para proteger os oceanos. "Por questão de quatro países, se tirou a questão dos oceanos do texto, ficando apenas algumas generalidades", disse ao citar a atuação do Japão, Austrália, Canadá e Estados Unidos.

Minc acredita que ainda há tempo para revisar o documento que deve ser assinado pelos chefes de Estado na sexta-feira. "O problema que enfrentamos hoje é que o aumento da degradação é maior que o ritmo das decisões políticas", completou.

Abaixo o discurso da neozelandesa que representa o que sua geração gostaria de ter para o futuro. (Fraco perto da garota de 1992)


Obs: este ainda não é o discurso feito pela manhã na reunião.

Jonathan Kreutzfeld

Fonte: terra.com.br e onu.org.br

terça-feira, 19 de junho de 2012

G20 (México, 2012) - Crescimento e Preocupação

  • Compromisso de impulsionar o crescimento;
  • Preocupação pela crise que atinge a Europa.


Esse foi o resultado da reunião realizada em Los Cabos no México nesta terça feira dia 19 de junho de 2012.

Frases de efeito foram destacadas no relatório final do encontro:

A presidente Dilma Rousseff destacou que no G20 existe "um consenso" de que as políticas de ajuste fiscal não são suficientes para se enfrentar a crise, e que deve haver espaço para estímulos fiscais aos investimentos.

"O G20 se compromete a adotar as medidas necessárias para reforçar o crescimento mundial e restaurar a confiança".

"No caso de a situação econômica se deteriorar ainda mais, os países que dispõem de uma margem de manobra fiscal suficiente estão dispostos a coordenar e aplicar as medidas orçamentárias necessárias para apoiar a demanda interior"

"Atuaremos conjuntamente para reforçar a recuperação e responder às tensões nos mercados financeiros"

Existe a "percepção da importância da consolidação fiscal acompanhada de crescimento", insistiu Dilma, que destacou que há um clima de preocupação e cooperação entre as nações desenvolvidas e emergentes ante a crise que golpeia a Europa.

Os presidentes e chefes de Estado do G20 concordaram em dar um respaldo aos membros europeus do grupo, que atenue as pressões dos mercados sobre as economias do Velho Continente.

Os europeus, por sua vez, se comprometeram a tomar "todas as medidas necessárias para proteger a integridade e a estabilidade da zona do euro", além de afirmarem apoio à Grécia para permaneça no euro.

Os Estados Unidos inclusive pediram aos europeus para que deem mais tempo à Grécia para adequar-se às exigências feita pelo segundo resgate financeiro internacional de 130 bilhões de euros, sem o qual o país já teria entrado moratória.

O presidente francês, François Hollande, destacou que a Europa "deve contar com sua própria resposta" à crise, sem esperar uma "resposta do exterior", e enfatizou a necessidade de França e Alemanha trabalharem "conjuntamente".

"É preciso afirmar a vontade dos europeus de solucionar todas as questões presentes na zona do euro", explicou.

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu "uma mescla adequada de reequilíbrio orçamentário e de estímulo ao crescimento simultaneamente" para relançar a economia europeia.

Merkel reiterou seu pedido por "uma cooperação mais profunda" entre os países da Europa.
Sobre a Grécia, Merkel estimou que "as eleições não podem questionar os compromissos assumidos por Atenas. Não podemos por em perigo os passos da reforma que temos acordado". "O governo grego tem que cumprir e cumprirá seus compromissos".

Nas discussões sobre o comércio, a presidente Dilma pediu aos sócios do G20 disposição para relançar a Rodada Doha de liberalização comercial da OMC em 2014.

O Brasil "propõe que em 2014 seja reaberta a discussão da Rodada de Doha", bloqueada pela questão dos subsídios agrícolas dos países ricos, disse Dilma aos jornalistas. "Não aceitamos prorrogar por prorrogar".

Dilma, que deixou Los Cabos antecipadamente devido à Rio+20, afirmou que no seio do G20 muitos países compartilham dessa posição sobre 2014 como data limite para que sejam estabelecidas novas negociações na Organização Mundial do Comércio.

"Caso se prorrogue isto... não haverá Doha", advertiu Dilma sobre as negociações para promover o comércio mundial.

Jonathan Kreutzfeld


Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5846888-EI294,00-G+fecha+compromisso+de+crescimento+preocupado+com+Europa.html

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Complexo do Porto do Açu - Eike Batista



Superporto do Açu

Complexo Industrial do SUPERPORTO DO AÇU
O Complexo Industrial do Superporto do Açu é o maior empreendimento porto-indústria da América Latina e deverá movimentar, pelo menos, 350 milhões de toneladas por ano, entre exportações e importações, posicionando-se como um dos três maiores complexos portuários do mundo.
O Complexo Industrial do Superporto do Açu possui área de 90 km² e receberá siderúrgicas, pólo metalmecânico, unidade de armazenamento e tratamento de petróleo, estaleiro, indústrias offshore, plantas de pelotização, cimenteiras,  termoelétrica e indústrias de tecnologia da informação.
O Complexo Industrial do Superporto do Açu prevê atração de investimentos de US$ 40 bilhões e geração de 50 mil empregos.
Localizado no norte do estado do Rio de Janeiro e em construção desde outubro de 2007, o Superporto do Açu é composto por dois conjuntos de terminais que juntos totalizam 17 quilômetros de cais: TX1, correspondente aos terminais offshore, e TX2, terminal onshore desenvolvido no entorno do canal interno de navegação, com 6,5 km  de extensão,  13 mil metros de cais, 300 metros de largura e até 18 metros de profundidade.
A previsão é que a operação do Superporto do Açu seja iniciada em 2013.


1 Indústria offshore
2 Technip
3 NKTF
4 Intermoor
5 Siderúrgica Ternium
6 Aço / Granéis sólidos
7 UCN Açu - OSX
8 Supply boat
9 UTE Açu - MPX
10 Granéis Líquidos
11 Terminal de Minério de Ferro
12 Siderúrgica Wuhan
13 Cimenteiras
14 Vale do Silício
15 Polo metalmecânico
16 Pátio logístico / UTP
17 Carvão
18 Petróleo
19 Minério de ferro

TX1
TX1 é um terminal offshore com uma ponte de acesso com 3 quilômetros de extensão, píer de rebocadores, píer de minério de ferro, canal de acesso e bacia de evolução – todos já concluídos. Ele contará com 9 berços para movimentação de minério de ferro e petróleo e profundidade inicial de 21 metros (com expansão para 26 metros). O TX1 poderá movimentar até 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e 800 mil barris de petróleo por dia.
O TX1 terá capacidade para receber navios de grande porte, como Capesize (220 mil toneladas), CHINAMAX (400 mil toneladas) e VLCC (320 mil toneladas).



TX2
O TX2 do Superporto do Açu possui uma combinação única de características que resultam em significativas vantagens para as atividades de suporte às operações de E&P  de óleo e gás. O terminal será instalado no entorno de um canal para navegação, que contará com 6,5 km de extensão e 300 metros de largura.

O TX2 contará com mais de 13 quilômetros de cais e cerca de 30 berços para atracação de navios, onde serão movimentados produtos siderúrgicos, carvão, ferro gusa, escória e granito, além de granéis líquidos e sólidos.
Com área total de 8 milhões de m², o TX2 contará com cerca de 2 milhões de m² para a instalação de indústrias de apoio offshore e será um importante pólo de apoio para petróleo e gás.


Unidade de Tratamento de Petróleo (UTP)
Com localização privilegiada, a UTP do Superporto do Açu trará significativas vantagens para as atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural e processará, principalmente, o petróleo das Bacias de Campos e Espírito Santo e parte da produção do pré-sal da Bacia de Santos.
Na UTP, o petróleo bruto chega ao porto através de navios aliviadores e segue, por meio de dutos, para estocagem e tratamento em área onshore. Essas instalações permitem a consolidação de cargas de petróleo cru para exportação em eficientes navios de grande porte e a adequação das características do petróleo brasileiro ao exigente mercado internacional, reduzindo o custo do frete por tonelada e agregando valor ao produto final.

A consolidação de cargas e o blending serão realizados nos tanques com aquecimento e agitadores laterais ou nos sistemas de mistura in-line de petróleo. A UTP será capaz de remover água e sal do petróleo oriundo da produção offshore, utilizando centrífugas e dessalgadoras de alta eficiência.


Operações sinérgicas e eficiência de classe mundial
A sinergia é uma das maiores vantagens do Superporto do Açu. A integração total entre as suas atividades acelera os processos de produção e logística, reduz os custos e garante eficiência de classe mundial.
No Complexo Industrial do Superporto do Açu, siderúrgicas e cimenteiras operam de forma integrada, o que resulta em ganhos significativos para as empresas que dispõem de seus serviços. O minério de ferro é recebido através de mineroduto ou ferrovia e pode seguir para exportação por meio do porto ou para as siderúrgicas instaladas no próprio complexo.

As siderúrgicas fornecerão bobinas e outros produtos para metalúrgicas no polo metalmecânico que atenderão, com perfis e outros materiais, às indústrias e prestadores de serviços situados no TX2 que apóiam as operações de E&P de óleo e gás.

O carvão, necessário para o processo siderúrgico, será recebido pelo TX2. O carvão e o minério podem ser utilizados pelas siderúrgicas, transformados em aço e exportados por meio do porto. A escória, resíduo gerado pelas siderúrgicas, é utilizada como matéria-prima para as cimenteiras; estas recebem o coque através do porto e produzem o cimento que será vendido para o mercado interno. A escória excedente é exportada pelo porto.

Acesso logístico
As empresas que se instalarem no Superporto do Açu serão beneficiadas com duas alternativas para o transporte ferroviário: a Nova Linha Mineira (ligando o Rio de Janeiro ao Estado de Minas Gerais) e a Linha Litorânea (interligando as malhas da MRS e da FCA). Os dois acessos possibilitarão que o Superporto do Açu atenda as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país. As ferrovias já existem e os estudos para a recapacitação destes trechos já foram iniciados. 

O Superporto do Açu também contará com acesso rodoviário pelas principais rodovias brasileiras, como a BR 116 (Rodovia Presidente Dutra) e a BR 040 (Rio - Juiz de Fora). Para acesso ao Superporto do Açu, será construído um corredor logístico com 400 metros de largura e 43 km de comprimento. Ele terá 4 faixas rodoviárias, 2 linhas ferroviárias e 3 linhas de transmissão (135 kv, 345 kv e 500 kv). O Corredor Logístico foi dimensionado para transportar 200 milhões de toneladas por ano, com circulação de até 100 mil veículos por dia.