terça-feira, 12 de agosto de 2014

Apostila de Geografia de Santa Catarina 2014


A Apostila de Geografia de Santa Catarina 2014 é um material de 38 páginas, que contempla temas sobre uma infinidade de características sobre o nosso Estado, tais como: localização, regionalização, rede urbana, economia, transportes, demografia, formação étnica, história, relevo, vegetação, hidrografia e meio ambiente.

O material também conta com uma lista de exercícios contendo as principais questões que caíram nos vestibulares da UFSC, UDESC e ACAFE.

Você que é meu aluno já está com ela postada em seu ambiente virtual de aprendizagem!

Att,

Jonathan Kreutzfeld

terça-feira, 29 de julho de 2014

Favelização: As Favelas e os Cortiços

Trabalho escolar realizado na disciplina de Geografia no Centro Educacional Timbó S/A (CETISA).

Professor: Jonathan Kreutzfeld

Autores: Antônio Ferrari Junior, Fernanda de Castilho, Igor Neckel, Maria Luiza Huf Marchi, Matheus Allan Kurtz Willrich.

As favelas e os cortiços no Brasil são um dos maiores problemas sociais que a sociedade enfrenta nos dias de hoje. Com instalações precárias e falta de infraestrutura, a população residente fica a mercê de doenças, criminalidade, desemprego, preconceitos, entre outros fatores. As favelas e cortiços abrigam a população totalmente desfavorecida economicamente e que merece mais atenção da nação.
A favela, hoje, é também chamada de Aglomerado Subnormal. O termo é utilizado pelo IBGE para designar um conjunto constituído por no mínimo 51 unidades habitacionais, que ocupou ou está ocupando, terreno de propriedade alheia. Estas estão dispostas, em geral, de forma desordenada e densa; são carentes, em sua maioria, de serviços públicos e essenciais.  Esse é o tema deste trabalho: onde, como e por que ocorrem a favelização e os cortiços.

FAVELIZAÇÃO

A favelização é o processo de crescimento de favelas num local ou cidade. Trata-se de um problema social, pois as habitações são construídas sem planejamento ou idealização. De acordo com o IBGE, o Brasil possui mais de 11 milhões de pessoas vivendo em favelas, equivalendo 6% da população nacional. Dentre os valores apresentados 80% são pessoas que vivem em regiões metropolitanas, ajudando a reforçar o quanto a urbanização esta ligada a favelização.
A favela é um fenômeno típico das grandes cidades industriais, que atraem muitos trabalhadores de outras regiões. Existiu nos países hoje desenvolvidos, na época em que a atividade industrial começou a se expandir muito (Revolução Industrial). Com o tempo, as cidades foram aos poucos se adaptando ao aumento populacional e industrial, e tentando resolver seus problemas de habitação. Entretanto, ainda existem favelas, mesmo em países como Itália, Alemanha, Espanha e EUA.
Nos países que só se industrializaram no séc. XX, como o Brasil e outros da América Latina, o crescimento industrial foi brusco e rápido, estimulando o surgimento das favelas. Atualmente, um a cada cinco paulistanos mora na favela. As cidades brasileiras cresceram rapidamente depois de 1930 e suas indústrias atraíram populações pobres do campo (êxodo rural). Surgiram então grandes subúrbios de casas populares, habitadas por famílias operárias.
Muitas das pessoas vindas de fora não tinham condições de ocupar essas moradias construídas em ritmo menor. Assim, improvisaram suas habitações como podiam, em alguma área vazia. O aumento dos habitantes e a miséria comum reforçavam a solidariedade entre os moradores, dando certa estabilidade à favela. Ao surgirem, receberam nomes diferentes conforme a cidade: alagados em Salvador, mocambos no Recife e malocas em Porto Alegre.

FAVELA

O nome origina-se da planta “favella”, vegetação que cobria um morro na Bahia ocupado pelos soldados durante a Guerra dos Canudos. Esses mesmos soldados ocuparam, posteriormente, o então Morro da Providência, no Rio de Janeiro. O surgimento das favelas está ligado, entre outros fatores, às reformas urbanas realizadas pelas autoridades cariocas no início do século XX, cujo objetivo era a higienização do espaço urbano através das demolições dos cortiços.
Construídas com tábuas, caixotes, latas, folhas de zinco e outros materiais usados ou descartados pelos grandes centros, as habitações miseráveis que formam as favelas aglomeram-se em lugares abandonados. “Favela. S. f. Bras. 1. Conjunto de habitações populares toscamente construídas [...] e desprovidas de recursos higiênicos.” (Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa, 1988). Carecem de serviços básicos como abastecimento de água potável, saneamento, eletricidade, policiamento e infraestrutura.
Abrigando a população mais pobre das grandes cidades, tem alta densidade populacional e, pelo alto índice de pobreza desses espaços, as favelas entram na rota do crime com ações ilegais. Excluídos não apenas territorialmente, seus habitantes são objeto de preconceito e rejeição. Por falta de endereço formal, encontram dificuldades para comprar a prazo e conseguir empregos. O número de negros e mães solteiras é maior que a média da cidade, assim como a quantidade de pessoas por cômodo.
Hoje, cerca de um bilhão de pessoas vivem em favelas em todo o mundo, variando em alguns aspectos em cada país. A segunda maior favela do mundo está localizada na Cidade do México, e a maior, no estado de Maharashtra, na índia. A favela da Rocinha, no Brasil, é a nona maior do mundo. Já a maior favela vertical do mundo é Kowloon, na China.
As favelas estão frequentemente localizadas em áreas ambientalmente frágeis: beira de córregos, fundos de vales inundáveis, áreas de mangues, encostas íngremes, entre outros. Ocupando área pública ou de uso difícil, mas perto do centro da cidade, onde se concentravam os empregos, a favela fornece inclusive mão de obra barata para serviços necessários, porém mal pagos: operários braçais, empregadas domésticas, subempregados em geral.

Favela da rocinha – RIO DE JANEIRO
 CORTIÇO

Cortiço é uma denominação dada no Brasil para uma moradia cujos cômodos são alugados para famílias inteiras. É um aglomerado de casebres, onde há pessoas miseráveis morando juntas. Os cortiços são das regiões de favelas e possuem condições precárias de habitação.
 As pessoas que moram em cortiços são pobres e o dividem com cerca de 6 pessoas. Geralmente não possuem muito contato com seus vizinhos de quarto, pois na maior parte do dia estão trabalhando. A maior parte dessas pessoas sonha em sair das favelas e conseguir melhores condições de vida, porém sofrem com o estigma social de serem da favela.
Os cortiços podem ser: De quintal (localizado nas regiões de centro); Pensão (uma construção independente); Casa de cômodos (possui várias subdivisões internas); Improvisados (onde ocorre a ocupação precária de locais indevidos, como estábulos) Hotéis (comercial de dia, dormitório à noite).
Em meados do século 19, um tipo de moradia começava a se alastrar pelo Rio: os cortiços. Erguidas principalmente por imigrantes portugueses, as construções precárias eram formadas por dezenas de quartos pequenos, sem cozinha, com banheiros e tanques coletivos. (Retirado de: < http://www.abril.com.br/noticias/geral/demolicao-corticos-deu-origem-favelas-401622.shtml >Acesso em: 07 Jun. 2014).
        O nome cortiço é originário da 1ª revolução industrial onde os trabalhados industriais não tinham habitação, então se aglomeravam em barracos aos arredores das fábricas, onde famílias inteiras viviam em pequenos quartos, sem condições higiênicas e sujeitas a várias doenças provenientes da fumaça das fábricas.
O primeiro cortiço a ser demolido foi o “Cabeça de Porco”, em 1893, que virou sinônimo desse tipo de moradia e inspirou o escritor Aluízio de Azevedo em sua obra "O Cortiço". O desmonte do Cabeça de Porco é indicado como possível razão das instalações de favelas. A proprietária do antigo cortiço, que também era dona de lotes no Moro da Providência, negociou novas moradias com os locatários que ficaram sem teto.  Ou seja, a demolição dos cortiços foi um dos elementos que influenciou na origem das favelas.

 Centro – SÃO PAULO

          CONCLUSÃO

A industrialização, mecanização do campo e crescimento vegetativo da população urbana contribuem para a formação das favelas e cortiços. A implantação de sistemas de transportes públicos eficientes e confiáveis, autoestradas ou rodovias interestaduais e conjuntos habitacionais, por exemplo, são investimentos para uma boa infraestrutura urbana, que poderiam auxiliar na dissipação das favelas. Não uma dissipação preconceituosa como forma de “higienização” das cidades, mas com a melhoria das condições de vida, trabalho e acessibilidade para a população carente desses locais.

ANEXOS












 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CIVITA, Victor et al. Enciclopédia do Estudante. São Paulo: Abril Cultura, 1974. 4 v. P. 554.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda et al. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. P.291, 1988.
Retirado de: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Corti%C3%A7o >. Acesso em: 06 Jun. 2014.
Retirado de: < http://top10mais.org/top-10-maiores-favelas-mundo/ >. Acesso em 09 Jun. 2014.
Retirado de: < http://www.abril.com.br/noticias/geral/demolicao-corticos-deu-origem-favelas-401622.shtml >. Acesso em: 07 Jun. 2014.
Retirado de: < http://www.brasilescola.com/brasil/favela.htm >. Acesso em: 06 Jun. 2014.
Retirado de: < http://www.cefetsp.br/edu/eso/geografia/corticos261.html >. Acesso em: 06 Jun. 2014.
Retirado de: < http://www.mundoeducacao.com/geografia/favelizacao.htm >. Acesso em: 06 Jun. 2014.

Retiradode:http://www.usp.br/fau/depprojeto/labhab/biblioteca/textos/maricato_favelas.pdf >. Acesso em: 07 Jun. 2014.

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terça-feira, 15 de julho de 2014

Conflito: Judeus e Palestinos

Os conflitos entre Israel e Palestina têm extensas raízes culturais que remontam há vários séculos.

Entenda como desde o fim do século XIX até a atualidade, a disputa pela região no Oriente Médio, que possui importante significado religioso tanto para o judaísmo quanto para o islamismo.

Raízes do conflito

Em 1897, durante o primeiro encontro sionista, movimento internacional judeu, ficou decidido que os judeus retornariam em massa à Terra Santa, em Jerusalém de onde muitos foram expulsos pelos romanos no século III d.C. Imediatamente teve início a emigração para a Palestina, que era o nome da região no final do século XIX. Nessa época, a área pertencia ao Império Otomano, onde viviam cerca de 500 mil árabes. Em 1903, 25 mil imigrantes judeus já estavam vivendo entre eles. Em 1914, quando começou a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), já eram mais de 60 mil. Em 1948, pouco antes da criação do Estado de Israel, os judeus somavam 600 mil.

Estado duplo

Confrontos começaram a ocorrer à medida que a imigração aumentava. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o fluxo de imigrantes aumentou drasticamente, porque milhões de judeus se dirigiam à Palestina fugindo das perseguições dos nazistas na Europa.
Em 1947, a ONU tentou solucionar o problema e propôs a criação de um "Estado duplo": o território seria dividido em dois Estados, um árabe e outro judeu, com Jerusalém como "enclave internacional". Os árabes não aceitaram a proposta.

Guerras no século XX

·         No dia 14 de maio de 1948, Israel declarou sua independência. Os exércitos de Egito, Jordânia, Síria e Líbano atacaram, mas foram derrotados.
·         Em 1967, aconteceram os confrontos que mudariam o mapa da região, na chamada "Guerra dos Seis Dias". Israel derrotou Egito, Síria e Jordânia e conquistou, de uma só vez, toda a Cisjordânia, as Colinas de Golan e Jerusalém Oriental.
·         Em 1973, Egito e Síria lançaram uma ofensiva contra Israel no feriado de Yom Kippur, o Dia do Perdão, mas foram novamente derrotados.
·         Intifada
·         Em 1987 aconteceu a primeira Intifada, palavra árabe que significa "sacudida" ou "levante", quando milhares de jovens saíram às ruas para protestar contra a ocupação israelense, considerada ilegal pela ONU. Os israelenses atiraram e mataram crianças que jogavam pedras nos tanques, provocando indignação na comunidade internacional.
·         A segunda Intifada teve início em setembro de 2000, após o então primeiro-ministro israelense Ariel Sharon ter caminhado nas cercanias da mesquita Al-Aqsa, considerada sagrada pelos muçulmanos, e que faz parte do Monte do Templo, área sagrada também para os judeus.

Guerras no Século XXI

·         Com o apoio de Washington ao longo dos anos, Israel permanece nos territórios ocupados e continua se negando a obedecer a resolução 242 das Nações Unidas, de novembro de 1967, que obriga o país a se retirar de todas as regiões conquistadas durante a Guerra dos Seis Dias.
·         Apesar das negociações, uma campanha de atentados e boicotes de palestinos que se negam a reconhecer o estado de Israel, e de israelenses que não querem devolver os territórios conquistados, não permite que a paz se concretize na região.
·         Cisma Palestino
·         Em junho de 2007, a Autoridade Nacional Palestina se dividiu, após um ano de confrontos internos violentos entre os partidos Hamas e Fatah que deixaram centenas de mortos. A Faixa de Gaza passou a ser controlada pelo Hamas, partido sunita do Movimento de Resistência Islâmica, e a Cisjordânia se manteve sob o governo do Fatah, do presidente Mahmoud Abbas.

2014

O Conselho de Segurança das Nações Unidas apelou a um cessar fogo ao quinto dia de conflito em Gaza e num momento em que a situação é cada vez mais de uma guerra aberta entre os dois campos.

Um apelo aparentemente ignorado por Israel que teria ordenado à população palestiniana para abandonar algumas áreas do norte da faixa de Gaza, esta noite.

Segundo a rádio israelita, o exército teria alertado para o risco de que estas áreas se tornem numa zona de combate, no domingo.

A nova ameaça ocorre depois do Hamas ter lançado pela primeira vez mísseis de longo alcance sobre Telavive, interceptados pelo sistema de defesa anti-aérea. Dezenas de rockets atingiram pela primeira vez algumas regiões de Israel, como em Hebron ou em Jerusalém, sem provocar vítimas.

Em Nova Iorque, o presidente do Conselho de Segurança da ONU anunciava a decisão tomada este sábado, depois de dias de hesitações “apelamos ao fim da escalada de violência, o regresso à calma e ao cessar-fogo acordado em Novembro de 2012”.

A diplomacia internacional começa lentamente a reagir, quando centenas de veículos militares israelitas e mais de 30 mil reservistas estão a postos para uma eventual ofensiva terrestre em Gaza.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Estados Unidos, França e Alemanha deverão discutir a situação à margem de uma cimeira em Viena, este domingo. A Liga Árabe reúne-se na segunda-feira, no Cairo, quando o primeiro-ministro israelita afirmou já que não pretende ceder a nenhum tipo de pressão internacional.

O CONFLITO EM MAPAS








VÍDEO SOBRE A HISTÓRIA DO CONFLITO


Fonte:






Guerra do Contestado 1912 - 1916

Este assunto já foi retratado em provas de vestibular diversas vezes como regular dentro de Geografia e História ou como atualidades. E como recentemente a Assessoria de Comunicação do Governo do Estado de Santa Catarina lançou uma série de livros sobre a “História de Santa Catarina Ilustrada” e o primeiro volume (digital e impresso) é sobre “O Contestado” resolvi postar sobre o assunto. Pois aumenta a chance do tema ser bem lembrado nas provas.

Jonathan Kreutzfeld



Iniciada em outubro de 1912, na Região Sul do país, a Guerra do Contestado foi um conflito armado que opôs forças do governo (federal e estadual) e sertanejos que viviam na região disputada pelos estados de Santa Catarina e do Paraná. Disposto a eliminar as insurreições regionais contra a ainda jovem República brasileira, o presidente Hermes da Fonseca acirrou a intervenção militar em 1914, chegando a enviar 8 mil soldados contra os rebeldes (que somaram 10 mil, no auge da mobilização). Os quase quatro anos de batalhas resultaram em cerca de 20 mil mortes e tiveram como conclusão a delimitação oficial da fronteira entre Paraná e Santa Catarina, ratificada em 20 de outubro de 1916.
       
Com ampla cobertura da imprensa da época, os jornalistas, militares e cronistas se referiram ao conflito de diversas maneiras: guerra santa, guerra dos fanáticos, guerra dos jagunços, guerra sertaneja, movimento do contestado, ente outros títulos. A origem e a longevidade do conflito foram atribuídas de imediato à “ignorância” e ao “fanatismo” dos sertanejos que viviam na região em disputa e se reuniram em torno do monge Zé Maria para resistirem à modernização em curso.

Ao longo desses 100 anos que nos separam do início da guerra, os estudos sobre esse emblemático movimento de resistência foram se renovando e trazendo a lume novos e sensíveis elementos para a análise do episódio. Se os primeiros estudos se limitaram à compreensão do conflito a partir da ignorância, do abandono, da miséria e de uma consequente desqualificação dos valores do mundo rural, a partir da década de 1970 começaram a surgir vigorosas pesquisas que procuraram investigar o universo cultural e político daqueles homens, seus rituais de devoção, a formação da irmandade cabocla e das cidades santas, suas lideranças e seu desejo por um novo mundo. Inicialmente classificada como uma “revolta alienada”, o movimento passou a ser observado pelos pesquisadores como reflexo de demandas em sintonia com a realidade política e social de seus atores.


Também ganharam força as abordagens que se detiveram sobre a presença ostensiva do capital estrangeiro na região, como a atuação da Brazil Railway Company na construção da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande e a instalação da Southern Brazil Lumber & Colonization Company para a exploração comercial madeireira e para a colonização dessas terras. Esses empreendimentos causaram enormes impactos no cotidiano da população local, entre os quais podemos citar a desapropriação de terras, a expulsão de moradores de seus locais de origem e as mudanças nas relações de trabalho. Outro agravante foi o enorme contingente de desempregados que se fixaram na região após o final de algumas obras. Somam-se a essa conjuntura a instabilidade política nacional e internacional do período, a necessidade de reafirmação do exército brasileiro, o interesse e a atuação dos coronéis locais, entre outros aspectos fundamentais para entendermos a enorme gama de transformações que ocorreram na Primeira República no Brasil.





VÍDEO SOBRE A GUERRA DO CONTESTADO






terça-feira, 1 de julho de 2014

Apartheid na África do Sul, 1948 - 1994

A África do Sul foi uma região dominada por colonizadores de origem inglesa e holandesa que, após a Guerra dos Boeres (1902) passaram a definir a política de segregação racial como uma das fórmulas para manterem o domínio sobre a população nativa. Esse regime de segregação racial - conhecido como apartheid - começou a ficar definido com a decretação do Ato de Terras Nativas e as Leis do Passe.



"O Ato de Terras Nativas" forçou o negro a viver em reservas especiais, criando uma gritante desigualdade na divisão de terras do país, já que esse grupo formado por 23 milhões de pessoas ocuparia 13% do território, enquanto os outros 87% das terras seriam ocupados pelos 4,5 milhões de brancos. A lei proibia que negros comprassem terras fora da área delimitada, impossibilitando-a de ascender economicamente ao mesmo tempo que garantia mão de obra barata para os latifundiários brancos.

Nas cidades eram permitidos negros que executassem trabalhos essenciais, mas que viviam em áreas isoladas (guetos).

As "Leis do Passe" obrigava os negros a apresentarem o passaporte para poderem se locomover dentro do território, para obter emprego.

A partir de 1948, quando os Afrikaaners (brancos de origem holandesa) através do Partido Nacional assumiram o controle hegemônico da política do país, a segregação consolidou-se com a catalogação racial de toda criança recém-nascida, com a Lei de Repressão ao Comunismo e com a formação dos Bantustões em 1951, que eram uma forma de dividir os negros em comunidades independentes, ao mesmo tempo em que estimulava-se a divisão tribal, enfraquecia-se a possibilidade de guerras contra o domínio da elite branca.

Mesmo assim a organização de mobilizações das populações negras tendeu a crescer:

em 1960 cerca de 10.000 negros queimaram seus passaportes no gueto de Sharpeville e foram violentamente reprimidos.

- greves e manifestações eclodiram em todo o país, combatidas pela com o exército nas ruas.

- ruptura com a Comunidade Britânica (1961)

- fundada a Lança da Nação, braço armado do CNA

- em 1963 Mandela foi preso e condenado a prisão perpétua.

Durante a década de 70 a radicalização aumentou, tanto com os atos de sabotagem por parte da guerrilha, como por parte de governo, utilizando-se de intensa repressão.


Na década de 80 o apoio interno e externo à luta contra o Apartheid se intensificaram, destacando-se a figura de Winnie Mandela e do bispo Desmond Tutu.

A ONU, apesar de condenar o regime sul-africano, não interveio de forma efetiva, nesse sentido o boicote realizado por grandes empresas deveu-se à propaganda contrária que o comércio com a Africa do Sul representava.

A partir de 1989, após a ascensão de Frederick de Klerk ao poder, a elite branca começa as negociações que determinariam a legalização do CNA e de todos os grupos contrários ao apartheid e a libertação de Mandela.



Eleição 1994

Em 27 abril, 1994 eleitores ficaram por horas em filas que muitas vezes se estendiam ao longo de um quilômetro nas primeiras eleições democráticas da África do Sul. Esperanças eram grandes e os temores eram profundos no caminho até a urna. Para os africanos, esta foi a primeira oportunidade de votar em uma eleição nacional, e a maioria estava determinada a votar. A sensação de euforia tomou conta eleitores de todas as raças, especialmente aos opositores ao apartheid. A eleição, que ocorreu ao longo de alguns dias, foi em grande parte pacífica. O ANC ganhou 63% dos votos, o Partido Nacional 20% e o IFP 11%. Estes partidos formou o Governo de Unidade Nacional.

Os Pilares da Constituição

Entre 1994 e 1996, o primeiro parlamento totalmente democrático da África do Sul, criado como a Assembleia Constituinte, elaborou nova constituição da África do Sul. Ele contém garantias de igualdade mais extensas do que em qualquer outro lugar do mundo. Na sua essência, são sete valores fundamentais que são representados pelos pilares, a democracia, a igualdade, a reconciliação, diversidade, responsabilidade, respeito e liberdade.


Fonte:


http://apartheidmuseum.org/node/66/ (QUADRINHOS EM INGLÊS)