terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Comparativo de aumentos entre 2000 e 2015

Minha pesquisa não vislumbra concluir nada sozinha, simplesmente fiz levantamentos que julguei interessantes para que cada um tenha suas próprias conclusões que podem agora ir um pouco além do que tanto se fala que é aumento de combustíveis e salário mínimo...

Jonathan Kreutzfeld


A Energia e os desafios do aumento de demanda - R

Trabalho realizado para a disciplina de Geografia.

Professor: Jonathan Kreutzfeld (edição e revisão).

Por:  Fernanda Barma Leitzke e Gabriel Antonio Zoboli
  

Introdução

A energia é o combustível que move um país, inclusive, um mundo inteiro. Porém, as formas utilizadas atualmente para gerá-la vêm se tornando cada vez mais desgastantes para a vida no planeta, sobretudo quanto aos desafios encontrados atualmente quanto a melhor forma de continuar o seu uso, talvez propondo a sua substituição por fontes energéticas mais limpas e renováveis.  
O objetivo deste trabalho é satisfazer todas as dúvidas referentes ao tema em questão, além de possibilitar um melhor entendimento quanto às dificuldades sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo aumento da demanda energética a nível mundial e nacional.
No desenvolvimento do trabalho foram encontrados dados, a maioria em porcentagem, referentes ao aumento da demanda energética nos próximos anos, suas principais causas e as consequências para a vida na Terra. Os desafios mundiais causados por esse aumento, bem como os problemas enfrentados no Brasil, serão tema de destaque nesse trabalho.
As pesquisas foram realizadas em sites da internet, os quais continham notícias relevantes acerca do assunto em questão.

Fornecimento de energia, suas causas e consequências

A energia é essencial no progresso econômico e social de uma nação. Contudo, é cada vez maior a dificuldade de se desenvolver um futuro melhor para a energia, com menor uso de combustíveis fósseis, visando à adoção de um sistema energético com menos emissão de carbono.
Uma alternativa ao uso dos combustíveis fósseis está em trocá-los pela energia renovável, a qual é proveniente de fontes novas e mais limpas e, portanto, deverão suprir com maior eficiência a demanda por energia a longo prazo. Tendo em vista a questão do consumo humano e do aquecimento global, acredita-se que esta seja a medida mais cabível, a princípio.
A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a demanda energética aumente até 2030, principalmente nas economias de países como Índia e China, que possuem um forte crescimento (dados mais precisos serão encontrados ao longo do presente trabalho). Isso fará com que a demanda mundial de energia primária seja modificada em todo o globo.
Por outro lado, regiões menos desenvolvidas, como o sul do Saara, na África, predomina uma enorme falta de energia.
No período compreendido entre os anos 2007 e 2008, a alta nos preços da energia gerou, em muitos países, uma grande preocupação, ameaçando o desenvolvimento da economia, os serviços públicos e o preço dos alimentos, pois este está ligado ao da energia. A maior preocupação nos países em desenvolvimento é quanto à oferta de energia de base, e, nos países desenvolvidos, a segurança energética duradoura é a questão que vem gerando apreensão.
Essa questão da segurança energética é uma estratégia importante, pois abrange o desenvolvimento econômico, bem como as mudanças climáticas, a variedade ecológica e a segurança nacional. Pensando nisso, percebe-se que é há a necessidade de se combater o problema a partir do desenvolvimento de energias renováveis e da conservação, juntamente com o apoio dos setores público e privado.
No meio político, uma fonte alternativa de energia que vem se destacando é a bioenergia, cuja produção, nos últimos anos, só tem aumentado. Essa fonte surgiu sob pressão em meio à crise alimentar de 2007 e 2008, quando havia o dilema “combustível versus comida”. Todavia, a redução nos preços do petróleo entre 2008 e 2009 diminuiu a vantagem comercial do biocombustível que, ainda hoje, possui elevado custo de produção.

Demanda de energia no mundo

O crescente aumento do consumo de energia é uma grande preocupação mundial. De acordo com pesquisas, entre 2010 e 2040 a demanda de energia no mundo irá aumentar 35%. Essa mesma pesquisa mostra que o gás natural será a fonte energética que mais crescerá no mundo, e sua demanda ficará em torno de 65%, passando o carvão mineral e ficando atrás somente do petróleo. A maior parte desses 65% será proveniente de fontes não convencionais, sendo liderado pela América do Norte.
O carvão mineral terá um aumento de 25% em até 2025, depois disso, chegará a menos de 20%.
O petróleo também crescerá em torno de 25%, impulsionado pela maior atividade de transporte e comércio. Antes de sua exploração, estima-se que existiam reservas de 2,3 trilhões de barris de petróleo. As atuais reservas comprovadas no mundo somam 1,137 trilhões de barris, 78% dos quais se encontram no subsolo dos países do cartel da OPEP. Essas reservas permitem suprir a demanda mundial por 40 anos, mantido o atual nível de consumo.

Crescendo a economia também cresce a demanda por energia. Mas como existe eficiência no uso, a demanda de energia não cresce no mesmo ritmo do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Segundo estudo da companhia BP (British Petroleum), o consumo de energia deve crescer a 1,6% ao ano ou a 0,7% ao ano per capita, totalizando um crescimento de 39% entre 2010 e 2030 (menos da metade do crescimento do PIB no período). O crescimento do consumo de energia foi de 2,5% ao ano entre 2000 e 2010, deve cair para 2,0% ao ano entre 2010 e 2020 e 1,3% entre 2020 e 2030. Isto acontece devido ao aumento da eficiência energética, isto é, há um menor consumo de energia por unidade do PIB.
Entre os 34 países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD em inglês), o consumo de energia deve crescer apenas 4% entre 2010 e 2030. Já os países que não pertencem à OECD, devem ter um crescimento de 69% entre 2010 e 2030. Desta forma, os países da não-OECD, que já eram responsáveis por 54% do consumo mundial de energia em 2010 devem passar a consumir 65% em 2030. Conclui-se, assim, que o mundo em desenvolvimento passará a consumir quase dois terços da energia mundial no ano de 2030, o que é uma grande novidade em relação ao que acontecia no século XX, quando os países desenvolvidos monopolizavam o uso da energia não animal.
Ainda segundo a BP, a energia não fóssil (nuclear, hidrelétrica, biocombustíveis, solar, eólica, etc) deve apresentar o maior crescimento nos próximos 20 anos. Porém, as fontes fósseis (petróleo, gás e carvão) continuarão representando mais de 75% da oferta de energia em 2030, sendo que o crescimento maior do consumo ocorrerá nos países em desenvolvimento. Ou seja, se estas previsões estiverem corretas, mesmo com maior eficiência energética, o mundo vai continuar dependendo das energias fósseis nas próximas décadas.
Isto quer dizer que a emissão de CO2 vai continuar aumentando nos próximos anos com o constante aumento do aquecimento global e com todos os efeitos negativos sobre o meio ambiente. Outro ponto negativo seria o aumento dos acidentes com vazamento de óleo, principalmente no mar, como aconteceu no Golfo do México e como já está acontecendo no Brasil. As dificuldades de exploração de petróleo em águas profundas (além dos problemas de gestão administrativa) são um dos motivos que estão por trás da recente queda de valor das ações da Petrobrás. Em todo mundo, crescem as preocupações com os impactos ecológicos da indústria da energia fóssil.
Essas dificuldades podem vir a trazer o aumento no preço dos combustíveis, aumentando assim o preço dos alimentos. Ou seja, combater a fome e garantir que a população mais pobre tenha dinheiro para comprar comida seria um grande desafio. 
Evidentemente, a indústria do petróleo tende a desconsiderar os problemas ecológicos e a ponderar o sucesso da produção de energia baseado somente das novas tecnologias e nos novos investimentos. Porém, muitos críticos alertam que o fim do mundo do petróleo não está longe e é preciso estar preparado para isso.

Brasil em comparação com o mundo

Segundo informações da Agência Internacional de energia (AIE), o Brasil está na décima posição entre os países que mais consomem energia elétrica no mundo. Em 11 anos, o aumento do consumo de eletricidade no país ficou acima da média mundial, que era de 30%, enquanto que, no Brasil, foi de quase 38%.
Todavia, em comparação com países como China e Índia, cujo aumento foi de 153% e de 64%, respectivamente, o Brasil não obteve um aumento tão grande do consumo energético.
A nível mundial, o aumento crescente do consumo de energia têm se tornado cada vez mais preocupante. A AIE informa que a demanda por energia primária deve aumentar um terço no período de 2010 a 2035, sendo somente China e Índia os responsáveis por metade desse crescimento. No Brasil, o aumento deve ser de 78% nesse período.
Quanto à produção e ao consumo de fontes renováveis de energia, o Brasil é um dos líderes mundiais, principalmente em relação à energia hidrelétrica e de biocombustíveis. O Brasil está em segundo lugar entre os maiores produtores mundiais de energia hidrelétrica, perdendo apenas para a China. 45% de toda a energia produzida em território brasileiro vem de fontes renováveis, dado esse consideravelmente maior do que a média dos países ricos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que é de 8%. 
Entre 2009 e 2035, prevê-se que a utilização de fontes energéticas renováveis como a solar e a eólica (com exceção da hidrelétrica) tenha um crescimento de 3% a 15%, devido ao aumento dos recursos para o aprimoramento dessas fontes. China e União Europeia devem ser as que mais participarão nesse crescimento.
Apesar disso, cerca de 1,3 bilhão de pessoas no mundo ainda não tem energia elétrica em casa.

Problemas quanto à demanda de energia no Brasil

Consumo brasileiro de energia aumentou mais que a média mundial nos últimos 13 anos. Desde 2001, o consumo de eletricidade no país aumentou quase 38%, acima da média mundial, que foi de 30% no período, ficando como o décimo maior consumidor mundial de energia elétrica, segundo dados da Agência Internacional de energia (AIE).
Apesar de significativo, o crescimento do consumo de eletricidade no Brasil ficou bem abaixo das taxas registradas pela China e pela Índia entre 2001 e 2009. Nesses dois países, o aumento foi, respectivamente, de 153% e de 64%, de acordo com a AIE. Os Estados Unidos, a China, a União Europeia e a Índia representam mais de 60% do consumo mundial de eletricidade.
A situação energética do país preocupa com seus reservatórios esvaziados, usinas com impasses para construção e possibilidade de novos custos ao consumidor. As discussões, no entanto, adotaram mais um caráter politico do que um compromisso ou preocupação com uma solução para estabilizar a oferta de energia no país. As discussões mais promissoras são as voltadas à racionalidade do consumo, conforme alerta Gilberto De Martino Jannuzzi, professor da Unicamp. Ele destaca que a crescente demanda de energia elétrica no Brasil pode tomar proporções insustentáveis, que nenhuma nova usina hidrelétrica seria capaz de suprir.
Jannuzzi explica que o problema maior que a dificuldade para implantar novas usinas ou tecnologias que deem conta da demanda é justamente perceber que um aumento constante desta é insustentável, além de tornar a energia cada vez mais cara. É urgente implantar então uma política de demanda consciente, o que só é feito quando a população se depara com uma crise como a de 2001, que impôs um racionamento e poderia ter funcionado para educar os brasileiros, que não seguiram o aprendizado.
A classe média se expandiu e o ar-condicionado, por exemplo, deixou de ser algo que pertencia somente às pessoas de classe alta. Hoje em dia, são muitas as famílias que possuem esse aparelho. Falta agora uma conscientização para saber lidar com a nova capacidade de consumo.
O consumo de energia acabou “virando moda” no Brasil, como é o caso de ter ar-condicionado em cada cômodo da casa. A construção de prédios e cidades é feita com o uso de uma arquitetura que não está associada ao clima do país, que dependerá sempre de climatização. Isso gera uma demanda desnecessária de energia elétrica.
Jannuzzi destaca medidas positivas e negativas adotadas nos últimos anos, do ponto de vista da demanda da energia elétrica. Uma das medidas positivas foi a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de eletrodomésticos mais eficientes que, inclusive, acredita, poderia ter sido uma medida mais agressiva, implantada logo em dezembro de 2011. Também poderia ter sido incentivada a oferta de aparelhos ainda mais eficientes no mercado. As medidas menos eficazes seriam, por exemplo, incentivar o consumo, ao contrário do restante do mundo, e a redução de tarifas, que gerou problemas de sustentabilidade financeira para um setor “tão crítico”.
O Brasil tem capacidade para administrar melhor o seu sistema energético, afinal, o país conta com recursos, pessoas e inteligência suficiente para fazê-lo, basta aprender a fazer melhor uso desse sistema, bem como dos seus recursos financeiros. Segundo Januzzi, é necessário administrar a demanda por energia o tempo inteiro, não somente em tempos de crise, estimulando o racionamento de forma mais eficaz.
Pensando nisso, vem sendo desenvolvidos programas que incentivam o consumo consciente de energia no Brasil. Um exemplo é a melhora da capacidade de pagamento das contas pelos clientes, além do aumento do nível de consciência ambiental e energética para as questões ligadas ao desperdício de energia. Outro é a redução da demanda de ponta, com a postergação de investimentos nos sistema de geração, transmissão e distribuição; redução de perdas comerciais e técnicas, bem como o aumento da adimplência dos clientes beneficiados pelo programa.
Além do mais, com o aumento da conta de energia elétrica, é bem provável que a população diminua o consumo de energia, visto que essa ação necessária afetará (e muito) a parte financeira das famílias brasileiras.
Em relação ao custo do programa embutido na conta dos clientes, afirma-se que 1% da receita operacional líquida das concessionárias se destina ao programa e à Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), sendo que este percentual já é um encargo na tarifa de energia elétrica estabelecido por Lei Federal nº 9.991, de 24 de julho de 2000.
Seria necessária a criação de uma política de desenvolvimento tecnológico para garantir que os melhores equipamentos estejam no mercado, e ainda avaliar se os selos oferecidos são os mais adequados. As políticas fragmentadas falam em construir novas usinas, e isso é cada vez mais difícil, considerando-se a questão do reservatório, a climática e um incentivo ao consumo que poderia ser feito de outra maneira. O país deveria trabalhar melhor a questão do gasto de energia elétrica. Na mentalidade do brasileiro, quanto maior sua geladeira, maior o seu “status”, não se importando com a quantidade de energia que ela irá gastar. O perigo está em insistir na ausência do planejamento da demanda de eletricidade. Como o setor de energia é estratégico para o desenvolvimento do país, é preciso investir em planejamento hoje.

Projeções quanto ao futuro da energia elétrica no Brasil

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo de energia elétrica no país vai crescer 4,3%, em média, nos próximos dez anos. Os dados serão utilizados como subsídio para a formulação do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia de Longo Prazo (PNE). De acordo com as novas estimativas, o crescimento médio anual da demanda total de eletricidade (que inclui consumidores cativos, consumidores livres e autoprodutores) será 4,3% ao longo da próxima década, atingindo 781,7 terawatts-hora (TWh) em 2023, contra os atuais 514 TWh.
Para esse ano (2014), o crescimento do consumo será de 3,8%, com destaque para os setores comercial, com alta de 4,4%, e residencial, com crescimento de 4,1%. Essa taxa supera a do ano passado, quando o consumo de energia cresceu 3,5%, segundo dados preliminares apurados pela EPE. E para os próximos anos, essa taxa será, em média, 4,3% ao ano.
Ainda segundo a EPE, este ano, a indústria deve apresentar uma taxa de crescimento do consumo de eletricidade na rede de 3,4%, contra a alta de 0,6% registrada no ano passado.

 
Projeção do aumento do consumo de energia elétrica e a variação acumulada do PIB. Fonte: brazilenergy.com.br

Conclusão

O aumento do consumo humano de energia elétrica tem gerado o crescimento da demanda nesse setor, e a tendência é continuar com esse crescimento nos próximos anos. Isso vem causando grande preocupação mundial, pois o aumento da demanda energética fará com que as fontes atuais se esgotem mais rapidamente, mesmo as renováveis. Por isso da importância e urgência de descobrir novas e mais limpas fontes de energia.
        Em relação ao Brasil, o uso desnecessário e sem consciência de energia também vem sendo um desafio para o país, apesar de contar com fontes renováveis, principalmente a hidrelétrica. Um exemplo é quanto ao ar-condicionado, presente na maioria das residências brasileiras e que está sendo utilizado de forma inadequada, sem levar em conta fatores como os prejuízos financeiros à própria família, visto que a conta de luz está aumentando consideravelmente em decorrência disso.
        Segundo as pesquisas apresentadas no decorrer desse trabalho, a energia elétrica deve aumentar 15% nos próximos 10 anos. Isso mostra que o país precisa encontrar novas alternativas ou melhorar o desempenho das já existentes, caso contrário, é bem provável que aconteça uma crise energética. 

Referências

http://www.biodieselbr.com/energia/alternativa/demanda-energia.htm

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A escassez de água

A água é um recurso extremamente mal distribuído em nosso planeta. Além da má distribuição temos um problema ainda maior no que diz respeito a sua possibilidade de uso. Em suma, há pouca quantidade de água não salgada acessível e o que há é muitas vezes de baixa qualidade.

Observe a figura abaixo que demonstra possuirmos acesso à apenas 0,36% dos 2,5% de água não salgada do planeta. Sendo que nas áreas mais populosas é onde há menores possibilidades de consumo da mesma para abastecimento humano, agricultura e dessedentação de animais.

Cerca de 1,1 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a água potável e estima-se que dois milhões de crianças morrem todos os anos pela falta dela ou de saneamento básico.

Como se já não bastassem todas as dificuldades impostas pela natureza, junta-se a isso, as dificuldades impostas pelo homem. Em regiões como o Oriente Médio, por exemplo, a água virou objeto de disputa entre países e um dos motivos que fazem perpetrar um dos conflitos mais antigos da humanidade. Na África, a água já foi elemento de discriminação racial quando, na época do apartheid só os brancos podiam ter acesso a ela.

O grande problema, além dos já apontados, é que nos lugares onde há grande disponibilidade de água, há uma “cultura de desperdício” onde se prega, erroneamente, que a água é um bem que nunca faltará.

Felizmente, essa cultura vem sendo combatida e, aos poucos, a população do mundo todo têm se conscientizado da importância de economizar e encontrar meios de reutilizar a água de maneira mais racional.

No Brasil, um tema bastante discutido é a questão da “cobrança pelo uso da água”. Em alguns países, como a França e a Alemanha, a prática de se cobrar pela captação e diluição de resíduos em corpos d’água já é bastante difundida, mas no Brasil, ainda são poucos os Estados que aderiram à ideia.

Mas como assim, “não pagamos pela água”...

Hoje a fatura de água que os brasileiros pagam se refere ao transporte e tratamento da mesma, quando você adquire uma garrafa de água em um supermercado é que de fato você está pagando por ela. Aí a historia vai longe, pois neste caso temos outro problema que diz respeito ao tipo de cobrança que se faz das empresas que “vendem água”. Como a água no Brasil é considerada um bem mineral, – e de fato é – o órgão que concede o direito de extração não está preocupado com o abastecimento humano e sim com o controle da lavra mineral que a empresa faz.

Na experiência brasileira os recursos conseguidos com esta cobrança não são suficientes para financiar todos os custos que envolvem a recuperação da bacia impactada. Contudo cobrar pela utilização da água faz com que haja o que podemos chamar de “conscientização forçada”: já que é difícil convencer pela razão, convence-se pelo bolso. Claro que, neste caso, a cobrança é feita apenas para a captação e dissolução de poluentes, ou seja, aplica-se apenas às indústrias, companhias de saneamento e abastecimento e uso agrícola, todas estas, atividades que lucram com este uso.

Já quando falamos na possibilidade de se cobrar pelo uso da água do consumidor final (pessoa física), a proposta, embora com boas intenções, esbarra em um dos direitos básicos do homem que é ter suas necessidades básicas de sobrevivência supridas; o que inclui acesso a água potável. Por isso, as propostas neste sentido, costumam englobar um limite mínimo de consumo dentro do qual o uso não é cobrado.

Parece demais dizer que se deve pagar pelo uso de um bem que deveria ser, por direito, de todos, para pessoas que vivem em um país com uma das maiores cargas tributárias do mundo. A questão é que tudo isso visa inibir o desperdício de um bem escasso e caro. Segundo estatísticas da Organização das Nações Unidas, nos locais de menor renda o acesso à água costuma ser mais caro. As populações que vivem em favelas na América do Sul, por exemplo, gastam em média 10% de sua renda com água, enquanto que na Inglaterra isso não ultrapassa os 3%.

No que diz respeito a atual crise de abastecimento enfrentada principalmente pelo sudeste do Brasil há nitidamente diversos problemas:

- Excesso de pessoas;
- Grande densidade de indústrias e propriedades agrícolas;
- Localização imprópria de grandes centros urbanos;
- Desperdício;
- Impermeabilização do solo;
- Azar climático.

Por fim, é necessário que se repense muitas coisas durante as crises de abastecimento de água potável. É necessário economizar, lógico que é, no entanto só isso não resolve. Reter água talvez seja a solução mais aclamada porém é preciso de muito cuidado e planejamento pois grande parte das áreas brasileiras que sofrem eventual escassez também sofre com enchentes ou enxurradas. Esperemos que chova, mas que as pessoas aprendam a valorizar a água e que os gestores públicos repensem a forma como crescem as nossas cidades.

Para quem está sofrendo com a escassez de água, fica a dica para reter na sua própria casa ou condomínio.


Outros  dados interessantes.






Jonathan Kreutzfeld

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A Energia e os desafios do aumento de demanda

Trabalho realizado para a disciplina de Geografia.

Professor: Jonathan Kreutzfeld (edição e revisão).

Por:  Fernanda Barma Leitzke e Gabriel Antonio Zoboli
  

Introdução

A energia é o combustível que move um país, inclusive, um mundo inteiro. Porém, as formas utilizadas atualmente para gerá-la vêm se tornando cada vez mais desgastantes para a vida no planeta, sobretudo quanto aos desafios encontrados atualmente quanto a melhor forma de continuar o seu uso, talvez propondo a sua substituição por fontes energéticas mais limpas e renováveis.  
O objetivo deste trabalho é satisfazer todas as dúvidas referentes ao tema em questão, além de possibilitar um melhor entendimento quanto às dificuldades sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo aumento da demanda energética a nível mundial e nacional.
No desenvolvimento do trabalho foram encontrados dados, a maioria em porcentagem, referentes ao aumento da demanda energética nos próximos anos, suas principais causas e as consequências para a vida na Terra. Os desafios mundiais causados por esse aumento, bem como os problemas enfrentados no Brasil, serão tema de destaque nesse trabalho.
As pesquisas foram realizadas em sites da internet, os quais continham notícias relevantes acerca do assunto em questão.

Fornecimento de energia, suas causas e consequências

A energia é essencial no progresso econômico e social de uma nação. Contudo, é cada vez maior a dificuldade de se desenvolver um futuro melhor para a energia, com menor uso de combustíveis fósseis, visando à adoção de um sistema energético com menos emissão de carbono.
Uma alternativa ao uso dos combustíveis fósseis está em trocá-los pela energia renovável, a qual é proveniente de fontes novas e mais limpas e, portanto, deverão suprir com maior eficiência a demanda por energia a longo prazo. Tendo em vista a questão do consumo humano e do aquecimento global, acredita-se que esta seja a medida mais cabível, a princípio.
A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a demanda energética aumente até 2030, principalmente nas economias de países como Índia e China, que possuem um forte crescimento (dados mais precisos serão encontrados ao longo do presente trabalho). Isso fará com que a demanda mundial de energia primária seja modificada em todo o globo.
Por outro lado, regiões menos desenvolvidas, como o sul do Saara, na África, predomina uma enorme falta de energia.
No período compreendido entre os anos 2007 e 2008, a alta nos preços da energia gerou, em muitos países, uma grande preocupação, ameaçando o desenvolvimento da economia, os serviços públicos e o preço dos alimentos, pois este está ligado ao da energia. A maior preocupação nos países em desenvolvimento é quanto à oferta de energia de base, e, nos países desenvolvidos, a segurança energética duradoura é a questão que vem gerando apreensão.
Essa questão da segurança energética é uma estratégia importante, pois abrange o desenvolvimento econômico, bem como as mudanças climáticas, a variedade ecológica e a segurança nacional. Pensando nisso, percebe-se que é há a necessidade de se combater o problema a partir do desenvolvimento de energias renováveis e da conservação, juntamente com o apoio dos setores público e privado.
No meio político, uma fonte alternativa de energia que vem se destacando é a bioenergia, cuja produção, nos últimos anos, só tem aumentado. Essa fonte surgiu sob pressão em meio à crise alimentar de 2007 e 2008, quando havia o dilema “combustível versus comida”. Todavia, a redução nos preços do petróleo entre 2008 e 2009 diminuiu a vantagem comercial do biocombustível que, ainda hoje, possui elevado custo de produção.

Demanda de energia no mundo

O crescente aumento do consumo de energia é uma grande preocupação mundial. De acordo com pesquisas, entre 2010 e 2040 a demanda de energia no mundo irá aumentar 35%. Essa mesma pesquisa mostra que o gás natural será a fonte energética que mais crescerá no mundo, e sua demanda ficará em torno de 65%, passando o carvão mineral e ficando atrás somente do petróleo. A maior parte desses 65% será proveniente de fontes não convencionais, sendo liderado pela América do Norte.
O carvão mineral terá um aumento de 25% em até 2025, depois disso, chegará a menos de 20%.
O petróleo também crescerá em torno de 25%, impulsionado pela maior atividade de transporte e comércio. Antes de sua exploração, estima-se que existiam reservas de 2,3 trilhões de barris de petróleo. As atuais reservas comprovadas no mundo somam 1,137 trilhões de barris, 78% dos quais se encontram no subsolo dos países do cartel da OPEP. Essas reservas permitem suprir a demanda mundial por 40 anos, mantido o atual nível de consumo.

Crescendo a economia também cresce a demanda por energia. Mas como existe eficiência no uso, a demanda de energia não cresce no mesmo ritmo do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Segundo estudo da companhia BP (British Petroleum), o consumo de energia deve crescer a 1,6% ao ano ou a 0,7% ao ano per capita, totalizando um crescimento de 39% entre 2010 e 2030 (menos da metade do crescimento do PIB no período). O crescimento do consumo de energia foi de 2,5% ao ano entre 2000 e 2010, deve cair para 2,0% ao ano entre 2010 e 2020 e 1,3% entre 2020 e 2030. Isto acontece devido ao aumento da eficiência energética, isto é, há um menor consumo de energia por unidade do PIB.
Entre os 34 países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD em inglês), o consumo de energia deve crescer apenas 4% entre 2010 e 2030. Já os países que não pertencem à OECD, devem ter um crescimento de 69% entre 2010 e 2030. Desta forma, os países da não-OECD, que já eram responsáveis por 54% do consumo mundial de energia em 2010 devem passar a consumir 65% em 2030. Conclui-se, assim, que o mundo em desenvolvimento passará a consumir quase dois terços da energia mundial no ano de 2030, o que é uma grande novidade em relação ao que acontecia no século XX, quando os países desenvolvidos monopolizavam o uso da energia não animal.
Ainda segundo a BP, a energia não fóssil (nuclear, hidrelétrica, biocombustíveis, solar, eólica, etc) deve apresentar o maior crescimento nos próximos 20 anos. Porém, as fontes fósseis (petróleo, gás e carvão) continuarão representando mais de 75% da oferta de energia em 2030, sendo que o crescimento maior do consumo ocorrerá nos países em desenvolvimento. Ou seja, se estas previsões estiverem corretas, mesmo com maior eficiência energética, o mundo vai continuar dependendo das energias fósseis nas próximas décadas.
Isto quer dizer que a emissão de CO2 vai continuar aumentando nos próximos anos com o constante aumento do aquecimento global e com todos os efeitos negativos sobre o meio ambiente. Outro ponto negativo seria o aumento dos acidentes com vazamento de óleo, principalmente no mar, como aconteceu no Golfo do México e como já está acontecendo no Brasil. As dificuldades de exploração de petróleo em águas profundas (além dos problemas de gestão administrativa) são um dos motivos que estão por trás da recente queda de valor das ações da Petrobrás. Em todo mundo, crescem as preocupações com os impactos ecológicos da indústria da energia fóssil.
Essas dificuldades podem vir a trazer o aumento no preço dos combustíveis, aumentando assim o preço dos alimentos. Ou seja, combater a fome e garantir que a população mais pobre tenha dinheiro para comprar comida seria um grande desafio. 
Evidentemente, a indústria do petróleo tende a desconsiderar os problemas ecológicos e a ponderar o sucesso da produção de energia baseado somente das novas tecnologias e nos novos investimentos. Porém, muitos críticos alertam que o fim do mundo do petróleo não está longe e é preciso estar preparado para isso.

Brasil em comparação com o mundo

Segundo informações da Agência Internacional de energia (AIE), o Brasil está na décima posição entre os países que mais consomem energia elétrica no mundo. Em 11 anos, o aumento do consumo de eletricidade no país ficou acima da média mundial, que era de 30%, enquanto que, no Brasil, foi de quase 38%.
Todavia, em comparação com países como China e Índia, cujo aumento foi de 153% e de 64%, respectivamente, o Brasil não obteve um aumento tão grande do consumo energético.
A nível mundial, o aumento crescente do consumo de energia têm se tornado cada vez mais preocupante. A AIE informa que a demanda por energia primária deve aumentar um terço no período de 2010 a 2035, sendo somente China e Índia os responsáveis por metade desse crescimento. No Brasil, o aumento deve ser de 78% nesse período.
Quanto à produção e ao consumo de fontes renováveis de energia, o Brasil é um dos líderes mundiais, principalmente em relação à energia hidrelétrica e de biocombustíveis. O Brasil está em segundo lugar entre os maiores produtores mundiais de energia hidrelétrica, perdendo apenas para a China. 45% de toda a energia produzida em território brasileiro vem de fontes renováveis, dado esse consideravelmente maior do que a média dos países ricos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que é de 8%.
Entre 2009 e 2035, prevê-se que a utilização de fontes energéticas renováveis como a solar e a eólica (com exceção da hidrelétrica) tenha um crescimento de 3% a 15%, devido ao aumento dos recursos para o aprimoramento dessas fontes. China e União Europeia devem ser as que mais participarão nesse crescimento.
Apesar disso, cerca de 1,3 bilhão de pessoas no mundo ainda não tem energia elétrica em casa.

Problemas quanto à demanda de energia no Brasil

Consumo brasileiro de energia aumentou mais que a média mundial nos últimos 13 anos. Desde 2001, o consumo de eletricidade no país aumentou quase 38%, acima da média mundial, que foi de 30% no período, ficando como o décimo maior consumidor mundial de energia elétrica, segundo dados da Agência Internacional de energia (AIE).
Apesar de significativo, o crescimento do consumo de eletricidade no Brasil ficou bem abaixo das taxas registradas pela China e pela Índia entre 2001 e 2009. Nesses dois países, o aumento foi, respectivamente, de 153% e de 64%, de acordo com a AIE. Os Estados Unidos, a China, a União Europeia e a Índia representam mais de 60% do consumo mundial de eletricidade.
A situação energética do país preocupa com seus reservatórios esvaziados, usinas com impasses para construção e possibilidade de novos custos ao consumidor. As discussões, no entanto, adotaram mais um caráter politico do que um compromisso ou preocupação com uma solução para estabilizar a oferta de energia no país. As discussões mais promissoras são as voltadas à racionalidade do consumo, conforme alerta Gilberto De Martino Jannuzzi, professor da Unicamp. Ele destaca que a crescente demanda de energia elétrica no Brasil pode tomar proporções insustentáveis, que nenhuma nova usina hidrelétrica seria capaz de suprir.
Jannuzzi explica que o problema maior que a dificuldade para implantar novas usinas ou tecnologias que deem conta da demanda é justamente perceber que um aumento constante desta é insustentável, além de tornar a energia cada vez mais cara. É urgente implantar então uma política de demanda consciente, o que só é feito quando a população se depara com uma crise como a de 2001, que impôs um racionamento e poderia ter funcionado para educar os brasileiros, que não seguiram o aprendizado.
A classe média se expandiu e o ar-condicionado, por exemplo, deixou de ser algo que pertencia somente às pessoas de classe alta. Hoje em dia, são muitas as famílias que possuem esse aparelho. Falta agora uma conscientização para saber lidar com a nova capacidade de consumo.
O consumo de energia acabou “virando moda” no Brasil, como é o caso de ter ar-condicionado em cada cômodo da casa. A construção de prédios e cidades é feita com o uso de uma arquitetura que não está associada ao clima do país, que dependerá sempre de climatização. Isso gera uma demanda desnecessária de energia elétrica.
Jannuzzi destaca medidas positivas e negativas adotadas nos últimos anos, do ponto de vista da demanda da energia elétrica. Uma das medidas positivas foi a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de eletrodomésticos mais eficientes que, inclusive, acredita, poderia ter sido uma medida mais agressiva, implantada logo em dezembro de 2011. Também poderia ter sido incentivada a oferta de aparelhos ainda mais eficientes no mercado. As medidas menos eficazes seriam, por exemplo, incentivar o consumo, ao contrário do restante do mundo, e a redução de tarifas, que gerou problemas de sustentabilidade financeira para um setor “tão crítico”.
O Brasil tem capacidade para administrar melhor o seu sistema energético, afinal, o país conta com recursos, pessoas e inteligência suficiente para fazê-lo, basta aprender a fazer melhor uso desse sistema, bem como dos seus recursos financeiros. Segundo Januzzi, é necessário administrar a demanda por energia o tempo inteiro, não somente em tempos de crise, estimulando o racionamento de forma mais eficaz.
Pensando nisso, vem sendo desenvolvidos programas que incentivam o consumo consciente de energia no Brasil. Um exemplo é a melhora da capacidade de pagamento das contas pelos clientes, além do aumento do nível de consciência ambiental e energética para as questões ligadas ao desperdício de energia. Outro é a redução da demanda de ponta, com a postergação de investimentos nos sistema de geração, transmissão e distribuição; redução de perdas comerciais e técnicas, bem como o aumento da adimplência dos clientes beneficiados pelo programa.
Além do mais, com o aumento da conta de energia elétrica, é bem provável que a população diminua o consumo de energia, visto que essa ação necessária afetará (e muito) a parte financeira das famílias brasileiras.
Em relação ao custo do programa embutido na conta dos clientes, afirma-se que 1% da receita operacional líquida das concessionárias se destina ao programa e à Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), sendo que este percentual já é um encargo na tarifa de energia elétrica estabelecido por Lei Federal nº 9.991, de 24 de julho de 2000.
Seria necessária a criação de uma política de desenvolvimento tecnológico para garantir que os melhores equipamentos estejam no mercado, e ainda avaliar se os selos oferecidos são os mais adequados. As políticas fragmentadas falam em construir novas usinas, e isso é cada vez mais difícil, considerando-se a questão do reservatório, a climática e um incentivo ao consumo que poderia ser feito de outra maneira. O país deveria trabalhar melhor a questão do gasto de energia elétrica. Na mentalidade do brasileiro, quanto maior sua geladeira, maior o seu “status”, não se importando com a quantidade de energia que ela irá gastar. O perigo está em insistir na ausência do planejamento da demanda de eletricidade. Como o setor de energia é estratégico para o desenvolvimento do país, é preciso investir em planejamento hoje.

Projeções quanto ao futuro da energia elétrica no Brasil

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo de energia elétrica no país vai crescer 4,3%, em média, nos próximos dez anos. Os dados serão utilizados como subsídio para a formulação do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia de Longo Prazo (PNE). De acordo com as novas estimativas, o crescimento médio anual da demanda total de eletricidade (que inclui consumidores cativos, consumidores livres e autoprodutores) será 4,3% ao longo da próxima década, atingindo 781,7 terawatts-hora (TWh) em 2023, contra os atuais 514 TWh.
Para esse ano (2014), o crescimento do consumo será de 3,8%, com destaque para os setores comercial, com alta de 4,4%, e residencial, com crescimento de 4,1%. Essa taxa supera a do ano passado, quando o consumo de energia cresceu 3,5%, segundo dados preliminares apurados pela EPE. E para os próximos anos, essa taxa será, em média, 4,3% ao ano.
Ainda segundo a EPE, este ano, a indústria deve apresentar uma taxa de crescimento do consumo de eletricidade na rede de 3,4%, contra a alta de 0,6% registrada no ano passado.

 
Projeção do aumento do consumo de energia elétrica e a variação acumulada do PIB. Fonte: brazilenergy.com.br

Conclusão

O aumento do consumo humano de energia elétrica tem gerado o crescimento da demanda nesse setor, e a tendência é continuar com esse crescimento nos próximos anos. Isso vem causando grande preocupação mundial, pois o aumento da demanda energética fará com que as fontes atuais se esgotem mais rapidamente, mesmo as renováveis. Por isso da importância e urgência de descobrir novas e mais limpas fontes de energia.
        Em relação ao Brasil, o uso desnecessário e sem consciência de energia também vem sendo um desafio para o país, apesar de contar com fontes renováveis, principalmente a hidrelétrica. Um exemplo é quanto ao ar-condicionado, presente na maioria das residências brasileiras e que está sendo utilizado de forma inadequada, sem levar em conta fatores como os prejuízos financeiros à própria família, visto que a conta de luz está aumentando consideravelmente em decorrência disso.
        Segundo as pesquisas apresentadas no decorrer desse trabalho, a energia elétrica deve aumentar 15% nos próximos 10 anos. Isso mostra que o país precisa encontrar novas alternativas ou melhorar o desempenho das já existentes, caso contrário, é bem provável que aconteça uma crise energética.

Referências

http://www.biodieselbr.com/energia/alternativa/demanda-energia.htm