sexta-feira, 27 de março de 2015

Objetivos do Milênio para 2015

Em setembro de 2000, 189 nações firmaram um compromisso para combater a extrema pobreza e outros males da sociedade. Esta promessa acabou se concretizando nos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) que deverão ser alcançados até 2015. Em setembro de 2010, o mundo renovou o compromisso para acelerar o progresso em direção ao cumprimento desses objetivos.



1 – Erradicar a extrema pobreza e a fome

Brasil

O Brasil foi um dos países que mais contribuiu para o alcance global da meta A do ODM 1, reduzindo a pobreza extrema e a fome não apenas pela metade ou a um quarto, mas a menos de um sétimo do nível de 1990, passando de 25,5% para 3,5% em 2012. Isto significa que o país, considerando os indicadores escolhidos pela ONU para monitoramento do ODM 1, alcançou tanto as metas internacionais quanto as nacionais. Outro fator em que houve mudanças foi o analfabetismo na extrema pobreza. Em 1990, a chance de uma família liderada por um analfabeto estar em situação de pobreza extrema era 144 vezes maior que a de uma família liderada por alguém com curso superior. Essa razão diminuiu em 2012 e passou a ser de apenas 11:1.

Mundo

Pessoas em situação de pobreza extrema são aquelas que apresentam uma renda média de R$ 2,36 por dia, ou R$ 71,75 por mês. Segundo dados apresentados pelo Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2013, o mundo alcançou a meta de reduzir a pobreza extrema à metade do nível registrado em 1990 cinco anos antes do estipulado. Porém, ainda que a parcela da população mundial considerada extremamente pobre tenha passado de 47% para 22%, mais de 1,2 bilhão de pessoas continuam a viver nessa condição. A cada oito indivíduos, pelo menos um não tem acesso regular a quantidades suficientes de alimento para suprir suas necessidades energéticas. Além disso, mais de 100 milhões de crianças continuam em estado de desnutrição, enquanto 165 milhões são raquíticas.

2 – Atingir o ensino básico universal

Brasil

A busca pela universalização da educação primária no país tem focado na ampliação do acesso obrigatório. A percentagem de jovens de 15 a 24 anos com pelo menos seis anos completos de estudo passou de 59,9% em 1990, para 84% em 2012. Ou seja, a percentagem de jovens que não tiveram a oportunidade de completar um curso primário caiu para dois quintos do nível de 1990. Além disso, a desigualdade do acesso à escola pelas crianças de 7 a 14 anos foi superada graças às sucessivas políticas de universalização do ensino que reduziram radicalmente as restrições de oferta de serviços educacionais.

Mundo

A universalização da educação primária é uma meta que o mundo não alcançará até 2015. Segundo o Relatório de Desenvolvimento do Milênio 2013 da ONU, a garantia de que todos os meninos e meninas tenham oportunidade de terminar o ensino primário não será atingida, devido ao lento ritmo de expansão educacional e também por conta das significativas disparidades ainda existentes, principalmente em prejuízo das meninas e das crianças das zonas rurais. No entanto, mesmo com esse panorama, é possível apontar um progresso significativo desde 1990, tendo em vista que a percentagem de crianças que frequentam o ensino primário nos países em desenvolvimento passou de 80% para 90% em 2011. As taxas de alfabetização dos jovens, outro indicador destacado no Relatório, também melhoraram consideravelmente em todo o mundo, apresentando progressos na diminuição da desigualdade de gênero frente o acesso à educação.

3 – Igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

Brasil

O Brasil tem progredido com os indicadores do ODM 3, principalmente no acesso à educação. De 1990 a 2012, a escolarização dos homens no ensino médio aumentou mais do que a das mulheres, diminuindo a disparidade, já que a desvantagem pertencia a eles. Enquanto em 1990 havia 136 mulheres para cada 100 homens no ensino médio, em 2012 a proporção era de 125 para 100. Tal fato pode ser justificado pela melhoria do fluxo dos alunos no ensino fundamental (ver ODM 2) que, junto com o aumento da oferta de vagas no ensino médio, possibilitou que mais homens pudessem prosseguir com seus estudos. No entanto, a desvantagem masculina no ensino superior aumentou. Em 1990, para cada 100 homens frequentando escolas superiores, havia 126 mulheres e, em 2012, essa razão passou a ser de 100 para 136. Com relação à participação feminina no trabalho, no Brasil, a percentagem de mulheres em atividades fora da agricultura já era de 42,7% em 1992 e passou para 47,3% em 2012. Além disso, as mulheres chegam a representar 59,5% dos empregados no setor não agrícola com educação superior, ou seja, são maioria entre os profissionais que ocupam os melhores e mais bem remunerados postos de trabalho assalariados.

Mundo

Segundo o Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2013, o mundo estaria muito próximo de atingir a meta de eliminar as disparidades entre os sexos em todos os níveis educacionais até 2015. Todavia, enquanto em algumas regiões do mundo as mulheres estão sub-representadas, em outras, na América Latina em particular, são os homens que se apresentam em menor número. A participação feminina no mercado de trabalho e a representação política das mulheres também são metas que fazem parte dos ODM 3, embora a média global de mulheres no parlamento ainda seja de apenas 20%

4 – Reduzir a mortalidade na infância

Brasil

Segundo o Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM 2013, o Brasil já alcançou a meta de redução da mortalidade na infância, estando à frente de muitos países. O principal indicador da meta A é a taxa de mortalidade entre crianças menores de 5 anos, que expressa a frequência de óbitos nessa faixa etária para cada mil nascidos vivos. A taxa passou de 53,7 em 1990 para 17,7 óbitos por mil nascidos vivos em 2011 e, de acordo com as tendências atuais, é possível que em 2015 seja alcançado um resultado superior à meta estabelecida para este ODM. O Brasil também já atingiu a meta estabelecida em relação às mortes de crianças com menos de 1 ano de idade, passando de 47,1 para 15,3 óbitos por mil nascidos vivos, superando a meta de 15,7 óbitos estimada para 2015.

Mundo

De acordo com o Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2013, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a taxa mundial de mortalidade na infância caiu 47% em 22 anos. Entre 1990 e 2012, o índice passou de 90 para 48 mortes por mil nascidos vivos. Ainda que essa evolução signifique que 17 mil crianças deixaram de morrer a cada dia, muito ainda deve ser feito para atingir a meta global de 75% de redução na taxa. Só no ano de 2012, 6,6 milhões de crianças menores de 5 anos morreram ao redor do mundo por doenças evitáveis.

5 – Melhorar a saúde materna

Brasil

O desempenho do Brasil na redução da mortalidade materna foi melhor que as médias registradas nas nações em desenvolvimento e na América Latina, embora o país ainda enfrente grandes desafios para alcançar a meta A. De 1990 a 2011, a taxa de mortalidade materna brasileira caiu em 55%, passando de 141 para 64 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. O alcance da meta B, contudo, está muito próximo. Em 2011, 99% dos partos foram realizados em hospitais ou outros estabelecimentos de saúde, sendo que cerca de 90% das gestantes fizeram quatro ou mais consultas pré-natais. Para abarcar outras dimensões da saúde da mulher, o Brasil estipulou para si uma terceira meta: deter e inverter a tendência de crescimento da mortalidade por câncer de mama e colo de útero até 2015. O país já atingiu a meta em relação ao câncer de colo de útero, mas a mortalidade por câncer de mama tem avançado.

Mundo

O quinto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM 5) busca melhorar a saúde materna. De acordo com o Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2013, a despeito da redução ocorrida desde 1990, o mundo não alcançará a meta A até 2015. Nos países em desenvolvimento, a mortalidade materna caiu de 440 para 240 óbitos por 100 mil nascidos vivos, uma redução de 45% entre 1990 e 2010. Na América Latina, que apresenta uma situação consideravelmente melhor, o percentual de queda foi semelhante, passando de 130 para 72 óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos. A meta B também não será alcançada, pois a percentagem de partos atendidos por profissionais de saúde treinados – um dos seus principais indicadores – era de aproximadamente 66% no mundo em desenvolvimento em 2011, e apenas 51% das gestantes realizavam ao menos quatro consultas de pré-natal

6 – Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças

Brasil

No Brasil, a taxa de detecção de HIV/aids se estabilizou nos últimos dez anos, em torno de 20 por 100 mil habitantes diagnosticados por ano, e o coeficiente de mortalidade pela doença diminuiu. Os registros entre crianças menores de 5 anos também caíram consideravelmente entre 2001 e 2012, passando de 5 para 3,4 por 100 mil habitantes. A estabilidade da taxa de detecção em um contexto de crescente aumento da capacidade de diagnóstico sinaliza, ao mesmo tempo, a interrupção da propagação da doença e a redução da incidência, tal como exigido pela meta A do ODM 6.

Mundo

O Relatório ODM de 2013 considera que o mundo não conseguiu alcançar a meta B de universalizar até 2010 o tratamento de pacientes com HIV/aids. Em 2011, nos países em desenvolvimento, a terapia chegava a apenas 55% das pessoas que necessitavam. A ONU reconhece, no entanto, a expansão do acesso ao tratamento nos últimos anos e salienta que a universalização é possível, desde que haja disposição política para promovê-la. Os dados do Relatório também mostram que a meta A já foi alcançada. Nos países em desenvolvimento, de 2001 a 2011, o número de novas infecções anuais por HIV para cada 100 pessoas de 15 a 49 anos caiu de 0,09 para 0,06. Apesar da redução significativa da disseminação da doença, a ONU alerta para a infecção de 2,5 milhões de pessoas todos os anos.

7 – Garantir a sustentabilidade ambiental

Brasil

Com mais da metade do seu território coberto por florestas, o Brasil é um dos celeiros da biodiversidade mundial e tem contribuído para preservá-la, através da diminuição das taxas de desmatamento em todos os biomas nacionais, da Amazônia ao Pampa. O Brasil já cumpriu integralmente a meta C e, em 2012, as porcentagens de pessoas sem acesso à água e ao esgotamento sanitário já estavam abaixo da metade do nível de 1990. Ademais, a meta D do ODM 7 visa alcançar, até 2020, uma melhora significativa na vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de assentamentos precários. No Brasil, a população urbana em condições de moradia inadequada já caiu de 53,3% em 1992 para 36,6% em 2012.

Mundo

Segundo o Relatório ODM 2013, parte da meta C foi atingida cinco anos antes do prazo, com a população mundial sem acesso a água potável passando de 24% para 11% entre 1990 e 2010. Mais de 200 milhões de moradores de assentamentos precários ganharam acesso à água potável e ao esgotamento sanitário, ou passaram a viver em casas construídas com materiais duráveis ou com menor adensamento. Além disso, o Relatório também ressalta a redução de 98% do consumo de substâncias que destroem a camada de ozônio, embora também tenham sido registradas tendências preocupantes, como a superexploração dos estoques pesqueiros.

8 – Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento

Brasil

A diplomacia brasileira tem no multilateralismo comercial foco importante de trabalho, tanto na perspectiva de reforma do sistema internacional quanto na relevância que desempenha para impulsionar o desenvolvimento dos países mais pobres, visando ampliar os canais de participação das nações em desenvolvimento na reconfiguração da ordem econômica internacional. O Brasil vem participando ativamente, e de forma propositiva, para garantir o êxito da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), que tem como objetivo central tornar o sistema multilateral do comércio mais justo e equilibrado, de forma a contribuir para a promoção do desenvolvimento socioeconômico.

Mundo

A formação de uma parceria global para o desenvolvimento é o compromisso estabelecido no oitavo Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, voltado principalmente aos países com maior grau de desenvolvimento, históricos doadores no campo da cooperação internacional. Um dos principais indicadores – a relação entre a renda nacional bruta e o montante comprometido por eles com cooperação e assistência internacional – tem apresentado queda. De acordo com o Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2013, esse valor vem sendo reduzido desde 2010, quando representava 0,32%, passando para 0,29% em 2012. Entretanto, países como o Brasil, a Turquia e os Emirados Árabes Unidos têm aumentado significativamente suas iniciativas de assistência e cooperação internacional.

Fonte:






quinta-feira, 19 de março de 2015

Guerra do Vietnã: 30 anos depois

A história colonial e a independência

A região do atual Vietnã foi parte da Indochina, colônia francesa desde o final do século XVIII. O processo de descolonização processou-se após a Segunda Guerra Mundial, a partir de violenta luta envolvendo as tropas francesas e os guerrilheiros do Viet Minh (Liga para a Independência do Vietnã) ligada ao Partido Comunista, que por sua vez havia sido fundado em 1930 por Ho Chi Minh.

O movimento guerrilheiro travou suas primeiras lutas em 1941, durante a 2° Guerra contra o domínio japonês e manteve a luta contra a França quando essa, após a o final da Grande Guerra, tentou recuperar seu domínio a partir dos bombardeios promovidos sobre a região norte do Vietnã. De 1946 a 54 desenvolveu-se a Guerra da Indochina, onde os norte vietnamitas, liderados pelo Viet Minh e com o apoio da China, derrotaram os Franceses, obrigando Paris a aceitar a independência.

A Conferência de Genebra (1954) reconheceu a independência do Laos, Camboja, e do Vietnã, dividido em dois pelo paralelo 17: ao norte formou-se a República Democrática do Vietnã, pró soviética e ao sul formou-se a república do Vietnã, pró ocidental, determinando ainda que em 1956 realizar-se-ia um plebiscito para promover a unificação do país.

A Guerra e o seu estopim (1955-1964-1975)

Em 1955 o primeiro ministro Ngo Dinh Diem liderou um golpe militar que depôs a monarquia e organizou uma república ditatorial, que recebeu apoio norte americano, executando principalmente uma política repressiva, desdobramento da Doutrina Truman que preocupava-se em conter a expansão socialista.

A violenta política repressiva, associada aos gastos militares e a estagnação da economia fez com que surgissem os movimentos de oposição, destacando-se a Frente de Liberação Nacional e seu braço armado, o exército vietcong.

A força do movimento guerrilheiro contra o governo capitalista determinou a entrada dos EUA na guerra, enviando 10.000 conselheiros militares para o Vietnã do Sul. Em princípio a Guerra do Vietnã restringiu-se ao sul, no confronto entre os vietcongs e as tropas governamentais apoiadas pelos EUA. Somente em 1964, sob o pretexto de ataques à embarcações norte americanas no Golfo de Tonquim, é que os EUA passaram a bombardear a Vietnã do Norte, fazendo com que a guerra atingisse diretamente esse país, que até então ajudava os vietcongs no sul com alimentos e armas.
Um dos principais momentos da guerra ocorreu em 1968, quando tropas do norte e dos vietcongs desfecharam a Ofensiva do Tet, comandada pelo General Giap, alcançando Saigon (capital do sul) e outras cidades importantes, impondo importantes derrotas aos norte americanos.

Este fato fez com que o descontentamento nos EUA aumentasse, ocorrendo várias manifestações contra a participação na guerra. No entanto, o presidente Nixon em 1972 ampliou ainda mais o conflito ao bombardear região do Laos e Camboja, tentando destruir a Trilha de Ho Chi Minh, responsável pelo abastecimento dos vietcongs; além de retomar os intensos bombardeios sobre as cidades do norte, utilizando-se de armas químicas e bloquear os portos, tanto o norte como os guerrilheiros mantiveram-se em luta, desgastando o exército norte americano, forçando o governo a aceitar o Acordo de Paris.

A saída dos EUA da guerra em 1973, fez com que o conflito seguisse de forma localizada, envolvendo as forças de resistência do Vietnã do Sul, que mantiveram-se em luta até 1975, quando o governo de Saigon rendeu-se.






NÚMEROS DA GUERRA

Total de americanos participantes: 8.722.000
Número de americanos mortos: 58.193
Número de vietnamitas mortos: mais de 1 milhão


Foram jogadas sobre o Vietnã mais toneladas de bombas do que todas as lançadas durante a 2ª Guerra Mundial, além de experiências com armas químicas e bacteriológicas. Os Estados Unidos gastaram mais de 150 bilhões de dólares, destruíram cerca de 70% de todos os povoados do norte e inutilizaram mais de 10 milhões de hectares de terra.






VÍDEO QUE MOSTRA A FUGA DESESPERADA DOS AMERICANOS EM SAIGON (1975)


Muitos são os filmes de Hollywood interessantes sobre a Guerra do Vietnã, mas destaco Apocalypse Now e Platoon como os melhores, e que representam muito bem o caos vivido durante a guerra. 

DOCUMENTÁRIO DA DISCOVERY CHANNEL SOBRE A GUERRA DO VIETNÃ


NÚMEROS DO VIETNÃ ATUAL


Área: 331.689 km² (65.º)
Fronteira: República Popular da China, Laos e Camboja
População: 91.519.289 hab. (14.º)
PIB (nominal): US$ 187,848 bilhões
IDH (2013): 0,638 (121.º) – médio


Grandes manifestações no Brasil

No dia 15 de março de 2015, centenas de milhares de pessoas foram às ruas protestar. Várias foram as solicitações dos manifestantes, entre elas pedidos de combate à corrupção e muitos pregando a saída da presidente Dilma Rousseff do poder.


Em São Paulo, palco da maior manifestação, a PM calculou ter havido 1 milhão de pessoas na Av. Paulista; o Datafolha estimou os participantes em 210 mil.
Estimadas 40 mil pessoas protestaram em Brasília, e 15 mil no Rio Janeiro. Houve protestos também em diversas outras capitais, como Recife, Salvador, Fortaleza, Belém, Vitória, Curitiba e Porto Alegre.

À noite, os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) disseram, em entrevista coletiva em Brasília, que o governo tem disposição em "ouvir as vozes das ruas e está sempre aberto ao diálogo".

"Não há democracia sem tolerância; faz parte do ser democrático o respeito a quem pensa diferente e a busca de convergências", disse Cardozo, afirmando que o governo anunciará um pacote de medidas anticorrupção nos próximos dias e voltando a pedir um debate em torno de uma reforma política.

Junho de 2013

No primeiro semestre de 2013, uma série de manifestações populares ocorreu nas ruas de centenas de cidades brasileiras. Tendo inicialmente como foco de reivindicação a redução das tarifas do transporte coletivo, as manifestações ampliaram-se, ganhando um número imensamente maior de pessoas e também novas reivindicações. A violência policial aos atos também contribuiu para que mais pessoas fossem às ruas para garantir os direitos de livre manifestação.


Já no segundo semestre de 2013 tivemos importantes protestos e greves no país, especialmente a dos professores da rede municipal do Rio de Janeiro, que teve grande repercussão e apoio de outras manifestações em outros estados.

Em virtude da grande repercussão que essas manifestações alcançaram nas ruas e nos meios de comunicação de massa, é possível que elas sejam utilizadas como ponto de partida para avaliar o vestibulando, possivelmente testando seus conhecimentos em relação a outras grandes manifestações que ocorreram na história do Brasil. E isso pode ocorrer tanto nas provas de história quanto nas redações dos vestibulares e do Enem.

Fazendo uma retrospectiva histórica ainda mais profunda, podemos perceber na história brasileira que algumas manifestações conseguiram alcançar seus objetivos após reunirem milhares de pessoas.

Em 1992, grandes manifestações ocorreram nas ruas do Brasil pedindo o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Frente aos fortes indícios de corrupção em seu governo, a juventude conhecida pedia a saída do presidente, que havia sido o primeiro eleito por voto direto após o fim da ditadura civil-militar. Esses jovens ficaram conhecidos como “Caras Pintadas”, pelo fato de pintarem em seus rostos pequenas faixas com as cores da bandeira do Brasil. Após forte pressão popular, Collor pediu a renúncia do cargo, assumindo em seu lugar o vice-presidente Itamar Franco.


Quando não alcançaram os objetivos pretendidos, as manifestações proporcionaram um debate sobre a situação política do país e estimularam a participação política de um número maior de pessoas. Foi o caso da campanha pelas “Diretas Já!”, iniciada a partir de 1983. O objetivo do movimento era a provação de uma lei que possibilitasse a eleição direta para Presidente da República. O país ainda vivia os últimos anos da ditadura civil-militar, o que não impediu que milhares de pessoas saíssem às ruas para participar de comícios e exigir a abertura democrática, depois de anos de controle político por parte das Forças Armadas. Apesar da pressão, a lei não foi aprovada e o presidente posterior foi ainda eleito de forma indireta pelo Colégio Eleitoral. Apesar dessa derrota, um novo cenário político abriu-se ao país, com uma maior liberdade de participação política.


Na década de 1960, o conturbado contexto político também gerou manifestações nas ruas. Durante o governo de João Goulart, havia uma intensa polarização política no Brasil entre os que apoiavam seu mandato de presidente e os que lutavam por sua saída. O estopim para o fim de seu governo ocorreu no mês de março de 1964. Após a realização de um comício na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, onde aproximadamente 150 mil pessoas escutavam o presidente e seus apoiadores a defender as Reformas de Base, as forças políticas ligadas aos setores conservadores da sociedade iniciaram uma série de manifestações contra o presidente.

Essas manifestações eram denominadas como “Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade” e levaram às ruas centenas de milhares de pessoas que se opunham ao pretenso comunismo de João Goulart. Na verdade, elas opunham-se às reformas que poderiam ter subtraído parte do poder econômico das classes dominantes do país. Essas marchas foram o argumento necessário aos militares para derrubarem o presidente, afirmando ter apoio popular para isso. Esse é um exemplo de uma manifestação que contribuiu para que a participação política fosse restrita, abrindo caminho para uma ditadura militar.

Outras manifestações de rua ocorreram na história do Brasil em diversos momentos. Cabe ao vestibulando, caso seja um tema presente nas provas, conhecer o contexto e os motivos que levaram as pessoas às ruas, principalmente suas reivindicações, bem como os desdobramentos dessas ações na história do Brasil. Essas observações têm por objetivo auxiliar o vestibulando na interpretação dos textos que podem ser expostos nas questões e redações, mas cabe ao candidato um estudo do contexto histórico que motivou essas manifestações políticas e sociais.

VEJA A MANIFESTAÇÃO DE 2015 EM NÚMEROS


domingo, 15 de março de 2015

Venezuela: Parlamento autoriza Maduro a governar por decreto

Em forte crise desde 2012 devido à queda do valor do petróleo e problemas internos relacionados à queda de produção industrial e agropecuária, Maduro recebe autorização para governar por decreto. Este ato pode complicar a situação do governo perante à oposição das ruas e do próprio parlamento.


Finanças públicas
Receitas
116,3 mil milhões (2012)
Despesas
175,3 mil milhões (2012)


Nicolás Maduro: Decreto permite ao presidente do país latino a aprovar leis sem autorização do parlamento até o final de 2015

Caracas, 15/03/2015 - O legislativo venezuelano concedeu neste domingo ao presidente Nicolás Maduro poder de governar por decreto, para combater o que ele classifica como agressão dos Estados Unidos em meio à escalada das tensões com a administração de Barack Obama.

O poder de decreto, chamado de lei anti-imperialista, dá a Maduro a capacidade de aprovar leis sem autorização do parlamento até o final deste ano. Antes do final do prazo, o país realiza importantes eleições parlamentares.

Analistas acreditam que o Partido Socialista, do governo, sofrerá um revés nessas eleições. A Venezuela enfrenta uma séria crise econômica e isso vem afetando a popularidade de Maduro, levando o índice de aprovação ao seu governo para cerca de 20%, segundo pesquisas.

Menos de um mês atrás, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, foi preso sob acusação de conspirar contra o governo.

Muitos críticos de Maduro acreditam que o presidente usará os novos poderes para aumentar ainda mais a repressão contra opositores.

Mais informações sobre a VENEZUELA.






Fontes:






terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Comparativo de aumentos entre 2000 e 2015

Minha pesquisa não vislumbra concluir nada sozinha, simplesmente fiz levantamentos que julguei interessantes para que cada um tenha suas próprias conclusões que podem agora ir um pouco além do que tanto se fala que é aumento de combustíveis e salário mínimo...

Jonathan Kreutzfeld