quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Eleições 2014 - Conheça os candidatos e saiba as funções



Fiz um levantamento sobre sites que contribuem para que eleitores conheçam as funções e as características do cargos eletivos em 2014.

Seguem os links









Se você não sabe quais são as funções dos cargos eletivos em 2014 veja à seguir os cargos e suas funções.

No âmbito da União, há três cargos em disputa:

presidente nomeia os ministros que vão cuidar de assuntos estratégicos, como a Educação, cuida da relação do Brasil com outros países, movimentando a economia e divulgando a imagem do país no exterior. Além disso, ele faz as leis aprovadas no Congresso se transformarem em benefícios para a população.

senador fiscaliza o presidente, o vice e os ministros e ajuda a decidir sobre o Orçamento nacional e a utilização do dinheiro público. Ele elabora leis que trazem benefícios para os eleitores do seu Estado e toma decisões importantes sobre acordos internacionais.

deputado federal fiscaliza o presidente, o vice e os ministros e ajuda a elaborar o Orçamento. Ele propõe leis de interesse federal que se transformam em benefícios para a população.
Entre as principais competências da União no que se refere à Educação, estão:

·                     coordenar a política nacional de Educação
·                     prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios
·                     estabelecer competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio
·                     coletar, analisar e disseminar informações sobre a Educação
·                     assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no Ensino Fundamental, Médio e Superior

No âmbito estadual, há dois cargos em disputa:

governador é chefe do Poder Executivo no Estado, comanda a segurança e nomeia secretários. Ele faz as leis aprovadas na Assembléia se transformarem em benefício para a população e administra os investimentos regionais, garantindo que os municípios cresçam por igual.

deputado estadual fiscaliza o governador, o vice e os secretários e ajuda a elaborar o Orçamento estadual. Ele propõe leis de interesse estadual que se transformam em benefícios para a população.
Entre as principais competências do Estado no que se refere à Educação, estão:

·                     organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino
·                     definir com os Municípios formas de colaboração na oferta do Ensino Fundamental
·                     assegurar o Ensino Fundamental e oferecer, com prioridade, o Ensino Médio a todos
·                     assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual
·                     elaborar e executar políticas e planos educacionais de acordo com as diretrizes e planos nacionais de Educação, integrando e coordenando as ações com as dos seus municípios
·                     baixar normas complementares para o seu sistema de ensino

Jonathan Kreutzfeld

Fontes:






Maconha, Aborto, Maioridade Penal, União Homossexual

O Jornal El País fez um material sobre os temas mais polêmicos na América Latina. Por acaso, este é também um assunto bastante discutido nas campanhas e debates eleitorais de presidenciáveis no Brasil em 2014.

TEMAS POLÊMICOS NA AMÉRICA LATINA



Fonte: http://elpais.com/elpais/2014/05/28/media/1401297211_864457.html

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ebola: História e crise atual

O vírus

A infecção pelo vírus ebola causa uma febre hemorrágica, uma das doenças virais mais perigosas, frequentemente fatal, com índice de mortalidade de 50 a 90% dos casos.

Histórico

O Ebola foi descoberto em 1976 por uma equipe comandada por Guido van Der Groen, chefe do laboratório de Microbiologia do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica.

Desde a sua descoberta, diferentes estirpes do Ebola causaram epidemias com 50 a 90% de mortalidade na República Democrática do Congo, Gabão, Uganda e Sudão. A segunda epidemia ocorreu em 1979, quando 80% das vítimas morreram. Em maio de 1995, a cidade de Mesengo, a cento e cinquenta quilômetros de Kikwit, no Zaire, foi atingida pelo vírus, que matou mais de cem pessoas. Há suspeitas de casos no Congo e no Sudão. O primeiro desse tipo de vírus apareceu em 1967, foi o Marburg, a partir de células dos rins de macacos verdes de Uganda. Foi registrado um novo surto em julho de 2014 na África Ocidental nos países como Serra Leoa, Guiné e Guiné Equatorial. É a primeira vez que um surto aparece na África Ocidental - que esteve sempre na África Central.

Crise atual

Neste momento, a região oeste da África passa pela pior crise de ebola já registrada. O número de vítimas fatais pela epidemia de ebola que atinge a África ocidental superou os 1.500, informou nesta quinta-feira a OMS, enquanto os ministros da Saúde da região realizavam em Acra uma reunião urgente sobre esta doença.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o dia 26 de agosto 1.552 pessoas morreram das 3.069 que contraíram o ebola em quatro países da África ocidental.

A Libéria foi o país mais afetado, com um total de 1.378 casos registrados, e 694 mortos. Na Guiné, onde a epidemia começou no início de 2014, foram registrados 648 casos, com 430 falecimentos. Em Serra Leoa o balanço é de 1.026 casos com 422 mortos e na Nigéria seis pessoas morreram dos 17 casos registrados.

A OMS adverte que a epidemia avança de forma acelerada e teme que o vírus afete a médio prazo até 20.000 pessoas, mas espera deter o avanço da doença nos próximos três meses.

Mas, mais do que infectar e matar um número maior de pessoas, a atual epidemia é geograficamente mais abrangente. Casos já foram registrados em Guiné, Serra Leoa e Libéria. Algumas vítimas foram identificadas em Conakry (capital de Guiné) e em uma cidade a 64 quilômetros de Monrovia (capital da Libéria), e isso preocupa os especialistas porque as doenças se espalham mais rapidamente em áreas densamente povoadas.

Organizações de apoio estão criando clínicas de emergência e empregando centenas de profissionais de saúde de dentro e fora do país. “A epidemia está fora de controle”, afirmou o Dr. Bart Janssens, diretor de operações do programa Médicos Sem Fronteiras em um comunicado no início da semana.

A ebola é uma doença terrível em todos os sentidos – ela se dissemina rapidamente, é cruel e mortal. Trata-se de um tipo de febre hemorrágica que faz com que o sangue tente escapar do corpo. Por esse motivo, alguns dos sintomas são inchaço nos genitais, sangramento nas orelhas, nariz, olhos, boca e ânus e erupções cutâneas que contêm sangue. A transmissão do vírus ocorre através do suor, do sangue, da saliva e de fluidos sexuais.

Fontes:






Somos 202,7 milhões de brasileiros


"A população brasileira alcançou a marca de 202,7 milhões de habitantes em 2014, segundo estatística anual divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. O número é 0,86% maior que o registrado em 2013. De acordo com a pesquisa, o estado de São Paulo, com 44,0 milhões de habitantes, concentra 21,7% da população do país, seguido de Minas Gerais, com 10,2% da população e 20,7 milhões de habitantes e Rio de Janeiro, que concentra 8,1% dos habitantes do Brasil (16,5 milhões). O estado de Roraima é o menos populoso com 496,9 mil habitantes (0,2% da população total).

De acordo com o IBGE, os municípios brasileiros que apresentam o maior ritmo de crescimento são os de médio porte, que possuem entre 100 mil e 500 mil habitantes em 2014. De acordo com o instituto, "esses municípios em geral são importantes centros regionais em seus estados ou integrantes das principais regiões metropolitanas do país, e se configuram como áreas de atratividade migratória".

Já as 26 capitais e o Distrito Federal englobam sozinhas 48,3 milhões de habitantes, o que representa 23,8% da população brasileira. De acordo com a pesquisa, essa participação vem mantendo um ritmo de estabilidade. Em 2000, ela também era de 23,8%. "Isto é uma evidência de que o dinamismo populacional do Brasil está seguindo novas rotas, particularmente rumo ao interior do país e se manifestando nos municípios de porte médio", afirma o IBGE no relatório.

Por outro lado, a concentração populacional ainda é forte: 55,8% da população (113,2 milhões) estavam concentrados em 5,4% dos 5.570 municípios do país.

De acordo com a pesquisadora Leila Ervatti, da Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, os municípios médios que apresentaram maio crescimento, em geral, ou tem um influência econômica numa região ou estão muito próximos das capitais, inclusive nas regiões metropolitanas de algumas delas.

— Alguns municípios que receberam investimentos, com grandes obras — diz a pesquisadora, que cita Macaé, no Estado do Rio como exemplo.
Já a ocupação das capitais chegou a um ponto de saturação, de acordo com Leila, o que explica o crescimento estável dessas cidades.

— Em algumas, primeiro você tem uma saída da capital para municípios que estão no entorno. Depois, da própria região metropolitana, para o interior dos estados.

Entre os municípios, São Paulo continua sendo o mais populoso, com 11,9 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 6,5 milhões, e Salvador, com 2,9 milhões. O município menos populoso do Brasil é Serra da Saudade, em Minas Gerais, com 822 habitantes.

As estimativas populacionais municipais são usadas para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos e são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios."

Veja reportagem sobre o crescimento da população brasileira


Migrações internas

São Paulo - Cerca de 16% da população brasileira se deslocou pelo território nacional e vive hoje fora de seu estado de origem. São mais de 30 milhões de pessoas que em algum momento deixaram o local onde nasceram.

O Distrito Federal é a unidade da federação que mais abriga brasileiros "estrangeiros": 48,5% dos residentes na capital federal vieram de fora. Estados mais novos, como alguns da região Norte, também aparecem nas primeiras posições.

Já o Rio Grande do Sul parece ser o estado menos procurado por imigrantes, já que apenas 3,7% de sua população nasceu em outra UF.

Os dados são da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios 2012 (PNAD), divulgada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fontes:




Série: Crescimento dos BRICS - BRASIL

Autores: Flávio Vilela Vieira[1] & Michele Polline Veríssimo[2]


Brasil

Entre os países que compõem o BRIC, o Brasil é o que possui as menores taxas de crescimento do PIB observadas ao longo das últimas décadas (média de 1,7% nos nos 1990 e 3,1% entre 2000 e 2005).

A década de 1990, no Brasil, foi marcada pelas reformas liberalizantes – abertura comercial e financeira, desregulamentação dos mercados, privatizações, redução da atuação do Estado – e pela estabilização inflacionária alcançada através do Plano Real. Entretanto, para Carneiro (2002) e Sicsú (2007), a política econômica adotada com o Real alijou o crescimento econômico em nome do fortalecimento das instituições nacionais com o propósito de controlar a inflação e atrair investidores internacionais. Mesmo após a eleição do presidente Lula, a condução da política econômica manteve as linhas gerais do governo anterior (FHC), adaptando apenas alguns conceitos, relacionados à área social, aos princípios do Partido dos Trabalhadores.

Carneiro (2002) destaca uma conjugação de fatores internos e externos, que determinaram o baixo dinamismo da economia brasileira no período recente. A estratégia de “desenvolvimento” do Real foi baseada nos seguintes aspectos: i) a estabilidade de preços estimularia o investimento privado; ii) a abertura comercial, junto com o câmbio sobrevalorizado, disciplinaria os produtores domésticos, conduzindo a ganhos de eficiência; iii) as privatizações e o investimento estrangeiro removeriam gargalos de oferta na indústria e infraestrutura e iv) a liberalização cambial atrairia poupança externa para complementar o investimento doméstico e financiar o déficit em conta corrente.

O autor argumenta que, embora a estabilidade de preços tenha sido alcançada, a abertura comercial causou a deterioração do saldo comercial e o desequilíbrio do balanço de pagamentos, tornando a economia bastante dependente de recursos externos. A política de taxa de juros elevada e a concorrência com os produtos importados ocasionaram a quebra de muitas empresas nacionais e o aumento do nível de desemprego. A liberalização da conta de capital não resolveu o problema do financiamento de longo prazo, uma vez que a maioria dos fluxos de capitais que ingressaram no país, até meados da década de 1990, foi de curto prazo, em busca de ganhos rápidos e elevados. Mesmo após 1995, quando os fluxos de IDE passaram a ingressar mais fortemente na economia, tais fluxos não foram capazes de alavancar o crescimento, pois se dirigiram, principalmente, à compra de empresas privatizadas e, portanto, não
implicaram a criação de riqueza nova (investimento no setor produtivo) para a economia. A ausência de regulação dos fluxos de capitais implicou volatilidade do financiamento, vulnerabilidade da economia aos fluxos de curto prazo e restrições à autonomia da política econômica doméstica.

A mudança do papel do Estado também é relevante para explicar o baixo crescimento econômico brasileiro. Observa-se que o Estado, com a privatização das empresas estatais, deixou de atuar diretamente no desenvolvimento do setor produtivo, na criação de infraestrutura e no financiamento de setores específicos, como o fez no período de maior crescimento da economia (anos 1960 e 1970).

Atualmente, o Estado perdeu sua capacidade de coordenação e de indução do investimento. A preocupação básica passou a ser a redução do déficit público, agravado pelo elevado componente financeiro da dívida, por meio da obtenção de crescentes superávits primários, o que implica cortes de gastos públicos e redução de recursos para os projetos sociais e de investimentos (Carneiro, 2002; Sicsú, 2007).

A partir de 1999, a estratégia brasileira passou a ser fundamentada no tripé metas de inflação, metas fiscais e flexibilidade cambial. O objetivo principal do governo, no entanto, continua sendo a manutenção da estabilidade inflacionária baseada na obtenção de credibilidade e de reputação perante os mercados financeiros domésticos e internacionais (Sicsú, 2007). Para manter a inflação controlada, conforme a meta, as taxas de juros reais brasileiras foram mantidas em patamares elevados, acima dos 10% no período 1999-2005, dificultando a obtenção de crédito e a formação de expectativas de longo prazo pelos empresários, além de aumentar a dívida pública. Quanto ao regime cambial, verifica-se certa volatilidade da taxa de câmbio nominal, que aumenta em períodos de forte pressão cambial, além do fato de que o câmbio real efetivo deprecia ou aprecia em função do movimento dos fluxos cambiais. A partir de meados de 2004, verifica-se uma clara tendência de apreciação cambial (De Paula; Ferrari Filho, 2006).

De Paula e Ferrari Filho (2006) afirmam que, após 2002, o crescimento das exportações líquidas brasileiras implicou uma melhoria significativa dos indicadores de vulnerabilidade externa com a diminuição da relação dívida externa/exportações de 3,5 em 2002 para 2,1 em 2004. Adicionalmente, o peso da dívida de curto prazo no total da dívida externa, a existência de uma conta de capital aberta e as dúvidas quanto à trajetória futura da balança comercial devido à tendência de apreciação do câmbio indicam que o futuro da economia brasileira é ainda preocupante.

Sobre as tendências de crescimento da economia brasileira, Wilson e
Purushothaman (2003) argumentam que o processo de ajustamento da economia durante o Plano Real reduziu a taxa de investimento, o que contribuiu para a depreciação do estoque de capital, principalmente em infraestrutura, com consequências danosas sobre a produtividade da economia. Para quebrar a tendência de baixo crescimento brasileiro, sugere-se aprofundar as reformas estruturais, pois, comparados com a China, a economia é muito menos aberta, as
taxas de investimento e de poupança são muito baixas, e o endividamento interno e externo é substancialmente mais alto.

Sicsú (2007) enfatiza a ausência de mudança dos rumos da política econômica no governo Lula, que se mostra incapaz de criar um programa voltado para o crescimento e geração de empregos, sem perder de vista o objetivo de controle da inflação. O autor acredita que, para estimular o crescimento, o governo deveria criar uma ampla arquitetura que garanta a estabilidade de preços independentemente não só da taxa de juros mas também de uma política industrial de promoção de exportações e substituição de importações e de uma política cambial responsável para restringir transações financeiras especulativas. Tais fatores possibilitariam uma queda da taxa de juros nos próximos anos e uma redução da vulnerabilidade da economia a choques que possam se transformar em crises cambiais.



[1] Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Pesquisador do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais). Pós-Doutor – Bolsa Capes (University of Glasgow, UK).

[2] Professora do Instituto de Economia da UFU. Doutoranda em Economia (IE-UFU), Uberlândia, MG, Brasil.