quinta-feira, 18 de junho de 2015

ACAFE 2015 INVERNO - GEOGRAFIA

Questão 63

O geógrafo Milton Santos, ao refletir sobre a atual globalização, chama atenção para a produção de um discurso único sobre o mundo em que vivemos, denominado por ele de “o mundo tal como nos fazem vê-lo”. Com base na reflexão do autor, todas as alternativas exemplificam a perspectiva de mundo apontada, “o mundo tal como nos fazem vê-lo”, exceto a:

A= Na aldeia global vê-se a difusão instantânea de notícias, possibilitando que as pessoas tenham acesso ilimitado à informação e ao conhecimento crítico de questões cruciais de seu tempo.
B= Na dinâmica geopolítica mundial vê-se o fortalecimento do Estado para atender os reclamos das finanças e de outros grandes interesses internacionais.
C= Com o processo de globalização, em função do progresso científico e técnico que lhe é característico, é como se o mundo se houvesse tornado para todos, ao alcance da mão.
D= O encurtamento das distâncias possibilita um maior contato entre os povos, equacionando o problema das desigualdades locais.

GABARITO é B

Observação: O livro mencionado é “Por uma outra Globalização”, neste livro Milton Santos não afirma o que se diz em “D”. O mesmo afirma que o encurtamento existe, mas que não equaciona/resolve o problema das desigualdades locais, inclusive podendo ampliá-lo.


Sendo assim a alternativa “D” também poderia ser assinalada. Devendo assim a questão ser anulada.

Diversidade religiosa no Brasil - Censo 2010

Censo 2010: número de católicos cai e aumenta o de evangélicos, espíritas e sem religião

Os resultados do Censo Demográfico 2010 mostram o crescimento da diversidade dos grupos religiosos no Brasil. A proporção de católicos seguiu a tendência de redução observada nas duas décadas anteriores, embora tenha permanecido majoritária. Em paralelo, consolidou-se o crescimento da população evangélica, que passou de 15,4% em 2000 para 22,2% em 2010. Dos que se declararam evangélicos, 60,0% eram de origem pentecostal, 18,5%, evangélicos de missão e 21,8 %, evangélicos não determinados. A pesquisa indica também o aumento do total de espíritas, dos que se declararam sem religião, ainda que em ritmo inferior ao da década anterior, e do conjunto pertencente às outras religiosidades.Os dados de cor, sexo, faixa etária e grau de instruçãorevelam que os católicos romanos e o grupo dos sem religião são os que apresentaram percentagens mais elevadas de pessoas do sexo masculino. Os espíritas apresentaram os mais elevadosindicadores de educação e de rendimentos.
As mudanças, no entanto, não se restringem à composição religiosa da população brasileira. O Censo 2010 também registrou modificações nas características gerais da população, como, por exemplo, a aceleração do processo de envelhecimento populacional, a redução na taxa de fecundidade e a reestruturação da pirâmide etária. A investigação sobre cor ou raça revelou que mais da metade da população declarou-se parda ou preta, sendo que em 21 estados este percentual ficou acima da média nacional (50,7%). As maiores proporções estavam no Pará (76,8%), Bahia (76,3%) e Maranhão (76,2%). Apenas em Santa Catarina (84,0%), Rio Grande do Sul (83,2%), Paraná (70,3%) e São Paulo (63,9%) mais da metade da população havia se declarado branca em 2010.
Além disso, quase 46 milhões de brasileiros, cerca de 24% da população, declarou possuir pelo menos uma das deficiências investigadas (mental, motora, visual e auditiva), a maioria, mulheres. Entre os idosos, aproximadamente 68% declararam possuir alguma das deficiências. Pretos e amarelos foram os grupos em que se verificaram maiores proporções de deficientes (27,1% para ambos). Em todos os grupos de cor ou raça, havia mais mulheres com deficiência, especialmente entre os pretos (23,5% dos homens e 30,9% das mulheres, uma diferença de 7,4 pontos percentuais). Em 2010, o Censo registrou, ainda, que as desigualdades permanecem em relação aos deficientes, que têm taxas de escolarização menores que a população sem nenhuma das deficiências investigadas. O mesmo ocorreu em relação à ocupação e ao rendimento. Todos esses números referem-se à soma dos três graus de severidade das deficiências investigados (alguma dificuldade, grande dificuldade, não consegue de modo algum).
Estas e outras informações integram a publicação Censo Demográfico 2010: Características gerais da população, religião e pessoas com deficiência, que pode ser acessada pelo link
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_religiao_deficiencia/default_caracteristicas_religiao_deficiencia.shtm.

Em 30 anos, percentual de evangélicos passa de 6,6% para 22,2%

Os evangélicos foram o segmento religioso que mais cresceu no Brasil no período intercensitário. Em 2000, eles representavam 15,4% da população. Em 2010, chegaram a 22,2%, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de 26,2 milhões para 42,3 milhões). Em 1991, este percentual era de 9,0% e em 1980, 6,6%.
Já os católicos passaram de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010. Embora o perfil religioso da população brasileira mantenha, em 2010, a histórica maioria católica, esta religião vem perdendo adeptos desde o primeiro Censo, realizado em 1872. Até 1970, a proporção de católicos variou 7,9 pontos percentuais, reduzindo de 99,7%, em 1872, para 91,8%.
Esta redução no percentual de católicos ocorreu em todas as regiões, mantendo-se mais elevada no Nordeste (de 79,9% para 72,2% entre 2000 e 2010) e no Sul (de 77,4% para 70,1%). A maior redução ocorreu no Norte, de 71,3% para 60,6%, ao passo que os evangélicos, nessa região, aumentaram sua representatividade de 19,8% para 28,5%.
Entre os estados, o menor percentual de católicos foi encontrado no Rio de Janeiro, 45,8% em 2010. O maior percentual era no Piauí, 85,1%. Em relação aos evangélicos, a maior concentração estava em Rondônia (33,8%), e a menor no Piauí (9,7%).



8,0% dos brasileiros se declararam sem religião em 2010
Entre os espíritas, que passaram de 1,3% da população (2,3 milhões) em 2000 para 2,0% em 2010 (3,8 milhões), o aumento mais expressivo foi observado no Sudeste, cuja proporção passou de 2,0% para 3,1% entre 2000 e 2010, um aumento de mais de 1 milhão de pessoas (de 1,4 milhão em 2000 para 2,5 milhões em 2010). O estado com maior proporção de espíritas era o Rio de Janeiro (4,0%), seguido de São Paulo (3,3%), Minas Gerais (2,1%) e Espírito Santo (1,0%).
O Censo 2010 também registrou aumento entre a população que se declarou sem religião. Em 2000 eram quase 12,5 milhões (7,3%), ultrapassando os 15 milhões em 2010 (8,0%). Os adeptos da umbanda e do candomblé mantiveram-se em 0,3% em 2010.

Homens estão em maior proporção entre católicos e sem religião

Com proporções de 65,5% para homens e 63,8% para mulheres, os católicos são, junto com os sem religião (9,7% para homens e 6,4% para mulheres), os que apresentam mais declarantes do sexo masculino. Nos demais grupos, as mulheres eram maioria.
A proporção de católicos também foi maior entre as pessoas com mais de 40 anos, chegando a 75,2% no grupo com 80 anos ou mais. O mesmo se deu com os espíritas, cuja maior proporção estava no grupo entre 50 e 59 anos (3,1%). Já entre os evangélicos, os maiores percentuais foram verificados entre as crianças (25,8% na faixa de 5 a 9 anos) e adolescentes (25,4% no grupo de 10 a 14 anos).
No que tange ao recorte por cor ou raça, as proporções de católicos seguem uma distribuição aproximada à do conjunto da população: 48,8% deles se declaram brancos, 43,0%, pardos, 6,8%, pretos, 1,0%, amarelos e 0,3%, indígenas. Entre os espíritas, 68,7% eram brancos, percentual bem mais elevado que a participação deste grupo de cor ou raça no total da população (47,5%). Entre os evangélicos, a maior proporção era de pardos (45,7%). A maior representatividade de pretos foi verificada na umbanda e candomblé (21,1%). No grupo dos sem religião, a declaração de cor mais presente também foi parda (47,1%).

População espírita tem os melhores indicadores de educação

Os resultados do Censo 2010 indicam importante diferença dos espíritas para os demais grupos religiosos no que se refere ao nível de instrução. Este grupo religioso possui a maior proporção de pessoas com nível superior completo (31,5%) e as menores percentagens de indivíduos sem instrução (1,8%) e com ensino fundamental incompleto (15,0%). Já os católicos (6,8%), os sem religião (6,7%) e evangélicos pentecostais (6,2%) são os grupos com as maiores proporções de pessoas de 15 anos ou mais de idade sem instrução. Em relação ao ensino fundamental incompleto são também esses três grupos de religião que apresentam as maiores proporções (39,8%, 39,2% e 42,3%, respectivamente).
Os católicos e os sem religião foram os grupos que tiveram os maiores percentuais de pessoas de 15 anos ou mais de idade não alfabetizadas (10,6% e 9,4%, respectivamente). Entre a população católica é proporcionalmente elevada a participação dos idosos, entre os quais a proporção de analfabetos é maior. Por outro lado, apenas 1,4% dos espíritas não são alfabetizados.

Mais de 60% dos evangélicos pentecostais recebem até 1 salário mínimo

A comparação da distribuição das pessoas de 10 anos ou mais de idade por rendimento mensal domiciliar per capita revelou que 55,8% dos católicos estavam concentrados na faixa de até 1 salário mínimo. Mas são os evangélicos pentecostais o grupo com a maior proporção de pessoas nessa classe de rendimento (63,7%), seguidos dos sem religião (59,2%). No outro extremo, o das classes de rendimento acima de 5 salários mínimos, destaca-se o percentual observado para as pessoas que se declararam espíritas (19,7%).

Fonte:

http://censo2010.ibge.gov.br/pt/noticias-censo?id=3&idnoticia=2170&view=noticia

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-ibge-e-a-religiao-%E2%80%93-cristaos-sao-868-do-brasil-catolicos-caem-para-646-evangelicos-ja-sao-222/


Intolerância religiosa no Brasil

A religião é considerada um direito humano fundamental dos cidadãos. Existem cerca de 10 mil religiões espalhadas pelo mundo, com crenças, valores morais e éticos, leis religiosas e estilos de vida diferentes, que necessitam de respeito e tolerância. No entanto, não é o que vem acontecendo, nem mesmo em países com maiores liberdade religiosa, assim interferindo negativamente na convivência social.

A intolerância religiosa é um crime de ódio, que vem ferindo a dignidade humana. Além disso, problemas de intolerância são graves e atingem o mundo inteiro, o xenofobismo, o etnocentrismo, a homofobia e a perseguição religiosa são as consequências de tal questão.

Exemplo disso ocorre no Brasil, que apesar de ser um Estado Laico, ainda há um grande número de denúncias de preconceitos e de agressões por praticantes de religiões opostas. As maiores vítimas dessas perseguições são religiões de matrizes africanas, candomblé e umbanda, por exemplo. No entanto não é recente, pois foram perseguidos também no período da escravidão no Brasil.
Dessa forma, mediante os fatos expostos, observa-se que a ambiguidade se baseia no preconceito e na discriminação do outro. Para tentar amenizá-la seria necessário o cumprimento da Lei e do direito dos cidadãos e a conscientização da população pela a educação familiar e escolar, com projetos, campanhas midiáticas que visem o ensino do respeito à religião adversa.

A Constituição Federal brasileira garante liberdade de culto religioso. No entanto, não existem leis específicas de combate à intolerância religiosa, atos de agressão e vandalismo. Segundo o professor Wanderson Flor, da Faculdade de Educação, a intolerância religiosa é um dos fenômenos mais antigos da história da humanidade e praticamente todas as religiões sofrem do mal, principalmente as de matrizes africanas. “Você tem um cruzamento da intolerância religiosa com o racismo”, diz.

O problema acontece quando um indivíduo acredita que a crença dele é a verdadeira e a do outro é falsa. Mas não necessariamente esse agressor é moralmente um criminoso. É uma pessoa que acredita ajudar um indivíduo que professa uma “crença de satanás”. Ele tenta combater a crença do outro com o pretexto de salvá-lo, mas viola cultos e a privacidade alheia.

“Chefes de culto foram espancados, imagens quebradas, roupas queimadas. Houve historicamente e ainda há muita perseguição e ataques explícitos aos cultos de matrizes africanas”, argumenta o Doutor em Educação Jorge Manoel Adão. Para ele, o preconceito também vem da falta de conhecimento já que nas escolas não se ensina o respeito e a visão de mundo das variadas religiões.

Menina recebe pedrada e ofensas em saída de culto religioso

Com apenas 11 anos, K. conheceu a intolerância religiosa, domingo à noite (14/06/2015), de forma dolorosa. A menina, iniciada no Candomblé há quatro meses, seguia com parentes e irmãos de santo para um centro espiritualista na Vila da Penha, na Zona Norte, quando foi atingida na cabeça por uma pedra, atirada por grupo ainda não identificado. Segundo testemunhas, momentos antes, os agressores já haviam xingado os adeptos da religião de matriz africana.

"Eles gritaram: ‘Sai, satanás, queima! Vocês vão para o inferno'". Mas nós não demos importância. Logo depois, o pedregulho atingiu minha neta e, enquanto fomos socorrê-la, eles fugiram em um ônibus", contou a avó da menina, Kathia Coelho Maria Eduardo, de 53, conhecida na religião como Vó Kathi Funcibialá.

O caso foi registrado ontem na 38ª DP (Brás de Pina) como lesão corporal, no artigo 20 da lei 7.716 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de religião). A polícia tenta identificar os agressores através de câmeras da região.

K. chegou a desmaiar e, segundo parentes, teve dificuldades para lembrar de fatos recentes. "Ela foi atendida num hospital, mas está bem agora. Inclusive, foi até para a escola hoje. É muito estudiosa, mas, na hora, chegou a perder a memória. Que mundo é esse que estamos vivendo? Não se respeita nem criança?", questionou, ainda indignada, Yara Jambeiro, de 49 anos, também integrante do Barracão Inzo Ria Lembáum e uma das responsáveis pela educação religiosa de K.

Marcelo Dias, o Pai Yango, que é responsável por página em rede social com mais de 50 mil adeptos, divulgou o caso na internet. "É assombroso", comentou o líder religioso.

Jonathan Kreutzfeld

Fonte:





segunda-feira, 25 de maio de 2015

Migrações atuais na Europa e em SC

O que?

A chegada de barcos cheios de imigrantes pobres e desesperados à Europa pelo mar Mediterrâneo está exercendo uma enorme pressão sobre a União Europeia, que busca soluções para o fluxo crescente de pessoas.
Entre 2013 e 2014, milhares de pessoas se afogaram tentando chegar à Europa. Foram inúmeros os chamados para que a UE levasse a cabo uma ação coordenada para interceptar contrabandistas e lidar com os muitos imigrantes que tentam buscar asilo antes de chegar à terra.

Por que?

A agitação social que resultou da Primavera Árabe trouxe novas pressões migratórias sobre a Europa ao levar mais pessoas a arriscar suas vidas atravessando o Mediterrâneo em barcos lotados e em péssimo estado.
A sangrenta guerra civil na Síria também aumentou o número de sírios em busca de refúgio na Europa. Essa é a principal nacionalidade que está migrando ilegalmente à UE, superando afegãos e eritreus.
Os pontos de partida costumam ser no norte da África, provenientes do Egito e da Líbia e carregando pessoas de países em guerra ou pobreza extrema.
Em 2013, a Frontex detectou 40.304 imigrantes em situação irregular na rota do Mediterrâneo Central, aumento de 288% em relação a 2012. Esses números subiram em 2014, atingindo mais de 150 mil.
As guerras na Síria e no Iraque são claramente importantes catalisadores de migração para a Europa. Os vizinhos da Síria no Oriente Médio receberam cerca de 3 milhões de refugiados, enquanto milhões de pessoas foram deslocadas dentro do próprio território sírio.

Por outro lado, muitos migrantes continuam a fazer viagens perigosas a partir do Chifre da África, sendo muitas vezes tratados com violência por traficantes e enfrentando o calor do deserto e o conflito na Líbia, um país que se tornou o principal ponto de partida para a travessia do Mediterrâneo.
A guerra também afetou a Somália, e as autoridades italianas acreditam que muitos dos que pedem asilo têm razões genuínas para pedir asilo, já que fogem de perseguição.
No caso da Eritreia, muitos jovens estão fugindo do serviço militar obrigatório que alguns classificam como trabalho escravo. A Eritreia também enfrenta a repressão política, de acordo com relatórios de organizações de defesa dos direitos humanos.
Em geral, países instáveis politicamente, guerras, Estado Islâmico e pobreza extrema são os principais motivos de migrações.

Como a União Europeia está lidando com a imigração?

Durante anos, a UE teve problemas para harmonizar sua política de asilo. É algo complicado considerando que há 28 países membros, cada um com sua própria polícia e sistema de justiça.
Há novas regras estabelecidas pelo Sistema Europeu Comum de Asilo, mas uma coisa é ter regras e outra é colocá-las em prática em todo o bloco.
O Regulamento de Dublin engloba as principais regras para lidar com pedidos de asilo. Indica que a responsabilidade por examinar os pedidos recai principalmente sobre o Estado-Membro que desempenha o papel principal na chegada de quem pede asilo - em geral, o primeiro país da União Europeia que o migrante pisou, mas nem sempre. Em muitos casos, os migrantes chegam em um país ao sul mas querem se unir a familiares que estejam, por exemplo, no Reino Unido ou na Holanda.

Algumas reações quanto à vinda de estrangeiros para SC

Chegaram a Florianópolis (SC), no começo da madrugada desta segunda-feira 25/05/2015, os haitianos e senegaleses que se deslocam para o Sul do país desde quinta-feira. No entanto, a falta de informações do governo do Acre (AC), de onde partiram 88 estrangeiros em dois ônibus, provocou desencontros na viagem que tem como destino final a capital gaúcha.

FIESC - Haitianos e senegaleses em SC: "Imigrantes ocupam postos que são dispensados", diz representante da Fiesc — Isso acontece porque muitos dos imigrantes têm capacitação e até nível superior, mas a qualificação ainda precisa ser propiciada para eles ocuparem essas vagas disponíveis — acredita.

ÂNGELA ALBINO – "Nosso povo é filho de imigrantes e precisa ser generoso com o tema", diz Ângela Albino sobre estrangeiros em SC.

PELA INTERNET- Já pela internet, catarinenses têm demonstrado apreensão com a chegada de 88 imigrantes haitianos e senegaleses ao Estado. O principal temor apontado é relativo à possibilidade de perda de vagas no mercado de trabalho para os estrangeiros, que pode agravar a situação econômica em Santa Catarina.

Sobre o assunto, o Jornal Zero Hora de Porto Alegre fez um breve documentário intitulado:

INFERNO NA TERRA PROMETIDA


Fonte:






quinta-feira, 7 de maio de 2015

Tornado em Xanxerê

Na tarde do dia 20 de abril de 2015, a cidade de Xanxerê, com 47.679 habitantes localizada no oeste catarinense foi atingida por um tornado.

O tornado foi classificado como F2, quando os ventos superam os 210km/h. Uma estação meteorológica da cidade registrou ventos de 84 km/h porém essa estação fica distante das áreas mais atingidas.


Os estragos causados na região totalizaram até o momento 4 mortes, atingiram mais de 10 mil pessoas, desabrigando cerca de 4 mil. 

Xanxerê teve 78 casas destruídas e Ponte Serrada 24, sendo cinco totalmente e 19 parcialmente. Além disso muitas estruturas públicas também foram afetadas. 

Os investimentos previstos para restabelecer as casas e estruturas destruídas totalizam mais de 5,8 milhões de reais até o momento.

Tornados e o fenômeno de Xanxerê

Tornado é um funil que se forma entre a base da nuvem e o solo. Santa Catarina é uma das regiões do país mais favoráveis a formação de nuvens cumulonimbus, as que podem dar origem a tornados, conforme o Inmet. Com a incidência de frentes frias, fenômenos de chuva e não de frio, há mais chances do fenômeno.

De acordo com o órgão, pelos mapas meteorológicos, é possível ver que esta nuvem cumulonimbus cobria toda a região Oeste catarinense no horário do fenômeno. O tornado depende da climatologia e topografia.

Ainda segundo o meteorologista do Inmet, a formação do tornado é de difícil previsão. “Geralmente os radares só detectam o fenômeno quando ele acontece. É diferente de um furacão, por exemplo, que é possível prever onde e quando ele deve acontecer”, diz  Melo.


Jonathan Kreutzfeld

 VÍDEO DO TORNADO EM XANXERÊ

Fonte: