quinta-feira, 3 de abril de 2014

MINT, PPICS e CIVETS desbancam BRICS em crescimento econômico

Grandes emergentes podem perder destaque econômico

Depois dos Brics, chegam os MINT, os PPICS e os Civets, siglas criadas pelos economistas para identificar novos países entre eles México, Colômbia e Peru que podem ganhar destaque, desviando a atenção dos grandes emergentes, como China ou Brasil, que enfrentam problemas de desaquecimento econômico.

Atualmente existe uma série de sinais preocupantes procedentes de China e Brasil, e recentemente também foi apresentada a lista de neo-emergentes, os PPICS (Peru, Filipinas, Indonésia, Colômbia e Sri Lanka) pela seguradora Conface.

PPICS

Todos eles têm um forte potencial de crescimento superior a 4,0%, as economias diversificadas, não ficam dependentes exportar matérias-primas e têm sistemas financeiros capazes de suportar o crescimento e de absorver um grau de choques externos.


MINT

Economicamente, três deles – México, Indonésia e Nigéria – são grandes produtores de commodities (apenas a Turquia não é). Isso contrasta com os Brics, onde o Brasil e a Rússia são produtores de commodities, mas China e Índia não.

Em termos de riqueza, México e Turquia estão no mesmo patamar, com renda per capita anual de US$ 10 mil. Isso é superior aos US$ 3,5 mil da Indonésia e US$ 1,5 mil da Nigéria – que está no mesmo nível da Índia.

Todos estão abaixo da Rússia (US$ 14 mil) e do Brasil (US$ 11,3 mil), mas ainda assim na frente da China (US$ 6 mil).

Os grandes desafios se dão por conta de que a corrupção é um tópico comum nos quatro países, e eu tive diversas discussões interessantes em cada um dos lugares.




CIVETS

Um acrônimo dado aos países Colômbia, Indonésia, Vietnã, Egito, Turquia e África do Sul, que são previstos por alguns para estar entre os próximos mercados emergentes a aumentar rapidamente em importância econômica ao longo das próximas décadas.

Os aspectos positivos do grupo de países inclui CIVETS relativa estabilidade política (especialmente quando comparado com as gerações anteriores), populações jovens que com foco em educação e, em geral crescentes tendências econômicas. A exposição a estes países recentemente se tornou possível para o investidor de varejo

A Coface acrescenta à lista outros países considerados promissores, mas de risco maior, como Quênia, Tanzânia, Zâmbia, Bangladesh e Etiópia.

PODE SER QUE ALGUMAS SIGLAS NÃO “COLEM” NO ENTANTO É BOM FICAR DE OLHO NO CRESCIMENTO ECONÔMICO DOS NOVOS EMERGENTES.

Emergentes enfrentam desaquecimento

A lista de neo-emergentes é divulgada no momento em que os grandes emergentes enfrentam sérios problemas: a Rússia está em plena crise com a Ucrânia; o Brasil acaba de ter sua nota rebaixada pela Standard and Poor’s; e a China é afetada por uma série de incidentes de crédito (lista de obrigações no início de março, esboço de uma retirada em massa de bancos locais).

No entanto, a busca pelos neo-emergentes não é de hoje, e há anos eles coexistem com os tradicionais Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A prova é que o índice MSCI Emerging Markets, lançado em 1988 com 10 países, conta agora com 21.

A mesma sociedade de investimentos MSCI já criou um índice de países na fronteira para 26 emergentes do futuro, que vão da Argentina ao Sri Lanka, passando pela Nigéria.

O economista Jim O’Neill, que havia popularizado o termo Bric, retoma agora outra sigla, os Mint, grupo que inclui México, Indonésia, Nigéria e Turquia. Também há outro, criado pela The Economist Intelligence Unit, o Civets, reunindo Colômbia, Indonésia, Vietnã, Egito, Turquia e África do Sul.

Christopher Dembik, analista do Saxo Bank, destaca Peru, Colômbia e Indonésia no pelotão de frente.

– Talvez estejamos diante de países que crescerão de forma mais sustentável – prevê Dembik.

OBSERVE O MAPA ABAIXO QUE DEMONSTRA O CRESCIMENTO DO PIB EM TODOS OS PAÍSES DO MUNDO NO ANO DE 2013



SÓ PARA VER COMO PODEMOS SER ENGANADOS, O GOVERNO PUBLICA O MESMO MAPA SÓ QUE SEM MOSTRAR QUE MUITOS OUTROS PAÍSES CRESCERAM MAIS DO QUE O BRASIL EM 2013.


Jonathan Kreutzfeld

Fonte:







quarta-feira, 26 de março de 2014

Setor Primário da Economia na União Européia

Trabalho realizado na disciplina de Geografia pelos alunos Cristiano Abdala, Caroline Hoffmann, Fernanda Barma Leitzke, Iuri Luiz Lenzi e Jéssica Marcielly de Novaes

1.     INTRODUÇÃO

            A agricultura é o setor da economia que mais recebe verbas da União Europeia, com contribuições anuais de cerca de 47 bilhões de euros. Esse valor é repassado aos fazendeiros de acordo com o tamanho das suas propriedades, sem levar em conta o quanto foi produzido. E, cada vez mais, os agricultores investem em técnicas de produção mais eficazes, pois a competitividade move esse setor.
            Desde sempre a agricultura é extremamente importante para a União Europeia, principalmente depois do Tratado de Roma (1957). Este foi o responsável por instituir a Comunidade Econômica Europeia (CEE) que, por sua vez, criou a PAC (Política Agrícola Comum) em 1962, cuja finalidade era aumentar o padrão de vida dos agricultores e a produção agrícola da Comunidade.
            O objetivo deste trabalho é fornecer informações, conceitos e curiosidades sobre o setor primário, isto é, a agricultura, na União Europeia. Pretende-se, dessa maneira, apresentar o assunto de uma forma direta e sintética, para que possam ser de grande valia para o estudo do tema em questão.
            No decorrer do presente trabalho, serão encontradas informações e demais curiosidades em relação à agricultura no bloco econômico da União Europeia, com um leve destaque em alguns dos seus países membros. Este trabalho também contém uma breve introdução ao tema, explicando sobre o Tratado de Roma e a PAC, a fim de melhor esclarecer os conceitos que serão apresentados ao longo do trabalho.
            As pesquisas foram realizadas em sites da internet.

2.     TRATADO DE ROMA

            O Tratado de Roma foi assinado em 25 de março de 1957 por seis países: Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo. Estes formaram então a CEE (Comunidade Econômica Europeia), que pretende a integração econômica desses países, por meio da instituição de um mercado comum e da união aduaneira (alfandegária); e a EURATOM (Comunidade Europeia da Energia Atômica), com a finalidade de promover a cooperação no crescimento e aplicação da energia nuclear, melhorando o padrão de vida dos países integrantes.
            Com a assinatura do tratado, almejava-se "uma união cada vez mais estreita entre os povos europeus (...) mediante uma ação comum, o progresso econômico e social dos seus países, eliminando as barreiras que dividem a Europa" (Preâmbulo do Tratado de Roma). Com o passar dos anos, ocorrem grandes avanços econômicos e tem-se a perspectiva de colaboração em outros departamentos.
            Em 1973, a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido aderem ao tratado, bem como, em 1981, o faz a Grécia. Em 1986, Espanha e Portugal também se tornam membros e, nesse meio tempo, o tratado é revisado e atualizado pela primeira vez com o Ato Único Europeu, que visa alcançar a União Europeia, expandindo seus campos de atuação. Entra em vigor no ano seguinte, prometendo, entre outras coisas, minimizar as diferenças econômicas e sociais dos países membros e criar um mercado comum onde pessoas, mercadorias, dinheiro e serviços pudessem circular livremente.
Em 1995, também entram a Áustria, a Finlândia e a Suécia.

3.     A CRIAÇÃO DA PAC

Em 1962, foi fundada a PAC (Política Agrícola Comum), uma forma de os governos europeus resguardarem seus agricultores da concorrência exterior, visando à manutenção da renda e do emprego para o agricultor, a fim de obter uma estabilidade nos preços dos alimentos.
O apoio à agropecuária leva a Europa a tornar-se praticamente autossuficiente nos principais produtos alimentares, mas não resolveu problemas de disparidade entre países e regiões do continente.
Na década de 1990, o programa começou a ser questionado, tanto dentro da UE por aqueles que consideravam os custos muito altos (45000 milhões de dólares anuais), além de críticas internacionais, como por parte da Organização Mundial do Comércio (OMC) e dos EUA, que pressionam cada vez mais o fim do protecionismo agrícola, uma vez que bloqueava a entrada de produtos estrangeiros no continente europeu.
A perspectiva de diminuição de subsídios tem sido motivo de protestos em toda a Europa, especialmente na França, maior produtor agrícola do ocidente da Europa, e onde existem o maior números de agricultores beneficiados pela PAC.

4.     PAC – DEFINIÇÃO, OBJETIVOS E PRINCÍPIOS

            A PAC é uma das políticas mais importantes da União Europeia e consiste em um “sistema de subsídios à agricultura e programas de desenvolvimento em áreas afins”, regulando a produção, troca e verificação dos produtos agrícolas do bloco.
            A importância da PAC não se restringe apenas ao fato de que cerca de 44% do orçamento comunitário é destinado à agricultura (o que equivale a 43 000 milhões de euros, segundo estimativa de 2005), mas também ao grande número de pessoas e a vasta extensão na qual ela se aplica.
Alguns princípios fazem parte da Política Agrícola Comum, dentre os quais estão “a criação de um grande mercado único dentro do qual se possa importar e exportar produtos agrícolas livremente, preferindo os produtos produzidos dentro das fronteiras da U.E., e o financiamento comunitário da Política Agrícola Comum”.
            
Seus principais objetivos são:
  •   Assegurar o abastecimento regular de alimentos, fornecendo preços justos por eles;
  •          Estabilizar o mercado;
  •       Potencializar a produtividade da agricultura, promovendo o avanço técnico e o uso de mão de obra, bem como de outros meios de produção;
  •    Garantir um aumento do rendimento pessoal dos agricultores, condizente com as suas funções.


Porém, mesmo tendo conquistado seus objetivos, tudo isso passou a estimular a produção de excedente, principalmente de cereais, carne bovina e leite, o que resultou em uma diminuição substancial da rentabilidade dos agricultores. Desse modo, foi preciso realizar uma revisão da PAC, a fim de reduzir os excedentes e regular os preços com os consumidores. Essa revisão se deu em 1992.


5.     O SETOR PRIMÁRIO DA ECONOMIA EUROPEIA

A Europa foi a primeira região do mundo a desenvolver uma economia moderna, baseada numa forma comercial de agricultura e indústria, é considerada hoje um dos polos econômicos mais importantes e atuantes.
Anteriormente ao colapso da hegemonia soviética, no leste europeu, ente 1989 e 1990, os governos mantiveram as economias planeadas. Posteriormente, os países assistiram a introdução de mecanismos de mercado em suas economias, o que originou a produção dos bens de consumo e de serviços.
O setor primário na Europa caracteriza-se, substancialmente, pela agricultura e pela pecuária, munidas de diferencias, tais como o desenvolvimento técnico e a intensa mecanização de seus processos.
A produção varia no continente de acordo com as condições ambientais, climáticas e de relevo, onde cada país se destaca em determinados produtos agropecuários.
Na planície do Norte da Europa e na Europa Ocidental predomina a economia de mercado. Os países do Sul e do Leste Europeu encontram-se consideravelmente menos desenvolvidos.
O sul do continente dispõe de mais horas de sol no ano, sendo o setor evidenciado pelo cultivo de frutas e hortaliças, além dos azeites, vegetais e dos vinhos.
Os nórdicos são maiores produtores de cereais e leite. Nestes países, a pecuária bovina e suína é desenvolvida de maneira intensiva e atende a demanda de carne e leite de sua população; são dominantes as culturas de aveia, cevada, vegetais, batatas e as flores.
           
6.     ASPECTOS AGRÍCOLAS

 A região de solos negros da Ucrânia, conhecida como (tchernoziom), é uma grande produtora de trigo, talvez o cereal mais importante do continente. Outros países que também se destacam na produção de trigo, são ItáliaFrançaAlemanha e Rússia.
O centeio substitui o trigo (das áreas de clima temperado) nas regiões mais frias, já que os dois tem similar importância na produção de pão.
A aveia é produzida principalmente para a alimentação do gado, recebendo, por isso, o nome de “forrageira”.
A cevada é uma matéria-prima na produção de cerveja, produto que se destaca em consumo e produção artesanal em vários países europeus. Os maiores produtores desses cereais são: Alemanha, França, Espanha, Polônia e Reino Unido.
Outro produto importante na agricultura europeia é a batata, onde os principais produtores são: Alemanha, França, Países Baixos, Reino Unido e Rússia.
Nas regiões mediterrâneas, como Portugal, Espanha, França e Itália, se sobressaem no cultivo da oliveira, tanto para a produção de azeite, quanto das azeitonas. Os produtos desses países possuem renome mundial quanto à qualidade e aos métodos muitas vezes artesanais de fabricação. Mais um produto que merece destaque especial, com relação a esses países, é o cultivo da videira, destinada a produção de vinhos. Alguns só podem ser fabricados nessas regiões devido a condições especiais de clima e solo. É importante resaltar que tais aspectos geográficos atribuem aos países da Europa mediterrânea condições especiais de mercado.
A agricultura mais científica da Europa encontra-se na região ocidental. Grande parte do continente também é relativamente pobre em minerais, exceto o carvão, o petróleo, o gás natural e o ferro, além do chumbo e do zinco, entretanto, o solo é sujeitado a técnicas que lhe permitem adubação e técnicas modernas de irrigação, o que os deixa com elevada produtividade e qualidade.
O volume de colheitas na Europa ainda é, em comparativo, muito menor do que na América do Norte, Ásia e America do Sul, sendo deficiente em relação ao cultivo de milho, arroz e aveia. Por outro lado, possui uma diversidade grande com relação às frutas, como maçã e pera nas zonas temperadas e úmidas; as frutas cítricas na região mediterrânea; e as videiras, devido à alta produção em razão do clima propício, além das azeitonas, destinadas à exportação.
Ouro problema agrícola do continente é a falta de autonomia em cereais para a forragem, as gorduras vegetais, e os produtos tropicais. Não tendo condições geográficas para a produção de tais matérias-primas, os governos de países europeus subvencionam o cultivo de certos produtos, causando imensos desequilíbrios sociais nos países produtores, sobretudo nos de economia emergente e de terceiro mundo.

7.     ASPECTOS AGROPECUÁRIOS

Assim como a agricultura, a pecuária na Europa fornece grande variedade de produtos, tais como a carne, o queijo e a manteiga.
A pecuária é considerada prática, com características intensivas, onde o gado, por exemplo, recebe cuidados técnicos e comida balanceada a fim de proporcionar mais rendimento.
O rebanho mais abundante é o de bovinos, principalmente na Rússia, na Ucrânia, na Alemanha, na França, na Grã-Bretanha e na Polônia.
Apesar de não possuir um rebanho numeroso, a criação de gado leiteiro tem destaque na DinamarcaSuíça e Países Baixos. Neste último, por exemplo, a produção do rebanho é superior a 5 mil litros de leite por vaca ao ano, sendo cerca de 75% da produção de industrializados no país.
Além dos bovinos, também há criação de suínos e ovinos, mesmo em menor escala. Na suinocultura, a Alemanha se sobressai como principal criadora, onde o animal é destinado a produção de carne para o próprio país e para exportação dentro da Europa. No entanto, a produção não supre as necessidades de todo o continente, sendo necessária a importação de carne suína.
Uma característica interessante da Europa são os subsídios concedidos pelos governos aos agricultores, tais como empréstimos com baixos juros e pagamentos a longo prazo.


A agricultura e a pecuária para o comércio ocupam a maior parte do território europeu, como observado na figura acima. Fonte: http://aeuropa.no.comunidades.net/index.php?pagina=1688422174

8.     PESCA E RECURSOS MARÍTIMOS

A pesca é um recurso bastante desenvolvido na Europa, sobretudo nos países setentrionais, como Noruega, Finlândia, Suécia e Islândia, que utilizam modernos equipamentos pesqueiros.
As principais espécies são o bacalhau, o arenque e o salmão, além do atum, da sardinha, da cavala, dos crustáceos e dos moluscos. A pesca nestas regiões é favorecida pela corrente do Golfo (Gulf Stream), que carrega uma grande quantidade de plâncton e, consequentemente, é responsável pela grande quantidade de cardumes.
A pesca tem também grande importância em Portugal, na Rússia, na Dinamarca e na Espanha
9.     AGRICULTURA EM ALGUNS PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA

9.1 NA ROMÊNIA

            A Romênia é um dos países que fazem parte da União Europeia e, segundo vários jornais europeus, é conhecida como o “novo El Dorado agrícola”. As suas terras, que são as mais estimadas do bloco, devido à ótima qualidade, além dos preços atraentes e a possibilidade de ganhos, vêm chamando os investidores estrangeiros para o país, principalmente no setor da agricultura orgânica.
            Inicialmente, por não ser uma prática tradicional e devido à baixa renda e pouca informação das pessoas a cerca de nutrição, acreditava-se que o mercado de produtos orgânicos na Romênia não seria capaz de se equiparar ao da Europa Ocidental, porém, com o aumento da demanda nesse setor, os agricultores locais estão investindo cada vez mais em produtos orgânicos, que podem custar até três vezes mais do que os convencionais. Mel, vinho e cereais são os principais produtos produzidos.
            Anualmente, a agricultura orgânica local cresce cerca de 23%, de acordo com o Ministério da Agricultura. Além disso, nos últimos dez anos, a extensão das terras aumentou em quinze vezes, o que equivale a 260 mil hectares e quase 2% da produção agrícola total.
            Dois dos principais objetivos do incentivo à agricultura biológica são os avanços nas exportações e a criação de marcas nacionais de produtos orgânicos. Nesse quesito, o mel orgânico é um dos produtos que melhor se favorecerá, pois ele é exportado a granel para a Alemanha e, de lá, é revendido por marcas alemãs a um preço muito mais alto.
Em 2010, o número de exportações de produtos orgânicos em geral chegou a 150 milhões de euros, enquanto que as importações chegaram a 35 milhões de euros, o que ainda é um valor um tanto alto, porém é justificado por a Romênia ser um país que, por enquanto, quase só produz matéria-prima para a agricultura orgânica.

9.2 NA DINAMARCA

A produção agrícola na Dinamarca é extremamente desenvolvida e excede as necessidades locais; dois terços dessa produção são exportados (principalmente para os países da União Europeia), o que faz do país um dos maiores exportadores de alimentos. Outros parceiros comerciais importantes são os Estados Unidos e a Noruega.

62% do território dinamarquês é área de cultivo, dos quais 52,6% correspondem à produção de cereais. Os lucros também são muito altos: 74,3 quintais por hectare para o trigo de inverno e 53,6 para a cevada, porém, a maior parte dos grãos é destinada a alimentação dos animais. O cultivo de hortaliças, principalmente cenouras, e frutas vêm se tornando cada vez mais desenvolvida a fim de suprir as necessidades de um padrão de vida mais. 70% da produção total de frutas é representada somente pela produção de maçãs.
Apesar disso, o leite é o principal recurso; “a produção conserva 4,742 milhões de toneladas, uma média de 6.231 quilogramas por animal. Este leite é captado por cooperativas leiteiras, que abastecem as cidades”.

9.3 NA IRLANDA

Na Irlanda, a agricultura divide-se em uma agricultura extensiva e amplamente subsidiada no Oeste e Centro-Oeste, e uma agricultura mais competitiva e particularizada no Sul, estimulada pelo movimento cooperativo e pelas organizações agrícolas.
Segundo estimativa de 2005, somente 17,6% do território irlandês é representado por áreas cultivadas, situadas, principalmente, no Sul e no Leste do país. São produzidos, principalmente, aveia, batata, cevada e trigo.
Por conta do sucessivo êxodo rural, do envelhecimento da mão de obra agrícola e da mecanização, o número de trabalhadores no campo vem diminuindo ao longo dos anos. Em 2001, era de 7%; em 2005, passou para 5,9%. Todavia, o setor agro alimentar ainda é de grande importância para a economia nacional. 

9.4 NA FRANÇA

            “A França é líder do setor agrícola europeu” e se sobressai no cultivo da beterraba-açucareira, cereais, frutas, laticínios, produtos vinícolas e vegetais, sendo que 3/5 das suas terras são aráveis. Em função da sua grande área de florestas (cerca de 90 000 quilômetros quadrados), a silvicultura (cultivo de árvores florestais) também representa uma parte importante da economia francesa.

9.5 NA ESPANHA

       
     Devido às condições do clima e à enorme diversidade de solos, há diversas possibilidades de cultivo na Espanha. Nas regiões de Andaluzia, Aragão e Castela, por serem mais secas, propiciam o cultivo da cevada, do milho (produzido com irrigação artificial) e do trigo. Na Galícia e no litoral cantábrico, as condições são favoráveis ao cultivo do milho. A Espanha é autossuficiente na produção de cereais e é, também, uma das mais importantes produtoras de azeite de oliva de alta qualidade.

         O cultivo de algodão, beterraba-açucareira, cânhamo, fumo e frutas, em especial, as cítricas, também tem destaque na economia espanhola.
            Em relação à pesca, a Espanha é uma das maiores produtoras de peixe do mundo, porém ainda precisa importar pescado, já que este é um ingrediente fundamental na alimentação dos espanhóis.
            Quanto à produção de madeira, pode-se dizer que, somente em alguns lugares é possível encontrar madeira de qualidade, como no litoral e na parte úmida do norte da península. As plantações de eucalipto e pinho, que são utilizadas na indústria do papel, estão no lugar dos carvalhos, castanheiras e faias que, anteriormente, cobriam o bosque atlântico europeu.

9.6  EM PORTUGAL

         Portugal destaca-se na produção de trigo, cevada milho e arroz, mas seus grandes produtores se dedicam principalmente às uvas, para a produção de vinho, às azeitonas e aos tomates.
            Portugal é um dos maiores exportadores mundiais de polpa de tomate e de vinho, cujas receitas ajudam a financiar a importação de trigo e carne, cujas demandas são maiores que a produção no país.
            Mais de um terço do território português, entretanto, é coberto por florestas, e a maior parte dessas áreas montanhosas é destinada à silvicultura e à produção de materiais como a cortiça, as resinas, as madeiras de pinho, e eucalipto, cujos valores de mercado vêm crescendo numa constante.
        
    A extensa faixa costeira de Portugal, também lhe dá abundância em peixes, como as sardinhas, anchovas e atuns, próximos da costa, e o bacalhau do Atlântico Norte, contribuem para o abastecimento alimentar do país. A indústria pesqueira portuguesa se mantém próspera há anos, o que faz com que seus produtos hoje sejam exportados para todo o mundo.

9.7 NA INGLATERRA

            A Inglaterra possui uma agricultura altamente mecanizada e, consequentemente, muito eficiente, mesmo para os padrões europeus, também sendo ativa no setor primário com a pesca, a pecuária e a silvicultura.
            O país chega a produzir cerca de 60% dos alimentos consumidos internamente, e isso tudo com cerca de 2% de força de trabalho, contribuindo com 2% do PIB nacional.
            Cerca de dois terços de sua produção é em razão do gado, cabendo o restante a agricultura. Nesta última, os produtos com maior expressividade são o trigo, a cevada, a aveia, as batatas e a beterraba. Na pecuária, destaca-se alem do gado, os ovinos e a avicultura.
            A produção agrícola da Inglaterra é a segunda maior da Europa, perdendo apenas para a França, entretanto, vale resaltar que a agricultura é subsidiada pela PAC nos dois países.

9.8 NA ITÁLIA

          Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, mais especificamente nos anos de fascismo, a Itália era um país agrário, que empregava mais de 50% da força de trabalho do país na agricultura.
         Foi a ascensão do fascismo que promoveu a industrialização do país. Em 1953, ou seja, oito anos após o fim da guerra, apenas 30% da força de trabalho era agrícola.
          Atualmente, essa faixa é de 9,5%, o que em números reais seriam, aproximadamente, um milhão de pessoas que trabalham nas fazendas.
         Uma geografia acidentada e com pouco terreno propício à agricultura ou à pecuária, em relação à produção do país, faz com que a Itália seja uma importante produtora de alimentos. Cerca de 40% da Itália é cultivável.
       A maior parte da área agrícola é dividida em pequenas fazendas, de cerca de cinco hectares, onde os próprios donos acabam trabalhando na terra.
         Os agricultores do norte do país conseguem se sustentar muito bem, inclusive conseguindo angariar fundos para melhorias como a mecanização em suas fazendas e, assim, compensar a falta de mão de obra. O norte da Itália produz, em suma, arroz, soja e carne.
         Já os agricultores do sul são bem mais pobres, pois lá é onde se localizam a maior parte dos latifúndios do país, e essas fazendas utilizam principalmente mão de obra humana, algumas vezes, mal remunerada. Nessa parte do país são produzidos óleos, frutas, vinho e trigo.
        O país também possui uma quantidade expressiva de bovinos e ovinos, além de aviários, mas a quantidade de carne produzida pela pecuária italiana não atende a sua população, sendo assim, a carne é importada de outros países, principalmente da Argentina.
       

 A pesca e a madeireira também se fazem presente, empregando, aproximadamente, 150 mil pessoas.

            No total, a Itália emprega no setor primário, 1,18 milhão de pessoas, e o setor primário é responsável por 3% do PIB do país.


9.9 NA ALEMANHA

            O setor primário da Alemanha ocupava cerca de 35% da força de trabalho do país, e 1,1% do PIB, segundo dados do início de 2000. A agricultura alemã não garante a autossuficiência do país, que é obrigado a importar quase um terço de seus produtos.
            Cerca de 35% da terra é cultivada, sendo a mecanização e os rendimentos de nível muito elevado. Na pecuária, o gado mais expressivo é o suíno, com 26,5 milhões de cabeças em 2004, deixando o país em quarto lugar no mundo na produção de porcos. A produção de bovinos vem diminuindo gradativamente ao longo dos anos.

            Na agricultura, por outro lado, o açúcar de beterraba, a batata, e os cereais como o trigo e o centeio, deixam a Germânia sempre entre os dez maiores produtores das respectivas variedades. O país também teve uma produção expressiva de vinho.




10.  CONCLUSÃO

            Como explicado no decorrer do presente trabalho, o setor primário da economia na União Europeia é de extrema importância para o país, visto que, com o uso de tecnologias avançadas e eficientes práticas agrícolas, o bloco consegue destaque não somente entre seus países membros, como também ao redor do globo. Sendo assim, é considerado, atualmente, um dos polos econômicos mais ativos e importantes.
            Tanto a agricultura quanto a pecuária fornecem uma enorme variedade de alimentos para suprir as necessidades da sua população e, quando isso não é suficiente, naturalmente, é preciso importá-los. A fim de incentivar cada vez mais a produção agrícola, em 1962, criou-se uma Política Agrícola Comum, baseada em princípios que pretendiam tornar a Europa autossuficiente nos principais produtos alimentares, o que foi de extrema importância para a economia do bloco, mesmo tendo passado por algumas reformas ao longo dos anos e sendo razão, inclusive, para protestos.
            Em razão das diferentes regiões, climas e solos, os países integrantes da União Europeia se sobressaem, cada qual, em um setor diferente da agricultura, da pecuária e da pesca. Esta última, por exemplo, é predominante em países como Noruega e Finlândia, onde atua a corrente do Golfo, que propicia um grande número de cardumes. Em Portugal, como todos sabem, a pesca é uma tradição e, devido à sua qualidade, seus produtos, bem como vinhos e a polpa de tomate, são exportados para o mundo inteiro.
            Na pecuária, considerada intensiva, predomina a criação de gado bovino em países como a Rússia e a Ucrânia, além de muitos outros. O gado leiteiro, por outro lado, recebe maior atenção em países como a Dinamarca e a Suíça. Na Alemanha, por exemplo, principal praticante da suinocultura, a produção de carne para o país não chega a ser suficiente e, por isso, é preciso também importá-la.
            Em termos de agricultura, os produtos de maior destaque em todo o bloco são os cereais (aveia, trigo, cevada e centeio), a batata e a oliveira, tanto para a produção de azeite quanto das azeitonas. Estes dois últimos produtos são feitos, muitas vezes, de forma artesanal, o que confere à UE condições especiais de mercado.

11.  REFERÊNCIAS

Acesso em: 01/03/2014
Acesso em: 03/03/2014
Acesso em: 04/03/2014