terça-feira, 19 de abril de 2016

Terremoto no Equador


Um forte terremoto de 7,8 graus de magnitude atingiu o Equador na noite de sábado 9 de abril de 2016. De acordo com o governo são oficialmente registradas 660 mortes e 32 desaparecidos. Fato interessante ocorreu no dia 30 do mesmo mês. Um idoso de 72 anos foi encontrado vivo nos escombros 13 dias após o fenômeno. O tremor foi o mais forte desde 1979.

Como a escala Richter é exponencial, só pra ter uma ideia, a energia total liberada foi aproximadamente 20 vezes maior que a do terremoto do Japão na madrugada de sábado que foi de 7,3 graus na mesma escala.

Não existe uma relação causal entre os terremotos do Equador e do Japão. Cerca de vinte terremotos de magnitude 7 ocorrem todo ano no mundo e temos milhares de menores ocorrendo diariamente nas diversas placas tectônicas existentes.

O sismo

O epicentro ocorreu no oceano Pacífico, a 28 da costa equatoriana e a 173 da capital, Quito, e o foco do tremor estava a 20 quilômetros de profundidade. A região está no encontro das placas de Nazca e Sul americana. Quase 200 réplicas, algumas com intensidade de até 6,1 graus, ocorreram depois do tremor principal, podendo se prolongar por até três dias. Foi um dos piores terremotos na última década na América Latina, juntando-se a uma lista que inclui o tremor de 2007 no Peru, com quase 600 mortos, o de 2010 no Chile (mais de 150 vítimas fatais) e a catástrofe daquele mesmo ano no Haiti, com mais de 300.000 mortos.

Mobilização Internacional

O presidente Rafael Correa anunciou que o Equador receberá o apoio de equipes de resgate da Colômbia e do México. O presidente, que estava fora do país desde o domingo, 10 de abril, chegou à base aérea de Manta (oeste) às 18h30 locais (20h30 de Brasília) e tem previsto visitar as principais regiões afetadas pelo sismo, após o que falará com jornalistas, segundo a mesma fonte.

O presidente já estima prejuízos financeiros na casa dos 3 bilhões de dólares e os números não param de subir.

Jonathan Kreutzfeld

Fonte:


http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/04/numero-de-mortos-em-terremoto-no-equador-passa-de-400.html

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Muros que ainda dividem povos

É um assunto que infelizmente vem chamando atenção nesta semana. O muro de tapumes metálicos que divide Brasília foi construído por um grupo de presidiários e dividirá a Esplanada dos Ministérios ao meio para abrigar manifestantes a favor e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

É certo que não representa a mesma dimensão que outros muros que ainda existem ou fizeram história, mas infelizmente mostra o ponto radical-extremista que chegamos na política do país.



Israel, EUA, Coreia, Grécia e Ceuta: 25 anos após queda do Muro de Berlim, episódio que simbolizou diminuição de fronteiras, barreiras físicas ainda existem em diversos continentes. Conheça cinco muros que ainda estão de pé:

Há 25 anos, caía na Alemanha o Muro de Berlim. Para muitos, o episódio sinalizava o início de uma nova era, de expansão da globalização e diminuição das fronteiras — simbólicas e reais. Um quarto de século após a queda deste ícone da Guerra Fria, ainda persiste, espalhada pelo mundo, uma série de fronteiras muradas construídas para separar povos.
Segue abaixo 5 desses muros que ainda separam povos.
1) CISJORDÂNIA-ISRAEL
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Muro que separa Cisjordânia e Israel
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O Muro da Cisjordânia — ou “Muro da Vergonha”, como é chamado pelos críticos da ocupação israelense — começou a ser construído em 2002, período da Segunda Intifada, e separa Israel do território palestino da Cisjordânia. Na época, foi dito que o intuito era impedir a entrada de palestinos para prevenir atos de terrorismo. Os que se opõem à barreira denunciam que o muro é uma ferramenta utilizada por Israel para, além de interditar as negociações de paz por estabelecer unilateralmente novas fronteiras, também anexar gradualmente porções do território palestino, muitas das quais passaram a abrigar assentamentos israelenses. Atualmente, a parede de concreto, ferro e arame farpado tem cerca de 440 quilômetros de extensão — se a construção da barreira for finalizada, cercando todo o território da Cisjordânia, o muro se estenderá para aproximadamente 700 quilômetros.
2) ESPANHA-MARROCOS: MUROS DE CEUTA E MELILLA
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Muro que separa Espanha e Marrocos
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Ceuta e Melilla são o enclave espanhol na África e representam o resquício do colonialismo europeu no continente africano. Sob o domínio espanhol, as duas cidades fazem divisa com o Marrocos e estão muito próximas do Estreito de Gibraltar, pequeno intervalo oceânico que separa os dois continentes. Até os anos 1990, a divisão entre os territórios espanhol e marroquino era pouco perceptível, e o trânsito de pessoas de um local para o outro era comum. Com a institucionalização da União Europeia e a política de livre-circulação dos cidadãos europeus, a Espanha foi incentivada a apertar o cerco em suas zonas fronteiriças. Assim, foram erguidos os muros, que chegam, juntos, a 20 quilômetros de extensão, com o objetivo de impedir a imigração de africanos para a Europa.
3) EUA-MÉXICO

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Muro que separa EUA e México
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EUA-mexico3
O muro construído pelos Estados Unidos na fronteira com o México é o símbolo da política anti-imigração norte-americana. Num esforço contra os chamados “coiotes”, responsáveis por atravessar clandestinamente pessoas pela fronteira, Washington começou estabeler barreiras físicas entre as cidades de El Paso e Ciudad Juárez, e também entre San Diego e Tijuana. Com os ataques de 11 de Setembro de 2001, os EUA apertaram ainda mais o cerco, temendo que terroristas pudessem entrar em território norte-americano via México.
4) GRÉCIA-TURQUIA: MURO DE EVROS
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Muro que separa Turquia e Grécia
A fronteira entre a Turquia e a Grécia era tida pela UE como a “porta dos fundos” para a entrada de imigrantes na Europa. Por esse motivo, a Grécia, o país europeu mais afetado pela crise econômica de 2008 e alvo de severas medidas de austeridade, resolveu investir € 3,2 milhões (R$ 10,15 milhões) para erguer em 2012 um muro de mais de 10 quilômetros de extensão ao longo de um trecho da margem do rio Evros, fronteira natural que separa a o território europeu dos vizinhos turcos.
5) COREIA DO NORTE-COREIA DO SUL
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Muro que separa Coreia do Norte e Coreia do Sul
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Percorrida ao longo do Paralelo 38, a faixa de terra que divide a península coreana em dois países tem 250 quilômetros de comprimento. Após o armistício que interrompeu sem pôr fim formal à guerra entre os dois lados — símbolo do embate entre as duas superpotências durante a Guerra Fria: o norte comunista, e o sul capitalista —, a porção de território foi transformada em uma zona desmilitarizada. Ou seja, uma faixa “neutra” onde militares das duas Coreias podem transitar, mas sem cruzar a linha que demarca o território de cada um dos países.
Fonte: 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Se o Sul fosse um país


ANÁLISE DE INDICADORES SOCIOECONÔMICOS


Digamos que a síntese destas e outras informações poderia ser assim:

ASPECTOS POSITIVOS
ASPECTOS NEGATIVOS


Teria autossuficiência em energia elétrica
Dependeria muito de petróleo importado
A agricultura seria em geral suficiente e exportaria o excedente
Importantes recursos minerais teriam que ser importados
Teria uma fábrica da BMW
Boa parte dos produtos químicos em geral seriam importados
Teria território mais fácil de gerenciar
Seria difícil pensar em grandes expansões agroindustriais
Apenas 5% de população residente em favelas
Precisaria importar mais mão de obra estrangeira
Seu IDH seria superior a média do Brasil
Haveria ainda maior dependência tecnológica de países estrangeiros
Teria 18,1% da riqueza do Brasil com atuais 14,3% da população
Economia de peso pequeno se considerar a economia mundial
Seria praticamente tão rico quanto o Chile
Só que teria quase o dobro da população do Chile
Seria etnicamente mais homogêneo? Para alguns isso é considerado bom
Provavelmente teríamos um país inimigo ao nosso lado, talvez uma guerra

Obs: Pra não esquecer do principal, nós teríamos 22% dos investigados com foro privilegiado na Operação Lava Jato. Ahhhh e eu AMO O SUL!!

Jonathan Kreutzfeld

Fonte: IBGE e PNUD.






quinta-feira, 7 de abril de 2016

Migrações na Europa – Espaço Schengen

Com o objetivo de dar liberdade de circulação aos cidadãos, cinco países assinaram, em 1985, o acordo que iria abolir as fronteiras em quase todo o território do velho continente. O Tratado de Schengen iniciou com a participação da Alemanha, Luxemburgo, Bélgica, Holanda e França.

A implementação foi efetivada no ano de 1995, e hoje conta com 26 países membros do acordo, sendo que entre os países da União Europeia não fazem parte, aparecem apenas Bulgária, Chipre, Irlanda, Reino Unido e Romênia. Além disso, quatro países que não pertencem à UE fazem parte de Schengen: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

Mapa dos países que fazem parte do Tratado de Schengen
 
Além do acordo ser de grande vantagem para os cidadãos europeus, pois entre estes países não há controle de fronteiras, os brasileiros também podem se beneficiar da lei. Em 2012, a União Europeia, em conjunto com o governo do Brasil, anunciou a retirada da necessidade do visto aos brasileiros que visitam os países do Espaço de Schengen pelo período máximo de 3 meses. Neste acordo também estão inclusos Letônia e Chipre.

A República da Irlanda, apesar de não fazer parte do tratado, possui acordo similar com o Brasil. Já o Reino Unido, que quis continuar mantendo controle próprio sobre as fronteiras, decidiu não entrar no acordo. Para os brasileiros que visitam o país a passeio, o visto concedido é de no máximo 180 dias.

Porque a Irlanda e o Reino Unido não fazem parte do Tratado?
Desde 1920 a Irlanda e o Reino Unido possuem um acordo entre eles de livre circulação entre os países, chamado Common Travel Area (CTA). Isso significa que as mesmas regras definidas pelo Tratado de Schengen entre os países do Espaço já existiam entre Irlanda e UK. Os cidadãos que vivem em ambos os países possuem acesso livre tanto da Irlanda para a Inglaterra, como vice-versa.

Pela resistência do Reino Unido em relação ao tratado, a Irlanda preferiu manter o que já havia sido acordado anteriormente.

Apesar desta posição, tanto a República da Irlanda como o Reino Unido participam em alguns aspectos do acordo, passando a utilizar o Sistema de Informação Schengen (SIS). Ambos países não podem inserir informações no sistema, mas possuem direito de acessar e consultar informações dos passageiros que passam por suas fronteiras.

Limite e regras de permanência

Você já deve ter escutado por aí algum brasileiro dizendo que pretende circular pela Europa de um país para outro, apenas com o visto de turista. Passa-se três meses aqui, mais três ali, e assim vamos desbravando o velho continente. Mas atenção, a coisa não funciona assim!

Para os turistas, é necessário cumprir exigências que podem variar entre os países. Porém, todos os membros do acordo pedem passaporte dentro da validade (que deve ser de no mínimo 3 meses após a data de volta ao Brasil), comprovantes de hospedagem ou carta convite de algum residente do país destino e um seguro de saúde com cobertura no valor de € 30 mil para cobrir assistência médica em caso de acidente ou doença.

Sobre o limite de permanência nos países do tratado, é possível ficar até 90 dias, seja em apenas um país ou circulando pelo Espaço de Schengen. Porém, uma regra deve ser lembrada: Estes 90 dias (3 meses) são válidos a cada 180 dias (6 meses).

Aos viajantes que pretendem, por exemplo, ficar 20 dias em um país de Schengen, depois mais 20 dias na Irlanda (ou outro país fora do tratado) e voltar novamente para algum dos países participantes do acordo, é possível. Estes 20 dias que você esteve fora, não contarão no total, ou seja, você terá mais 70 dias para circular entre as fronteiras livres.

Para quem vai a negócios e tende a voltar mais de uma vez ao ano, a regra é a mesma. É só lembrar que a cada 6 meses você poderá permanecer no espaço por no máximo 3 meses, corridos ou não.

Isso significa que não basta sair do Espaço de Schengen e voltar em uma semana. É preciso cumprir as regras e lembrar que o policial da imigração tem total autoridade para decidir se você está sendo honesto ou não.

Além dos brasileiros que visitam o Espaço de Schengen a turismo, a autorização de permanência de 3 meses também é concedida para as viagens a negócios e tratamento médico (mediante comprovação com atestado concedido por um médico brasileiro indicando o tratamento em um dos países de Schengen, comprovante de reserva em hospital ou em consultório médico e comprovante de financiamento das despesas do tratamento).

Fonte:



Migrações na Europa – Convenção de Dublin

A Convenção de Dublin é uma lei da União Europeia (UE) para agilizar o processo de candidatura para os refugiados que procuram asilo político ao abrigo da Convenção de Genebra, na redação dada pelo Protocolo de Nova Iorque. A intenção é esclarecer qual o Estado membro é responsável por um determinado requerente de asilo, e assegurar que pelo menos um membro lide com a aplicação. Geralmente, este será o Estado membro através do qual um requerente de asilo entra na União Europeia[1] (UE).

Em 2003, a Convenção de Dublin foi substituída pelo chamado Regulamento Dublin II. Mais tarde, em 2008, a Comissão Europeia propôs alterações ao Regulamento Dublin, criando uma oportunidade para a reforma do Sistema de Dublin.

Um dos principais objetivos é o de impedir um candidato de apresentar candidaturas em vários estados membros. Geralmente, alguém que procura asilo é obrigado a aplicar a lei no primeiro Estado membro que entrar. Outro objetivo é reduzir o número de pessoas "em órbita", requerentes de asilo, que são empurrados de Estado membro em Estado membro. No entanto, o país em que a pessoa entra primeiro, é o responsável pelo tratamento do pedido, o que coloca excessiva pressão sobre as zonas fronteiriças, por onde os demandantes de asilo ingressam na UE e onde os Estados são muitas vezes menos capazes de oferecer apoio e proteção aos requerentes de asilo. Isto coloca as pessoas em risco de serem devolvidas ao seu país de origem. Um dos principais problemas é o uso da detenção para forçar a transferência do demandante - do Estado desejado para o Estado considerado responsável pelo asilo -, sendo praticamente impossível apelar contra as transferências, mesmo quando ocasionam a separação de famílias.

As regras da Convenção também têm sido criticadas pelo Comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa, por minar os direitos de refúgio.

A Convenção foi assinada em Dublin, na Irlanda, em 15 de Junho de 1990, e entrou em vigor a 1º de Setembro de 1997 para os doze primeiros Estados signatários (Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Espanha e Reino Unido), em 1º de Outubro de 1997, foi assinado pela Áustria e Suécia, e em 1º de Janeiro de 1998, pela Finlândia. Recentemente, o tratado foi estendido para alguns países fora da União Europeia. A Suíça tornou-se um signatário da Convenção a 5 de Junho de 2005.

Jonathan Kreutzfeld


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Fonte:

  

[1] É exatamente isso que mais incomoda os países do mediterrâneo (Itália, Grécia, Espanha...) que precisam lidar com o migrante enquanto os países do norte da Europa, confortavelmente “selecionam” quais e quantos querem.